sábado, 18 de dezembro de 2010
FELIZ NATAL

Que este dia e muitos outros sejam muito especiais.
Tenha um próspero Ano Novo e um ano repleto de alegria,amor,paz e tudo o que você desejar e que seus sonhos se realizem...e lembre-se que nada é impossível e sim tudo é possivel.
Que é o Natal, senão um misto de amizade e amor
Amor repartido pela família, pelos amigos, todos aqueles que estão connosco, em todos os momentos da nossa vida, bons e maus, que se regozijam com a nossa felicidade e se entristecem com a nossa desventura.
Natal!


Você existe
Se é Natal...
Porque ficar triste?
Se deixe levar...
Pela magia que no ar existe!
Se o bom velhinho
Vem ou não vem
Só o fato de você existir
Já é um grande bem...
Seja alegre e não triste...
Pelo simples fato
De que “você existe”...
Rico, pobre, gordo, magro...
Baixo, alto, feio, bonito...
Escuta o que te digo...
Você é único...
E a certeza deve sempre ter
Jesus te dá a chance
A grande chance de viver...
Seu Natal não pode ser triste
Pela alegria de que “você existe”
Então não se sinta mal...
Se solte e...” Feliz Natal “...
Celia Piovesan
Se é Natal...
Porque ficar triste?
Se deixe levar...
Pela magia que no ar existe!
Se o bom velhinho
Vem ou não vem
Só o fato de você existir
Já é um grande bem...
Seja alegre e não triste...
Pelo simples fato
De que “você existe”...
Rico, pobre, gordo, magro...
Baixo, alto, feio, bonito...
Escuta o que te digo...
Você é único...
E a certeza deve sempre ter
Jesus te dá a chance
A grande chance de viver...
Seu Natal não pode ser triste
Pela alegria de que “você existe”
Então não se sinta mal...
Se solte e...” Feliz Natal “...
Celia Piovesan
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
ALUNOS AGRESSIVOS QUE NÃO QUEREM APRENDER- O QUE FAZER? QUAL É O PROBLEMA?
Por Karmem
Comportamentos agressivos distanciam aqueles que deveriam ser parceiros no processo educativo: o professor e o aluno. Evidentemente há uma série de situações que facilitam ou dificultam o estabelecimento desta relação saudável entre professor e aluno, como a faixa etária, os recursos materiais e físicos do ambiente, a capacitação do educador e suas condições de trabalho. Mas determinadas orientações podem ser dadas de forma geral.
O professor necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel. O comportamento do professor é referência dentro da sala de aula, mas o profissional necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel.
A socialização e o processo de aprendizagem caminham juntos. Quando uma está comprometida, a outra tende a sofrer prejuízos, pois a motivação, atenção e memória são pré-requisitos para ambas. A socialização do aluno é um processo gradual, que deve ser construído nos diversos ambientes em que as crianças e os adolescentes estão inseridos. Vários fatores são determinantes para que este processo ocorra: educação familiar, acesso à educação formal, convívio com outros grupos sociais - parentes, vizinhos, igreja etc. -, acesso à cultura, entre outros. Fatores biológicos, questões culturais, histórico familiar (hereditariedade e referencial de educação), condição sócio-econômica e condições adequadas de saúde também interferem neste processo. Os fatores biológicos vêm sendo investigados por profissionais de saúde mental e têm forte influência no padrão de comportamento do indivíduo.
Outros fatores que norteiam e promovem o processo de socialização são: as condições de saúde mental da criança e de seus familiares, a construção de vínculo afetivo, a valorização do potencial da criança, o suporte emocional, a referência moral e ética de comportamento, a presença efetiva e adequada das figuras parentais e a segurança física e emocional.
A solução para estes problemas devem ser elaborados por meio da parceria entre educadores, profissionais da saúde, do serviço social, do direito e das demais áreas implicadas na promoção do bem-estar e garantia dos direitos da criança e do adolescente. Esses alunos com comportamentos inadequados para a escola. Já chegam à instituição escolar com desestrutura familiar e social que exige da escola uma postura de planejamento e boa vontade com eles. De nada adianta a expulsão branca, pois não vai resolver a situação. O comportamento inadequado, agressivo, confuso, sem vontade de estudar e o argumento de que todos os recursos pedagógicos foram exaustivamente aplicados só obriga os pais a tentar levar os filhos para dentro do muro da escola mesmo sem aprendizagem para não perder a bolsa-família. Ou então desistirem de vez.
Não concordamos com essa atitude e temos a consciência de que muitos princípios estão sendo postos de lado. Esse recurso discriminatório só mostra a impotência dos profissionais diante de um quadro que reflete toda a dor do aluno. Porque a escola ainda é o único lugar em que a criança vítima de violência física ou psicológica consegue "dar o troco", sendo necessário, portanto, que todos reflitam e mudem as posturas buscando parcerias com diversos profissionais para tentar sanar o problema, com certeza há ainda muito a ser feito.
As pessoas que são muito agressivas têm algum problema que devem se trabalhado, o melhor que se tem a fazer e conversar com ele, se não adiantar, tentar conhecer melhor a vida familiar desse aluno, às vezes ele é agressivo pelo tratamento que ele leva em casa, conhecer de perto os pais e a rotina desse aluno será uma boa forma de ver as dificuldades que ele está passando, tentar conversar em particular e mostrar que o comportamento agressivo deixa todos muito chateados e que seres humanos é o único ser vivo que fala e que raciocina, justamente por isso para resolver seus problemas com conversa e não com brigas, manter calma, mas sempre firme, porque ele tem que saber que quem manda é a professora e não ele, mostrando que ele é importante. Porque às vezes só quer chamar a atenção, então qualquer coisa que ele faça de bom é preciso elogiá-lo.
Comportamentos agressivos distanciam aqueles que deveriam ser parceiros no processo educativo: o professor e o aluno. Evidentemente há uma série de situações que facilitam ou dificultam o estabelecimento desta relação saudável entre professor e aluno, como a faixa etária, os recursos materiais e físicos do ambiente, a capacitação do educador e suas condições de trabalho. Mas determinadas orientações podem ser dadas de forma geral.
O professor necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel. O comportamento do professor é referência dentro da sala de aula, mas o profissional necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel.
A socialização e o processo de aprendizagem caminham juntos. Quando uma está comprometida, a outra tende a sofrer prejuízos, pois a motivação, atenção e memória são pré-requisitos para ambas. A socialização do aluno é um processo gradual, que deve ser construído nos diversos ambientes em que as crianças e os adolescentes estão inseridos. Vários fatores são determinantes para que este processo ocorra: educação familiar, acesso à educação formal, convívio com outros grupos sociais - parentes, vizinhos, igreja etc. -, acesso à cultura, entre outros. Fatores biológicos, questões culturais, histórico familiar (hereditariedade e referencial de educação), condição sócio-econômica e condições adequadas de saúde também interferem neste processo. Os fatores biológicos vêm sendo investigados por profissionais de saúde mental e têm forte influência no padrão de comportamento do indivíduo.
Outros fatores que norteiam e promovem o processo de socialização são: as condições de saúde mental da criança e de seus familiares, a construção de vínculo afetivo, a valorização do potencial da criança, o suporte emocional, a referência moral e ética de comportamento, a presença efetiva e adequada das figuras parentais e a segurança física e emocional.
A solução para estes problemas devem ser elaborados por meio da parceria entre educadores, profissionais da saúde, do serviço social, do direito e das demais áreas implicadas na promoção do bem-estar e garantia dos direitos da criança e do adolescente. Esses alunos com comportamentos inadequados para a escola. Já chegam à instituição escolar com desestrutura familiar e social que exige da escola uma postura de planejamento e boa vontade com eles. De nada adianta a expulsão branca, pois não vai resolver a situação. O comportamento inadequado, agressivo, confuso, sem vontade de estudar e o argumento de que todos os recursos pedagógicos foram exaustivamente aplicados só obriga os pais a tentar levar os filhos para dentro do muro da escola mesmo sem aprendizagem para não perder a bolsa-família. Ou então desistirem de vez.
Não concordamos com essa atitude e temos a consciência de que muitos princípios estão sendo postos de lado. Esse recurso discriminatório só mostra a impotência dos profissionais diante de um quadro que reflete toda a dor do aluno. Porque a escola ainda é o único lugar em que a criança vítima de violência física ou psicológica consegue "dar o troco", sendo necessário, portanto, que todos reflitam e mudem as posturas buscando parcerias com diversos profissionais para tentar sanar o problema, com certeza há ainda muito a ser feito.
