segunda-feira, 14 de junho de 2010

EDUCAR PARA A VIDA

Para estimular a participação do aluno, professor precisa atuar como facilitador do conhecimento, não apenas como condutor.
Hoje a sociedade quer uma escola aberta ao debate, que cada vez mais seja um instrumento privilegiado do desenvolvimento integrado e solidário, alem de promover a redescoberta dos valores éticos individuais e comunitários. É importante salientar que isso só ocorrerá se a escola puder contar com elementos e condições internas e externas que viabilizem o cumprimento de sua missão fundamental: educar para a vida.
Nessa sua missão importante, a escola deverá capacitar seus alunos para a vivência da cidadania, transformando-os em seres sociais, conscientes de seus direitos e deveres e capazes de viver em liberdade. É prioritário que a escola seja um ambiente aberto ao debate da cidadania, da liberdade, da responsabilidade, da justiça social, da democracia, do respeito ao social, da igualdade de oportunidades, dos preconceitos sociais e dos marginalizados.
Para que se possa trabalhar um projeto de educação para a vida, a escola deverá ser uma organização que aprenda e que seja capaz de ensinar. O que exigirá do aluno um comportamento ativo e livre no processo de aprendizagem, dando-lhe uma sensação de autodireção e decisão. Não se pode desenvolver um processo de educação para a vida se ele não ocorrer em parceria com a família, tão importante no sucesso escolar dos alunos e dos filhos. Para isso, não devemos atuar de forma paralela, cada um por si, nem de forma antagônica, se opondo uns aos outros, mas de forma convergente e complementar, cooperando ativamente para atingir os objetivos comuns na formação dos jovens.
Na escola, o educador que se preocupa em educar para a vida não pode contentar-se apenas com o conteúdo, como um transmissor de conhecimentos. Ele deve exercer uma influencia positiva sobre os educandos e ser sempre uma presença amiga, passando bons exemplos e transmitindo experiências adquiridas ao longo da vida. O educador deve ser um facilitador que ajuda a descobrir caminhos, a pensar alternativas, e não se comportar apenas como um condutor, pois na condução o aluno passa a ser passivo e, na facilitação, o aluno participa uma condição essencial no processo de formação.
Hoje, para os adolescentes, os limites são amplos: a rua, o mundo. Essa sensação de liberdade pode ser assustadora. Quando o jovem cria um vinculo com o educador por meio da troca de afeto, o limite deixa de ser um obstáculo.
Como educador, tenho certeza de que, ao se preocupar com a educação para a vida, a escola passa ser um instrumento de libertação das pessoas e de sua inserção ativa no processo de desenvolvimento do país, resgatando os valores fundamentais da vida, do conhecimento e do trabalho, e motivando as pessoas a vivê-los de forma mais intensa.

Antonio Batista Grosso

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