As pessoas que são muito agressivas têm algum problema que devem se trabalhado, o melhor que se tem a fazer e conversar com ele, se não adiantar, tentar conhecer melhor a vida familiar desse aluno, às vezes ele é agressivo pelo tratamento que ele leva em casa, conhecer de perto os pais e a rotina desse aluno será uma boa forma de ver as dificuldades que ele está passando, tentar conversar em particular e mostrar que o comportamento agressivo deixa todos muito chateados e que seres humanos é o único ser vivo que fala e que raciocina, justamente por isso para resolver seus problemas com conversa e não com brigas, manter calma, mas sempre firme, porque ele tem que saber que quem manda é a professora e não ele, mostrando que ele é importante. Porque às vezes só quer chamar a atenção, então qualquer coisa que ele faça de bom é preciso elogiá-lo.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Avaliação Escolar
Por Karmem Abreu Amambahy
É o processo que possibilita conhecermos a fundo a qualidade dos serviços, e do ensino. Momento para sabermos dos nossos alunos o que está certo e o que podemos melhorar.
Quando pensamos em avaliação escolar, as primeiras ideias que surgem são: avaliação do aluno (realizada pelo professor), notas, aprovação e reprovação, sucesso e fracasso, premio e castigo. Mas sempre do aluno. Por quê? Será o aluno o único sujeito que merece ser avaliado na escola? Será que ele é a única personagem importante dessa instituição? (E não é a mais importante?) será que na escola é só ele quem deve aprender? Será que, sozinho, ele faz o sucesso e o fracasso escolares?
Vamos buscar, juntos uma maneira de pensar a avaliação escolar para que ela venha a ser, realmente, mais um recurso pedagógico que contribua para que a escola possa desempenhar seu papel na educação e na formação do aluno-cidadão.
Ora, o aluno precisa, sim, aprender, e é uma personagem muito importante, se não a mais importante, no contexto escolar. Mas há outros elementos a considerar. É pensando no aluno, nos seus direitos á educação e á cidadania, que a escola deve se organizar e se estruturar. Essa organização resulta do trabalho de diversas pessoas, em diferentes níveis do sistema educacional. A forma como uma escola se acha organizada é expressão das ideias daqueles que dela participam e daqueles que elaboram as diretrizes para a sua organização seja em nível municipal, estadual, seja federal.
Se a organização da escola envolve tantas pessoas (direta ou indiretamente), tantas normas, diretrizes e parâmetros, na tentativa de assegurar uma boa educação aos alunos, por quês era que, ao pensar em avaliação, penamos em avaliar primeiro ou somente o aluno? E mais: pó que a idéia de avaliação esta sempre associada á idéia de erros, falhas. Limitações, deficiências?
Na avaliação teremos sim o aluno como o principal sujeito do processo ensino-aprendizagem, mas não o único a ser avaliado. Ele será um dos elementos desse processo que participará da avaliação, de diferentes formas e em diferentes momentos. Mas antes de penarmos em avaliar o aluno, é necessário que pensemos na avaliação de uma maneira mais global, envolvendo tudo e todos que participam do processo educacional que acontece na escola. Quando todos participam, todos avaliam e são avaliados.
A avaliação esta presente em nosso cotidiano, escolar ou não. Pois avaliar é refletir sobre uma determinada realidade, a partir de dados e informações, e emitir um julgamento que possibilite uma tomada de decisão.
Infelizmente ainda temos professores que medem a aprendizagem de seus alunos, em vez de avaliar, por que registram os dados obtidos, anotam, e em seguida guardam esses dados.
Medir é apenas descrever uma realidade, ou seja, é obter dados e informações sobre ela. Enquanto avaliar permite fazer sugestões, encaminhamentos, tomar decisões.
Exemplo disso é uma professora que corrige as provas de seus alunos, atribui à nota e comunica o resultado a seus alunos e aos pais. Ou dá a nota e organiza um quadro para expor os cinco melhores.
Outra corrige as provas, identifica as questões que seus alunos não conseguiram responder, procura saber o porquê das dificuldades e depois planeja novas atividades para eles. Ou atividades de recuperação.
Avaliar é mais que medir. A medida limita-se a constatar uma realidade, a obter informações.
A avaliação antecede, acompanha e sucede o trabalho pedagógico, possuindo, pois, funções diferentes conforme o momento em que acontece. É o ponto de partida e ponto de chegada de todo e qualquer trabalho pedagógico. É a reflexão sobre a prática pedagógica da escola, buscando nos dados da realidade elementos que possibilitem a emissão de um julgamento de valor, visando a uma tomada de decisão.
Referencias:
LUCKESI. C.C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.
É o processo que possibilita conhecermos a fundo a qualidade dos serviços, e do ensino. Momento para sabermos dos nossos alunos o que está certo e o que podemos melhorar.
Quando pensamos em avaliação escolar, as primeiras ideias que surgem são: avaliação do aluno (realizada pelo professor), notas, aprovação e reprovação, sucesso e fracasso, premio e castigo. Mas sempre do aluno. Por quê? Será o aluno o único sujeito que merece ser avaliado na escola? Será que ele é a única personagem importante dessa instituição? (E não é a mais importante?) será que na escola é só ele quem deve aprender? Será que, sozinho, ele faz o sucesso e o fracasso escolares?
Vamos buscar, juntos uma maneira de pensar a avaliação escolar para que ela venha a ser, realmente, mais um recurso pedagógico que contribua para que a escola possa desempenhar seu papel na educação e na formação do aluno-cidadão.
Ora, o aluno precisa, sim, aprender, e é uma personagem muito importante, se não a mais importante, no contexto escolar. Mas há outros elementos a considerar. É pensando no aluno, nos seus direitos á educação e á cidadania, que a escola deve se organizar e se estruturar. Essa organização resulta do trabalho de diversas pessoas, em diferentes níveis do sistema educacional. A forma como uma escola se acha organizada é expressão das ideias daqueles que dela participam e daqueles que elaboram as diretrizes para a sua organização seja em nível municipal, estadual, seja federal.
Se a organização da escola envolve tantas pessoas (direta ou indiretamente), tantas normas, diretrizes e parâmetros, na tentativa de assegurar uma boa educação aos alunos, por quês era que, ao pensar em avaliação, penamos em avaliar primeiro ou somente o aluno? E mais: pó que a idéia de avaliação esta sempre associada á idéia de erros, falhas. Limitações, deficiências?
Na avaliação teremos sim o aluno como o principal sujeito do processo ensino-aprendizagem, mas não o único a ser avaliado. Ele será um dos elementos desse processo que participará da avaliação, de diferentes formas e em diferentes momentos. Mas antes de penarmos em avaliar o aluno, é necessário que pensemos na avaliação de uma maneira mais global, envolvendo tudo e todos que participam do processo educacional que acontece na escola. Quando todos participam, todos avaliam e são avaliados.
A avaliação esta presente em nosso cotidiano, escolar ou não. Pois avaliar é refletir sobre uma determinada realidade, a partir de dados e informações, e emitir um julgamento que possibilite uma tomada de decisão.
Infelizmente ainda temos professores que medem a aprendizagem de seus alunos, em vez de avaliar, por que registram os dados obtidos, anotam, e em seguida guardam esses dados.
Medir é apenas descrever uma realidade, ou seja, é obter dados e informações sobre ela. Enquanto avaliar permite fazer sugestões, encaminhamentos, tomar decisões.
Exemplo disso é uma professora que corrige as provas de seus alunos, atribui à nota e comunica o resultado a seus alunos e aos pais. Ou dá a nota e organiza um quadro para expor os cinco melhores.
Outra corrige as provas, identifica as questões que seus alunos não conseguiram responder, procura saber o porquê das dificuldades e depois planeja novas atividades para eles. Ou atividades de recuperação.
Avaliar é mais que medir. A medida limita-se a constatar uma realidade, a obter informações.
A avaliação antecede, acompanha e sucede o trabalho pedagógico, possuindo, pois, funções diferentes conforme o momento em que acontece. É o ponto de partida e ponto de chegada de todo e qualquer trabalho pedagógico. É a reflexão sobre a prática pedagógica da escola, buscando nos dados da realidade elementos que possibilitem a emissão de um julgamento de valor, visando a uma tomada de decisão.
Referencias:
LUCKESI. C.C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
“Bullying”: agressividade entre estudantes
Enquanto a sociedade tenta recuperar-se do choque de seguidas notícias de envolvimento de jovens de classe média e alta em brigas e agressões graves nas portas de boates e em festas nas madrugadas, variadas especulações são feitas sobre o que estaria causando tal conduta. Seriam os jovens da atual geração, “piores” do que os das gerações passadas?
Estariam eles sendo mal orientados por suas famílias? A causa poderia ser, talvez, o grande número de famílias desestruturadas? Ou a ausência de ambos os pais, com cargas de trabalho cada vez maiores? Seria, por outro, lado influência da sociedade de consumo, da mídia, dos filmes e jogos violentos? Ou isso tudo, em conjunto? Seria uma forma de resposta à violência da sociedade?
Todo fenômeno social raramente tem apenas uma causa, parece-me que, antes de se achar o(s) culpado(s), mais oportuno seria discutir a ligação entre tais atitudes anti-sociais e o fenômeno do comportamento agressivo entre estudantes, conhecido internacionalmente como bullying.
O bullying compreende todo o tipo de agressões, intencionais, repetidas, e sem motivo aparente, que um grupo de alunos adota contra um ou vários colegas, em situação desigual de poder, causando intimidação, medo e danos à vítima. Pode apresentar-se sob várias formas, desde uma simples “gozação” ou apelido, (sempre depreciativos), passando por exclusão do grupo, isolamento, assédio e humilhações, até agressões físicas como chutes, empurrões e pancadas. Pode incluir também roubo ou destruição de objetos pessoais.
Em geral, os agressores costumam ser pessoas com pequeno grau de empatia, oriundos de famílias desestruturadas, que não trabalham adequadamente a questão dos limites, nas quais não há bom relacionamento afetivo, ou em que a agressão física é comumente utilizada como forma de solucionar conflitos.
Já as vítimas são, em geral, pessoas tímidas, sem muitos amigos, introvertidas e pouco sociáveis, com baixa capacidade, portanto, de reação a esse tipo de situação. São geralmente inseguras, têm baixa auto-estima e pouca esperança de conseguir ajuda por parte dos responsáveis. Costumam ainda ter dificuldades de se integrar aos grupos de colegas
O fato de muitas vezes o bullying passar desapercebido na escola, só reforça a baixa auto-estima e a convicção de menos valia das vítimas. Algumas tendem a aceitar a agressão como se as merecessem. O fenômeno tende a levar à queda no desempenho escolar, à simulação de doenças, a um ainda maior isolamento, e até ao abandono dos estudos. Pode também gerar ansiedade grave, depressão e até suicídio.
A vítima pode passar a agressor em algumas situações, em que encontre, por exemplo, colegas que considere mais fracos ou com menor possibilidade de defesa.
Existem ainda alunos que nem agridem nem são agredidos – são os expectadores, as testemunhas das agressões. Em geral, não tomam partido por medo de serem agredidas no futuro, ou porque não sabem como agir nessas situações. Também os expectadores do bullying podem ficar intimidados e inseguros, a ponto de apresentarem queda no rendimento escolar ou ficarem com medo de ir à escola.
O bullying é mais freqüente entre meninos; entre as meninas assume forma diferente: em geral, a exclusão ou a maledicência são as armas mais comuns.
Em longo prazo, o bullying – se não combatido de forma eficaz – pode levar à sensação de impunidade e, conseqüentemente, no futuro, a atitudes anti-sociais, dificuldades no relacionamento afetivo, delinqüência ou atos criminosos. Pode também levar a atitudes agressivas no trabalho ou à violência familiar – como as que têm acontecido atualmente nas portas de boates e festas, ou, há poucos anos, na cidade de Colombine, nos EUA, e outras noticiadas recentemente, em várias partes do mundo e no Brasil, nas quais estudantes armados, aparentemente sem causa específica, entram na escola atirando a esmo, matando ou ferindo colegas, professores e outras pessoas, sem um alvo definido. É o ato final de revolta, a tentativa de se inverter uma situação de alto sofrimento, as quais não mais conseguem tolerar.
É importante esclarecer que casos de agressões, chacotas e perseguições contra um ou mais alunos não é um fenômeno novo, embora atualmente venha assumindo características mais violentas dadas a facilidade de aquisição de armas e o exemplo que adolescentes e jovens recebem com freqüência da mídia em geral.
Para os educadores, tanto na família quanto nas escolas, o que realmente importa não é criar um clima de apocalipse, muito menos de desesperança. Ao contrário, quanto mais se estuda o assunto, mais claro fica que devemos agir de forma segura e assertiva. A intervenção dos adultos e atenção ao problema deve ser estimulada em todos os níveis.
De que forma atuar?
Nas escolas são necessárias, entre outras medidas:
•Treinamento para instrumentalizar todos os que lidam com alunos, no sentido de estarem atentos e aptos a perceberem quaisquer tentativas de intimidação ou agressão entre estudantes. Para tanto, é preciso conhecer os sinais, perceber os sintomas e as atitudes que caracterizam vítimas e agressores.
•Saber de que forma intervir;
•Assegurar a todos – através de atitudes, conversas nas turmas e outras iniciativas do gênero – que os alunos vítimas ou expectadores têm, e terão sempre, a proteção dos adultos que os cercam;
•Criar um esquema institucional de responsabilização para os agressores, esquema esse de preferência não excludente, ou seja, o aluno terá que arcar com as conseqüências de seus atos, mas essas conseqüências devem ter cunho educativo, devem reverter em prol da escola e da sociedade – expulsar ou suspender o aluno não forma a consciência, nem transforma agressores em bons cidadãos. Para fortalecer os que sofrem ou presenciam o bullying é mister oferecer canais de comunicação que garantam a privacidade dos que se dispõem a falar;
•A escola deve ter uma forma única e homogênea de agir nesses casos, para que todos se sintam protegidos: corpo técnico, alunos-vítimas e expectadores (só assim o silêncio se romperá)
•Ou mais importante: medidas educacionais formadoras devem ser incorporadas ao currículo e trabalhadas por todos os professores, independentemente da matéria, série ou grupo com os quais trabalhem, dando-se especial ênfase ao desenvolvimento de habilidades sociais tais como: saber ouvir; respeitar diferenças; ter limites; saber argumentar sem discutir ou agredir; ser solidário; ter dignidade; respeitar o limite e o direito do outro, etc.
Quanto à família, é necessário, que, não só apóiem a escola em todas essas iniciativas, mas também e principalmente que, em casa, eles próprios trabalhem a questão dos limites com segurança, a formação ética dos filhos, a não-aceitação firme ao desrespeito aos mais velhos e mais fracos, enfim a família deve reassumir o quanto antes o seu papel de formadora de cidadãos, abandonando a postura superprotetora cega, e a crença de que amar é aceitar toda e qualquer atitude dos filhos, satisfazer todos os seus desejos, não criticar o que deva ser criticado e nunca responsabilizá-los por atitudes anti-sociais. Enquanto é tempo.
Estariam eles sendo mal orientados por suas famílias? A causa poderia ser, talvez, o grande número de famílias desestruturadas? Ou a ausência de ambos os pais, com cargas de trabalho cada vez maiores? Seria, por outro, lado influência da sociedade de consumo, da mídia, dos filmes e jogos violentos? Ou isso tudo, em conjunto? Seria uma forma de resposta à violência da sociedade?
Todo fenômeno social raramente tem apenas uma causa, parece-me que, antes de se achar o(s) culpado(s), mais oportuno seria discutir a ligação entre tais atitudes anti-sociais e o fenômeno do comportamento agressivo entre estudantes, conhecido internacionalmente como bullying.
O bullying compreende todo o tipo de agressões, intencionais, repetidas, e sem motivo aparente, que um grupo de alunos adota contra um ou vários colegas, em situação desigual de poder, causando intimidação, medo e danos à vítima. Pode apresentar-se sob várias formas, desde uma simples “gozação” ou apelido, (sempre depreciativos), passando por exclusão do grupo, isolamento, assédio e humilhações, até agressões físicas como chutes, empurrões e pancadas. Pode incluir também roubo ou destruição de objetos pessoais.
Em geral, os agressores costumam ser pessoas com pequeno grau de empatia, oriundos de famílias desestruturadas, que não trabalham adequadamente a questão dos limites, nas quais não há bom relacionamento afetivo, ou em que a agressão física é comumente utilizada como forma de solucionar conflitos.
Já as vítimas são, em geral, pessoas tímidas, sem muitos amigos, introvertidas e pouco sociáveis, com baixa capacidade, portanto, de reação a esse tipo de situação. São geralmente inseguras, têm baixa auto-estima e pouca esperança de conseguir ajuda por parte dos responsáveis. Costumam ainda ter dificuldades de se integrar aos grupos de colegas
O fato de muitas vezes o bullying passar desapercebido na escola, só reforça a baixa auto-estima e a convicção de menos valia das vítimas. Algumas tendem a aceitar a agressão como se as merecessem. O fenômeno tende a levar à queda no desempenho escolar, à simulação de doenças, a um ainda maior isolamento, e até ao abandono dos estudos. Pode também gerar ansiedade grave, depressão e até suicídio.
A vítima pode passar a agressor em algumas situações, em que encontre, por exemplo, colegas que considere mais fracos ou com menor possibilidade de defesa.
Existem ainda alunos que nem agridem nem são agredidos – são os expectadores, as testemunhas das agressões. Em geral, não tomam partido por medo de serem agredidas no futuro, ou porque não sabem como agir nessas situações. Também os expectadores do bullying podem ficar intimidados e inseguros, a ponto de apresentarem queda no rendimento escolar ou ficarem com medo de ir à escola.
O bullying é mais freqüente entre meninos; entre as meninas assume forma diferente: em geral, a exclusão ou a maledicência são as armas mais comuns.
Em longo prazo, o bullying – se não combatido de forma eficaz – pode levar à sensação de impunidade e, conseqüentemente, no futuro, a atitudes anti-sociais, dificuldades no relacionamento afetivo, delinqüência ou atos criminosos. Pode também levar a atitudes agressivas no trabalho ou à violência familiar – como as que têm acontecido atualmente nas portas de boates e festas, ou, há poucos anos, na cidade de Colombine, nos EUA, e outras noticiadas recentemente, em várias partes do mundo e no Brasil, nas quais estudantes armados, aparentemente sem causa específica, entram na escola atirando a esmo, matando ou ferindo colegas, professores e outras pessoas, sem um alvo definido. É o ato final de revolta, a tentativa de se inverter uma situação de alto sofrimento, as quais não mais conseguem tolerar.
É importante esclarecer que casos de agressões, chacotas e perseguições contra um ou mais alunos não é um fenômeno novo, embora atualmente venha assumindo características mais violentas dadas a facilidade de aquisição de armas e o exemplo que adolescentes e jovens recebem com freqüência da mídia em geral.
Para os educadores, tanto na família quanto nas escolas, o que realmente importa não é criar um clima de apocalipse, muito menos de desesperança. Ao contrário, quanto mais se estuda o assunto, mais claro fica que devemos agir de forma segura e assertiva. A intervenção dos adultos e atenção ao problema deve ser estimulada em todos os níveis.
De que forma atuar?
Nas escolas são necessárias, entre outras medidas:
•Treinamento para instrumentalizar todos os que lidam com alunos, no sentido de estarem atentos e aptos a perceberem quaisquer tentativas de intimidação ou agressão entre estudantes. Para tanto, é preciso conhecer os sinais, perceber os sintomas e as atitudes que caracterizam vítimas e agressores.
•Saber de que forma intervir;
•Assegurar a todos – através de atitudes, conversas nas turmas e outras iniciativas do gênero – que os alunos vítimas ou expectadores têm, e terão sempre, a proteção dos adultos que os cercam;
•Criar um esquema institucional de responsabilização para os agressores, esquema esse de preferência não excludente, ou seja, o aluno terá que arcar com as conseqüências de seus atos, mas essas conseqüências devem ter cunho educativo, devem reverter em prol da escola e da sociedade – expulsar ou suspender o aluno não forma a consciência, nem transforma agressores em bons cidadãos. Para fortalecer os que sofrem ou presenciam o bullying é mister oferecer canais de comunicação que garantam a privacidade dos que se dispõem a falar;
•A escola deve ter uma forma única e homogênea de agir nesses casos, para que todos se sintam protegidos: corpo técnico, alunos-vítimas e expectadores (só assim o silêncio se romperá)
•Ou mais importante: medidas educacionais formadoras devem ser incorporadas ao currículo e trabalhadas por todos os professores, independentemente da matéria, série ou grupo com os quais trabalhem, dando-se especial ênfase ao desenvolvimento de habilidades sociais tais como: saber ouvir; respeitar diferenças; ter limites; saber argumentar sem discutir ou agredir; ser solidário; ter dignidade; respeitar o limite e o direito do outro, etc.
Quanto à família, é necessário, que, não só apóiem a escola em todas essas iniciativas, mas também e principalmente que, em casa, eles próprios trabalhem a questão dos limites com segurança, a formação ética dos filhos, a não-aceitação firme ao desrespeito aos mais velhos e mais fracos, enfim a família deve reassumir o quanto antes o seu papel de formadora de cidadãos, abandonando a postura superprotetora cega, e a crença de que amar é aceitar toda e qualquer atitude dos filhos, satisfazer todos os seus desejos, não criticar o que deva ser criticado e nunca responsabilizá-los por atitudes anti-sociais. Enquanto é tempo.
Orientação para os filhos
A forma mais segura de educar os filhos para o mundo de hoje é estabelecer uma boa comunicação com eles. para trabalhar a educação emocional é fundamental dar bons modelos em casa. Assim, é importante a maneira como os pais lidam com as próprias emoções e como se apresentam para os filhos são pessoas que erram, sentem, reconhecem suas falhas e enfrentam com maturidade e responsabilidade seus conflitos? É preciso dar modelos reais em contraposição à tendência, em determinadas fases do desenvolvimento, de mitificar os adultos.
O importante é que o diálogo ajude a criança/adolescente a reconhecer o certo e o errado a partir dos conceitos e valores apreendidos durante toda sua vida. Importante também nessas ocasiões é dar ênfase à relação entre atos e consequências, escolhas e responsabilidades.
A avaliação do que é certo ou errado depende de vários fatores, dentre eles o conjunto de regras internalizadas pela criança (ou jovem) a partir do seu relacionamento com a família e com os grupos sociais aos quais ela pertence – e aqui se inclui a escola”. Passado o choque da decepção, vem a compreensão de que certos atos têm conseqüências cuja responsabilidade o autor das ações deve assumir.
Citando Piaget (um estudioso do desenvolvimento cognitivo), a psicopedagoga explica que “crianças de aproximadamente cinco/seis anos têm como característica o absolutismo moral, ou seja, elas consideram as regras estabelecidas de maneira absoluta e inflexível. Assim, as regras de um jogo, por exemplo, são absolutamente fixas. Nesse estágio, uma criança considera que todas as quebras de regras resultam inevitavelmente em punição por parte dos adultos e julga as ações como boas ou más em função de suas consequências e não com base nas intenções de quem as executou. Conclusões do tipo “quem quebra seis copos sem querer é mais malvado do que quem quebra um de propósito” são comuns nesse estágio.
Já em torno dos sete anos, a criança desenvolve uma moralidade autônoma, ou de reciprocidade, na qual as regras são percebidas de forma mais mutável. Regras de jogos podem ser modificadas em comum acordo com os participantes. “A criança passa a notar, então, que violação de regras não resulta sempre em punição e leva em conta no seu julgamento moral as intenções de quem realiza as ações”.
"Então, ao conversar com a criança é preciso levar em consideração as limitações impostas pelo seu estágio de desenvolvimento para que a linguagem esteja adequada e se possa explorar apropriadamente sua capacidade de compreensão."
Se, infelizmente, as crianças estão mais expostas a esse tipo de notícia e de decepção, temos que usar essa mesma fonte para ajudá-las a desenvolver um olhar atento e crítico e reforçar valores fundamentais para que elas se desenvolvam como cidadãos e cidadãs (do bem).
O importante é que o diálogo ajude a criança/adolescente a reconhecer o certo e o errado a partir dos conceitos e valores apreendidos durante toda sua vida. Importante também nessas ocasiões é dar ênfase à relação entre atos e consequências, escolhas e responsabilidades.
A avaliação do que é certo ou errado depende de vários fatores, dentre eles o conjunto de regras internalizadas pela criança (ou jovem) a partir do seu relacionamento com a família e com os grupos sociais aos quais ela pertence – e aqui se inclui a escola”. Passado o choque da decepção, vem a compreensão de que certos atos têm conseqüências cuja responsabilidade o autor das ações deve assumir.
Citando Piaget (um estudioso do desenvolvimento cognitivo), a psicopedagoga explica que “crianças de aproximadamente cinco/seis anos têm como característica o absolutismo moral, ou seja, elas consideram as regras estabelecidas de maneira absoluta e inflexível. Assim, as regras de um jogo, por exemplo, são absolutamente fixas. Nesse estágio, uma criança considera que todas as quebras de regras resultam inevitavelmente em punição por parte dos adultos e julga as ações como boas ou más em função de suas consequências e não com base nas intenções de quem as executou. Conclusões do tipo “quem quebra seis copos sem querer é mais malvado do que quem quebra um de propósito” são comuns nesse estágio.
Já em torno dos sete anos, a criança desenvolve uma moralidade autônoma, ou de reciprocidade, na qual as regras são percebidas de forma mais mutável. Regras de jogos podem ser modificadas em comum acordo com os participantes. “A criança passa a notar, então, que violação de regras não resulta sempre em punição e leva em conta no seu julgamento moral as intenções de quem realiza as ações”.
"Então, ao conversar com a criança é preciso levar em consideração as limitações impostas pelo seu estágio de desenvolvimento para que a linguagem esteja adequada e se possa explorar apropriadamente sua capacidade de compreensão."
Se, infelizmente, as crianças estão mais expostas a esse tipo de notícia e de decepção, temos que usar essa mesma fonte para ajudá-las a desenvolver um olhar atento e crítico e reforçar valores fundamentais para que elas se desenvolvam como cidadãos e cidadãs (do bem).
sábado, 27 de novembro de 2010
Escola e Inclusão
A escola é uma pratica social, o trabalho pedagógico uma prática profissional fundamentais da vida civil contemporânea, que esta em descompasso comparando a efervescência de outras instituições sociais.
Sabemos que as pessoas não nascem boas ou más. É a sociedade que queira, que não, que educa moralmente seus membros, a família, os meios de comunicação, o convívio com outras pessoas tem influencia marcante no comportamento de crianças jovens e adolescentes.
A verdadeira aprendizagem se dá na mudança de comportamento na amplitude de potencial relacionando o que esta aprendendo para a vida. O que leva a viver melhor ou pior, mas indubitavelmente, a viver de acordo com que aprende.
Vivemos em constante conflito entre os diferentes membros da escola:
De um lado alunos que reclamam das obrigações, das normas rígidas, dos controles, da alienação da escola em relação ao seu mundo.
Professores que reclamam do salário, da inquietude dos alunos, da falta de infra-estrutura, os demais funcionários reclamam das questões de ordem política e salarial. Os pais cujas preocupações e insatisfações na maioria das vezes negligenciadas influenciam também nesse processo.
São vários conflitos entre as diferentes culturas envolvidas.
E o engraçado é que se o aluno aprende é porque o professor ensina se não aprende é porque apresenta alguma defasagem ou disfunção. Temos ai uma contradição lógica e uma armadilha ética. Pois ao mesmo tempo em que responsabilizamos o professor pelo sucesso do aluno, dissociamos ele inteiramente do processo concorda?
Convenhamos que seria algo equivalente as seguintes situações:
O problema do médico são dos doentes, empecilho do escritor são os leitores, o entrave do político são os eleitores. Estranho no caso escolar não parece sê-lo, tamanha naturalidade com que temos depositado nos alunos grande parte da responsabilidade sobre nosso acidente de percurso, obstáculos que predominam o trajeto dessa profissão.
Todo o tempo ouvimos “aluno problema” mas aluno problema é aquele acometido por alguma espécie de distúrbio psicológico de ordem cognitiva ou comportamental. Então o que fazer?
Um primeiro passo é repensar novos posicionamentos rever algumas supostas evidencias sobre os alunos, a questão da avaliação, por exemplo, questionar o que temos priorizado como foco de nossa atuação profissional, relação que estabelecemos em sala de aula, contrato pedagógico (combinado) com regras claras para ambas as partes, revendo sempre que necessário o que se propuseram a fazer no inicio do ano.
Uma pratica abominável é mandar o aluno para fora da sala de aula, ou encaminhá-lo para diretoria sempre que uma atitude dissonante se faz presente. Ora expulsá-lo da sala é mais do que um prenuncio da exclusão, que tanto pregamos, é ela em ato. Inclusão palavra imprescindível, mas tão pouco exercida na pratica.
Vamos pensar nisso?
Sabemos que as pessoas não nascem boas ou más. É a sociedade que queira, que não, que educa moralmente seus membros, a família, os meios de comunicação, o convívio com outras pessoas tem influencia marcante no comportamento de crianças jovens e adolescentes.
A verdadeira aprendizagem se dá na mudança de comportamento na amplitude de potencial relacionando o que esta aprendendo para a vida. O que leva a viver melhor ou pior, mas indubitavelmente, a viver de acordo com que aprende.
Vivemos em constante conflito entre os diferentes membros da escola:
De um lado alunos que reclamam das obrigações, das normas rígidas, dos controles, da alienação da escola em relação ao seu mundo.
Professores que reclamam do salário, da inquietude dos alunos, da falta de infra-estrutura, os demais funcionários reclamam das questões de ordem política e salarial. Os pais cujas preocupações e insatisfações na maioria das vezes negligenciadas influenciam também nesse processo.
São vários conflitos entre as diferentes culturas envolvidas.
E o engraçado é que se o aluno aprende é porque o professor ensina se não aprende é porque apresenta alguma defasagem ou disfunção. Temos ai uma contradição lógica e uma armadilha ética. Pois ao mesmo tempo em que responsabilizamos o professor pelo sucesso do aluno, dissociamos ele inteiramente do processo concorda?
Convenhamos que seria algo equivalente as seguintes situações:
O problema do médico são dos doentes, empecilho do escritor são os leitores, o entrave do político são os eleitores. Estranho no caso escolar não parece sê-lo, tamanha naturalidade com que temos depositado nos alunos grande parte da responsabilidade sobre nosso acidente de percurso, obstáculos que predominam o trajeto dessa profissão.
Todo o tempo ouvimos “aluno problema” mas aluno problema é aquele acometido por alguma espécie de distúrbio psicológico de ordem cognitiva ou comportamental. Então o que fazer?
Um primeiro passo é repensar novos posicionamentos rever algumas supostas evidencias sobre os alunos, a questão da avaliação, por exemplo, questionar o que temos priorizado como foco de nossa atuação profissional, relação que estabelecemos em sala de aula, contrato pedagógico (combinado) com regras claras para ambas as partes, revendo sempre que necessário o que se propuseram a fazer no inicio do ano.
Uma pratica abominável é mandar o aluno para fora da sala de aula, ou encaminhá-lo para diretoria sempre que uma atitude dissonante se faz presente. Ora expulsá-lo da sala é mais do que um prenuncio da exclusão, que tanto pregamos, é ela em ato. Inclusão palavra imprescindível, mas tão pouco exercida na pratica.
Vamos pensar nisso?
Karmem Abreu Amambahy
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
OFICINAS NA ESCOLA NAVARRO
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Dificuldade de Aprendizagem
Por Karmem Amambahy
Diante de todo o contexto envolvendo dificuldade de aprendizagem, é necessário que muito se reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem desses alunos.
Temos que ter em mente que não há criança que não aprenda o que ocorre é que algumas aprendem de modo mais rápido, outras não. Sem sombras de dúvida, para o sucesso escolar desses alunos com dificuldade de aprendizagem falta uma associação de fatores que envolvam ambiente adequado + estímulo+ motivação + organismo, possibilitando que o professor na sua árdua tarefa de lidar com as mais diferentes adversidades saiba que antes de tudo, se faz necessário saber avaliar, distinguir e principalmente querer mudar, respeitando cada criança em seu estado de desenvolvimento.
Por que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos.
As crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.
Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: Não apresenta um desempenho compatível com sua idade. Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático.
Apresenta problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas. O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais. Os diagnósticos são um emaranhado de situações associadas. A tomada de decisão diagnóstica envolve a ponderação da adequação de diferentes diagnósticos. Isto é um processo e as decisões diagnósticas não são possíveis até que haja dados suficientes.
Uma parte importante e às vezes negligenciada da avaliação da criança com distúrbios de aprendizagem é o fornecimento de um feedback ou retorno aos pais, a profissionais e ao aluno.
Os sintomas que aparecem ou são manifestados:
Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos dos alunos.
Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em geral.
Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para aprender, manifestados na falta de organização comprometendo o sucesso na aprendizagem.
E prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir são alguns dos componentes principais da aprendizagem.
As causas mais freqüentes para as dificuldades de aprendizagem são: Escola, Fatores cognitivos, Desenvolvimento da linguagem, Fatores afetivo-emocionais, Fatores ambientais (nutrição e saúde), Diferenças culturais e ou sociais.
Escola é onde estão incluídos os fatores intra-escolares como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor - aluno. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção, as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos.
É comum ainda vermos professores usando material de ensino desestimulante, desatualizado, totalmente desprovido de significado para os alunos, sem levar em consideração suas diferenças individuais. O aluno não se envolve no processo de ensino-aprendizagem e fica mais difícil a assimilação de conhecimentos.
Não podemos considerar essas crianças defeituosas, ou deficientes, elas podem sim aprender! É preciso procurar uma forma de ensino e não algo que esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso, mas o professor pode ser responsável se não tentar algo mais.
O papel da escola é desenvolver o potencial de cada um, respeitando as características individuais do aluno e sempre procurando reforçar os pontos fracos e auxiliando na superação dos pontos fracos, evitando dessa forma que as dificuldades que as crianças possuem na sejam motivos para serem excluídas no processo de aprendizagem e muito menos possam ser rotuladas ou discriminadas.
Outro fator no papel da escola é a família, pois permite a troca de experiência entre pais e professores. É muito importante que haja uma integração entre ambos. Tanto os pais quanto os professores precisam entender que as dificuldades que a criança possua não é culpa de ninguém, e que se tiver um trabalho em conjunto todos serão beneficiados, principalmente a criança.
Referências Bibliográficas
• FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• CIASCA, Sylvia M. Distúrbio de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Interdisciplinar. S.P: Casa do Psicólogo, 2003. Pp 19 – 29.
• PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico de Distúrbios de Aprendizagem. S.P: Pioneira, 1997. Pp 34 – 40. Cap.3, Parte I.
Diante de todo o contexto envolvendo dificuldade de aprendizagem, é necessário que muito se reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem desses alunos.
Temos que ter em mente que não há criança que não aprenda o que ocorre é que algumas aprendem de modo mais rápido, outras não. Sem sombras de dúvida, para o sucesso escolar desses alunos com dificuldade de aprendizagem falta uma associação de fatores que envolvam ambiente adequado + estímulo+ motivação + organismo, possibilitando que o professor na sua árdua tarefa de lidar com as mais diferentes adversidades saiba que antes de tudo, se faz necessário saber avaliar, distinguir e principalmente querer mudar, respeitando cada criança em seu estado de desenvolvimento.
Por que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos.
As crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.
Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: Não apresenta um desempenho compatível com sua idade. Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático.
Apresenta problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas. O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais. Os diagnósticos são um emaranhado de situações associadas. A tomada de decisão diagnóstica envolve a ponderação da adequação de diferentes diagnósticos. Isto é um processo e as decisões diagnósticas não são possíveis até que haja dados suficientes.
Uma parte importante e às vezes negligenciada da avaliação da criança com distúrbios de aprendizagem é o fornecimento de um feedback ou retorno aos pais, a profissionais e ao aluno.
Os sintomas que aparecem ou são manifestados:
Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos dos alunos.
Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em geral.
Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para aprender, manifestados na falta de organização comprometendo o sucesso na aprendizagem.
E prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir são alguns dos componentes principais da aprendizagem.
As causas mais freqüentes para as dificuldades de aprendizagem são: Escola, Fatores cognitivos, Desenvolvimento da linguagem, Fatores afetivo-emocionais, Fatores ambientais (nutrição e saúde), Diferenças culturais e ou sociais.
Escola é onde estão incluídos os fatores intra-escolares como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor - aluno. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção, as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos.
É comum ainda vermos professores usando material de ensino desestimulante, desatualizado, totalmente desprovido de significado para os alunos, sem levar em consideração suas diferenças individuais. O aluno não se envolve no processo de ensino-aprendizagem e fica mais difícil a assimilação de conhecimentos.
Não podemos considerar essas crianças defeituosas, ou deficientes, elas podem sim aprender! É preciso procurar uma forma de ensino e não algo que esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso, mas o professor pode ser responsável se não tentar algo mais.
O papel da escola é desenvolver o potencial de cada um, respeitando as características individuais do aluno e sempre procurando reforçar os pontos fracos e auxiliando na superação dos pontos fracos, evitando dessa forma que as dificuldades que as crianças possuem na sejam motivos para serem excluídas no processo de aprendizagem e muito menos possam ser rotuladas ou discriminadas.
Outro fator no papel da escola é a família, pois permite a troca de experiência entre pais e professores. É muito importante que haja uma integração entre ambos. Tanto os pais quanto os professores precisam entender que as dificuldades que a criança possua não é culpa de ninguém, e que se tiver um trabalho em conjunto todos serão beneficiados, principalmente a criança.
Referências Bibliográficas
• FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• CIASCA, Sylvia M. Distúrbio de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Interdisciplinar. S.P: Casa do Psicólogo, 2003. Pp 19 – 29.
• PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico de Distúrbios de Aprendizagem. S.P: Pioneira, 1997. Pp 34 – 40. Cap.3, Parte I.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
JOGOS NA PRÁTICA EDUCATIVA
O Jogo Ping-Pong na prática educativa
• Possibilita a melhoria do desempenho físico, propiciando um espaço de socialização, desenvolvimento de habilidades e competências necessárias.
• Melhora a circulação sanguínea;
•Desenvolve a velocidade de raciocínio e habilidades;
•Melhora a coordenação motora e reflexos;
•Melhora a visão escrita e exercita os nervos dos olhos;
• Melhora a capacidade de aprendizado, concentração e raciocínio abstrato;
•É considerado um dos esportes que mais utiliza o cérebro;
•Possibilita a percepção do próprio corpo e domínio corporal;
•Desenvolve a lateralidade;
•Desenvolve e aprimora o relacionamento social.
Desenvolve habilidades de raciocínio diante de situações que demandam respostas e contribui para a construção e organização do pensamento lógico-matemático. Além de aumentar a auto-estima e a confiança, diminui a dependência, desenvolve o sentido de cooperação, diminui a rejeição às tarefas, aumenta o interesse na participação das aulas, motiva, desenvolve a criatividade, aumenta a concentração e a atenção, diminui a indisciplina, também possibilita o desenvolvimento cognitivo do aluno, produzindo, construindo e aprimorando alguns conceitos matemáticos.
Os jogos proporcionam estratégias facilitadoras na construção do conhecimento, não esquecendo um planejamento prévio dessa ação, auxiliando assim, o raciocínio da criança, pois o jogo sendo bem direcionado faz deste ato de jogar por si só, suficientes para cumprir objetivos próprios e essenciais (predeterminados) para o desenvolvimento biopsicossocial da criança, porque ao jogar, a mesma está movimentando todos os músculos, o seu cognitivo (memória, percepção, etc.) e todo o envolvimento social, pois estará em contato com outras crianças, aprendendo também a perder e a ganhar, caracterizando uma situação de iniciativa em poder brincar com aquilo que é de seu interesse e de sua própria habilidade.
A brinquedoteca é um espaço de aprendizagens significativas, prazerosas e cooperativas. A criança aprende pelo manuseio de materiais, de cores, de tamanhos, de formas, de sons, de texturas e resistências diferentes. Com a riqueza do material lúdico e de sucata, reconhece, identifica as semelhanças e diferenças, abstrai, classifica, simboliza. Um ambiente lúdico tão rico, com certeza contribuirá para o desenvolvimento de experiências de sucesso no espaço escolar possibilitando à criança a oportunidade de desenvolver a iniciativa, a autonomia e enriquecer as interações sociais.
Bilboquê
Objetivo: Exercitar a coordenação motora.
Material:
2 garrafas de 1,5 litros de água mineral bolinhas de gude
Durex transparente e colorido Tesoura ou estilete
Confecção:
Pegue uma das garrafas e corte no intervalo do segundo gomo, contado de baixo para cima. Da mesma garrafa, corte a parte superior no vão formado pelo primeiro gomo. Pegue as duas partes cortadas e coloque a parte de cima dentro da parte de baixo com o gargalo para cima, como se estivesse encurtando a garrafa. Una estas duas partes com durex de modo que fique bem firme. Coloque dentro desta peça aproximadamente 8 bolas de gude
Corte a segunda garrafa no vão formado pelo quinto gomo, contado de baixo para cima.
Encaixe esta nova parte na outra peça, de modo que a garrafa que foi encurtada (primeira peça) fique fechada pela nova peça cortada, como se fosse uma tampa. Fixe este encaixe com durex de modo que fique bem firme
Dê um arremate final com durex colorido.
Como Brincar: Como se a garrafa estivesse em pé, deixe as bolas de gude fora da base da garrafa. O objetivo da brincadeira é passar as bolas de gude pelo gargalo da garrafa.
Bilboquê: É um brinquedo antigo de aproximadamente 475 anos que teve uma ampla disseminação pelo mundo, recebendo nomenclatura diferente em cada região. No Japão, o bilboquê recebe o nome de kendama; na maioria dos países latino-americanos, recebe o nome de balero;
Eixo contemplado: Movimento.
Objetivos:- Possibilitar a criança através da brincadeira com o bilboquê o desenvolvimento da motricidade, noção espacial e lateralidade.
-Aprimorar a capacidade de percepção e reflexo.
-Construir o próprio brinquedo através de materiais descartáveis, estimulando a criatividade dos alunos.
Como pode ser trabalhado na sala de aula:
Sendo o brincar um ato de movimentar-se, a criança tem a possibilidade de expressar-se espontaneamente, utilizando o movimento como forma de aprendizagem sobre si e sobre o universo que a cerca, conhecendo seus próprios limites, desenvolvendo a capacidade de solucionar problemas.
O objetivo desta brincadeira é segurar o copo com uma das mãos e tentar colocar a bolinha dentro, sem tocar nela.
Jogo dos 10
Jogo utilizando 2 garrafas pets, 10 bolinhas de gude, fita adesiva larga e cartões de papel para registro dos pontos. O nome do jogo é "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê onde as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil, ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil.
Objetivos- trabalhar a contagem até 10, operações de subtração e adição, respeito às regras do jogo, esperar a sua vez de jogar.
• Possibilita a melhoria do desempenho físico, propiciando um espaço de socialização, desenvolvimento de habilidades e competências necessárias.
• Melhora a circulação sanguínea;
•Desenvolve a velocidade de raciocínio e habilidades;
•Melhora a coordenação motora e reflexos;
•Melhora a visão escrita e exercita os nervos dos olhos;
• Melhora a capacidade de aprendizado, concentração e raciocínio abstrato;
•É considerado um dos esportes que mais utiliza o cérebro;
•Possibilita a percepção do próprio corpo e domínio corporal;
•Desenvolve a lateralidade;
•Desenvolve e aprimora o relacionamento social.
Desenvolve habilidades de raciocínio diante de situações que demandam respostas e contribui para a construção e organização do pensamento lógico-matemático. Além de aumentar a auto-estima e a confiança, diminui a dependência, desenvolve o sentido de cooperação, diminui a rejeição às tarefas, aumenta o interesse na participação das aulas, motiva, desenvolve a criatividade, aumenta a concentração e a atenção, diminui a indisciplina, também possibilita o desenvolvimento cognitivo do aluno, produzindo, construindo e aprimorando alguns conceitos matemáticos.
Os jogos proporcionam estratégias facilitadoras na construção do conhecimento, não esquecendo um planejamento prévio dessa ação, auxiliando assim, o raciocínio da criança, pois o jogo sendo bem direcionado faz deste ato de jogar por si só, suficientes para cumprir objetivos próprios e essenciais (predeterminados) para o desenvolvimento biopsicossocial da criança, porque ao jogar, a mesma está movimentando todos os músculos, o seu cognitivo (memória, percepção, etc.) e todo o envolvimento social, pois estará em contato com outras crianças, aprendendo também a perder e a ganhar, caracterizando uma situação de iniciativa em poder brincar com aquilo que é de seu interesse e de sua própria habilidade.
A brinquedoteca é um espaço de aprendizagens significativas, prazerosas e cooperativas. A criança aprende pelo manuseio de materiais, de cores, de tamanhos, de formas, de sons, de texturas e resistências diferentes. Com a riqueza do material lúdico e de sucata, reconhece, identifica as semelhanças e diferenças, abstrai, classifica, simboliza. Um ambiente lúdico tão rico, com certeza contribuirá para o desenvolvimento de experiências de sucesso no espaço escolar possibilitando à criança a oportunidade de desenvolver a iniciativa, a autonomia e enriquecer as interações sociais.
Bilboquê
Objetivo: Exercitar a coordenação motora.
Material:
2 garrafas de 1,5 litros de água mineral bolinhas de gude
Durex transparente e colorido Tesoura ou estilete
Confecção:
Pegue uma das garrafas e corte no intervalo do segundo gomo, contado de baixo para cima. Da mesma garrafa, corte a parte superior no vão formado pelo primeiro gomo. Pegue as duas partes cortadas e coloque a parte de cima dentro da parte de baixo com o gargalo para cima, como se estivesse encurtando a garrafa. Una estas duas partes com durex de modo que fique bem firme. Coloque dentro desta peça aproximadamente 8 bolas de gude
Corte a segunda garrafa no vão formado pelo quinto gomo, contado de baixo para cima.
Encaixe esta nova parte na outra peça, de modo que a garrafa que foi encurtada (primeira peça) fique fechada pela nova peça cortada, como se fosse uma tampa. Fixe este encaixe com durex de modo que fique bem firme
Dê um arremate final com durex colorido.
Como Brincar: Como se a garrafa estivesse em pé, deixe as bolas de gude fora da base da garrafa. O objetivo da brincadeira é passar as bolas de gude pelo gargalo da garrafa.
Bilboquê: É um brinquedo antigo de aproximadamente 475 anos que teve uma ampla disseminação pelo mundo, recebendo nomenclatura diferente em cada região. No Japão, o bilboquê recebe o nome de kendama; na maioria dos países latino-americanos, recebe o nome de balero;
Eixo contemplado: Movimento.
Objetivos:- Possibilitar a criança através da brincadeira com o bilboquê o desenvolvimento da motricidade, noção espacial e lateralidade.
-Aprimorar a capacidade de percepção e reflexo.
-Construir o próprio brinquedo através de materiais descartáveis, estimulando a criatividade dos alunos.
Como pode ser trabalhado na sala de aula:
Sendo o brincar um ato de movimentar-se, a criança tem a possibilidade de expressar-se espontaneamente, utilizando o movimento como forma de aprendizagem sobre si e sobre o universo que a cerca, conhecendo seus próprios limites, desenvolvendo a capacidade de solucionar problemas.
O objetivo desta brincadeira é segurar o copo com uma das mãos e tentar colocar a bolinha dentro, sem tocar nela.
Jogo dos 10
Jogo utilizando 2 garrafas pets, 10 bolinhas de gude, fita adesiva larga e cartões de papel para registro dos pontos. O nome do jogo é "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê onde as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil, ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil.
Objetivos- trabalhar a contagem até 10, operações de subtração e adição, respeito às regras do jogo, esperar a sua vez de jogar.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ENTREVISTA COM ANTÔNIO NÓVOA
Antonio Nóvoa Reitor da Universidade de Lisboa defende um novo olhar para o ofício de professor, assentado em quatro eixos: formação, cultura profissional, avaliação e intervenção pública.
Na entrevista com o repórter Paulo de Camargo.
No Brasil, vivemos um momento de grande discussão sobre a formação do professor, o que inclui a formação inicial, nas universidades, até a valorização dos profissionais mais experientes. Hoje, esta é uma questão mundial?
É uma questão de âmbito mundial. Num texto recente, apresentei cinco teses sobre a formação de professores, que respondem à sua pergunta. É impossível desenvolvê-las, mas posso enunciá-las. A formação de professores deve:
a) assumir uma forte componente prática, centrada na aprendizagem dos alunos e no estudo de casos concretos;
b) passar para "dentro" da profissão, isto é, basear-se na aquisição de uma cultura profissional, concedendo aos professores mais experientes um papel central na formação dos mais jovens;
c) dedicar uma atenção especial às dimensões pessoais, trabalhando a capacidade de relação e de comunicação que define o tato pedagógico;
d) valorizar o trabalho em equipe e o exercício coletivo da profissão;
e) estar marcada por um princípio de responsabilidade social, favorecendo a comunicação pública e a participação dos professores no espaço público da educação.
Onde está o coração do problema da formação dos professores? É a reestruturação dos cursos de pedagogia? Ou são as políticas de apoio ao professor nos primeiros anos de atuação, ou ainda as estratégias de formação em serviço?
Todos esses aspectos devem ser considerados. Chegou o tempo de fazermos uma verdadeira revolução na formação de professores. O que existe é frágil. A interligação entre as questões do ensino, da investigação e das práticas escolares e a participação efetiva dos profissionais na formação dos futuros professores são fundamentais para que se crie um novo modelo de formação de professores. Não nascemos professores. Tornamo-nos professores por meio de um processo de formação e de aprendizagem na profissão. É neste sentido que falo de passar a formação de professores para "dentro" da profissão. Quem forma os médicos são outros médicos. O mesmo devia acontecer na profissão docente.
Pelo que conhece do Brasil, quais são as principais distorções no sistema atual de formação de professores?
Ouço muitas críticas. Pelo meu lado, tenho procurado chamar a atenção para dois momentos fundamentais que têm sido ignorados ao longo das últimas décadas, não só no Brasil, mas em muitos países, o que revela bem a confusão que hoje existe nas políticas e nos programas de formação de professores. O primeiro momento corresponde à entrada num curso que habilita para a docência. O atual processo, burocrático e administrativo, não faz qualquer sentido. É urgente introduzir um recrutamento mais individualizado, que permita perceber as inclinações e as disposições de cada um para se tornar professor. E é preciso criar as condições para que os melhores alunos do ensino médio escolham a profissão docente. Ser professor não pode ser uma segunda escolha. O outro momento é a transição de aluno (como se dizia no passado, de aluno-mestre, isto é, de aluno que aprende para ser mestre) para professor principiante.
Os primeiros anos de exercício docente são absolutamente fundamentais. E ninguém cuida destes anos, nos quais se define grande parte do percurso profissional de cada um. É urgente criar formas de acolhimento, de enquadramento e de supervisão dos professores durante os primeiros anos da sua atividade profissional.
Uma política de piso salarial, como a que está sendo implementada no Brasil, por si só é garantia de aprimoramento no sistema? Ou é uma condição necessária, mas não suficiente?
É uma condição necessária, mas não suficiente. A sociedade pede aos professores que resolvam todos os problemas das crianças e dos jovens, e acredita que é na escola que se define um futuro melhor. A sociedade pede quase tudo aos professores e dá-lhes quase nada. É um contrassenso, para não dizer uma hipocrisia. A profissão de professor necessita de ser revalorizada do ponto de vista salarial, mas também no que diz respeito ao seu estatuto social e profissional.
No Brasil, freqüentemente é apontado o corporativismo da classe profissional dos professores, que recusa, por exemplo, políticas de remuneração por mérito ou desempenho, bem como práticas de avaliação de sua atuação profissional. Como o senhor vê esses temas?
Tenho chamado a atenção para uma nova profissionalidade docente, que passa por quatro aspectos: formação, cultura profissional, avaliação e intervenção pública. Em todos eles, advogo um maior poder dos professores sobre a sua própria profissão, invertendo tendências das últimas décadas. Já falei da formação. Falarei agora da avaliação. É uma dimensão central de qualquer profissão. A crise da educação só será superada através de uma exigente prestação de contas. A confiança e a credibilidade são essenciais para o trabalho dos professores. E conquistam-se em grande parte por meio da avaliação e da comunicação pública com a sociedade. Mas os dispositivos de avaliação devem servir para reforçar a autonomia dos professores e não para um maior controle do Estado ou para impor critérios economicistas na regulação da profissão.
Certa vez, o senhor apontou a contradição das políticas de iniciação profissional dos professores brasileiros, ou seja, os mais inexperientes acabam nas periferias, nas escolas ditas 'difíceis'. Como, a seu ver, deveriam ser os primeiros anos de trabalho do professor?
Os jovens professores deveriam ser protegidos nos primeiros anos de exercício. Como os médicos. Ninguém começa sozinho a fazer operações complexas para, à medida que se torna um médico mais experiente e competente, se dedicar apenas a curar constipações. Devia ser assim também com os professores. As situações escolares mais difíceis deviam estar a cargo dos melhores professores. Infelizmente, é para estas situações que os jovens professores são muitas vezes lançados sem qualquer apoio. É um erro de graves consequências.
O senhor acredita nos modelos de tutoria (ou coaching) dos professores mais novos por profissionais da educação mais experientes?
Sim. É muito importante a socialização profissional que é feita pelos mais experientes junto dos mais jovens. A transição de uma cultura de isolamento para uma cultura colaborativa é um aspecto decisivo para os professores. Trabalho em equipe. Colaboração. Partilha. Sem isso, é impossível enfrentar os problemas educativos atuais. Nem todos os professores são iguais. É preciso que haja referências dentro da profissão - aqueles professores que reconhecemos como profissionais de grande competência e dedicação e que devem ter um papel no enquadramento dos mais jovens.
Há uma corrida no mundo pelos indicadores de qualidade - basicamente, o desempenho dos jovens no campo da leitura e dos números, em projetos de avaliação como o Pisa. O foco exclusivo nesses índices não acaba por induzir a uma visão limitada do que seja o papel da educação?
Hoje em dia, esse tipo de estudos de avaliação cumpre uma função essencial nas políticas educativas no plano internacional. São indicadores que traduzem uma visão empobrecida da educação, mas que não podem ser ignorados. É preciso fazer a sua leitura crítica, a sua interpretação e construir modelos alternativos de comparação. Uma parte do meu trabalho nos últimos anos tem sido, justamente, a tentativa de construir lógicas de comparação entre países que não estejam prisioneiros dessas "hierarquias" e que nos permitam um olhar crítico sobre os sistemas educativos.
Com o advento das novas tecnologias e com a crise dos modelos educacionais, muitos pesquisadores começaram a prever o surgimento de uma nova escola. O senhor está entre aqueles que acreditam em mudanças profundas no modelo tradicional da escola? Ou estamos a aprimorar uma concepção bancária de educação, como diria Paulo Freire?
De fato, não tem havido a produção de um novo modelo de escola. As tecnologias são muito importantes e têm contribuído para algumas mudanças no ensino e na aprendizagem. Mas elas, por si só, não alterarão o nosso modelo de escola. Se perdermos o sentido humano da educação, perdemos tudo. Só um ser humano consegue educar outro ser humano. Por isso tenho insistido na importância das dimensões pessoais no exercício da profissão docente. Precisamos de professores interessantes e interessados. Precisamos de inspiradores, e não de repetidores. Pessoas que tenham vida, coisas para dizer, exemplos para dar. Educar é contar uma história, e inscrever cada criança, cada jovem, nessa história. É fazer uma viagem pela cultura, pelo conhecimento, pela criação. Uma viagem, para recorrer a Proust, na qual mais importante do que encontrar novas terras é alcançar novos olhares. É nesse sentido que apreendo, hoje, o contributo tão significativo de Paulo Freire para pensar a educação numa perspectiva crítica e progressista.
Para finalizarmos, o senhor poderia sintetizar qual deve ser a função do professor na educação contemporânea? A que requisitos deve atender, como deve ser sua formação?
Sabemos todos que é impossível definir o "bom professor", a não ser através dessas listas intermináveis de "competências", cuja simples enumeração se torna insuportável. Mas é possível, talvez, esboçar alguns apontamentos simples, sobre o trabalho docente nas sociedades contemporâneas.
O conhecimento. Aligeiro as palavras do filósofo francês Alain: Dizem-me que, para instruir, é necessário conhecer aqueles que se instruem. Talvez. Mas bem mais importante é, sem dúvida, conhecer bem aquilo que se ensina. Alain tinha razão. O trabalho do professor consiste na construção de práticas docentes que conduzam os alunos à aprendizagem.
A cultura profissional. Ser professor é compreender os sentidos da instituição escolar, integrar-se numa profissão, aprender com os colegas mais experientes. É na escola e no diálogo com os outros professores que se aprende a profissão.
O tato pedagógico. Quantos livros se gastaram para tentar apreender esse conceito tão difícil de definir? Nele cabe essa capacidade de relação e de comunicação sem a qual não se cumpre o ato de educar. E também essa serenidade de quem é capaz de se dar ao respeito, conquistando os alunos para o trabalho escolar. No ensino, as dimensões profissionais cruzam-se sempre, inevitavelmente, com as dimensões pessoais.
O trabalho em equipe. Os novos modos de profissionalidade docente implicam um reforço das dimensões coletivas e colaborativas, do trabalho em equipe, da intervenção conjunta nos projetos educativos de escola.
O compromisso social. Podemos chamar-lhe diferentes nomes, mas todos convergem no sentido dos princípios, dos valores, da inclusão social, da diversidade cultural. Educar é conseguir que a criança ultrapasse as fronteiras que, tantas vezes, lhe foram traçadas como destino pelo nascimento, pela família ou pela sociedade. Hoje, a rea-lidade da escola obriga-nos a ir além da escola. Comunicar com o público, intervir na sociedade, faz parte do ethos profissional docente.
Na entrevista com o repórter Paulo de Camargo.
No Brasil, vivemos um momento de grande discussão sobre a formação do professor, o que inclui a formação inicial, nas universidades, até a valorização dos profissionais mais experientes. Hoje, esta é uma questão mundial?
É uma questão de âmbito mundial. Num texto recente, apresentei cinco teses sobre a formação de professores, que respondem à sua pergunta. É impossível desenvolvê-las, mas posso enunciá-las. A formação de professores deve:
a) assumir uma forte componente prática, centrada na aprendizagem dos alunos e no estudo de casos concretos;
b) passar para "dentro" da profissão, isto é, basear-se na aquisição de uma cultura profissional, concedendo aos professores mais experientes um papel central na formação dos mais jovens;
c) dedicar uma atenção especial às dimensões pessoais, trabalhando a capacidade de relação e de comunicação que define o tato pedagógico;
d) valorizar o trabalho em equipe e o exercício coletivo da profissão;
e) estar marcada por um princípio de responsabilidade social, favorecendo a comunicação pública e a participação dos professores no espaço público da educação.
Onde está o coração do problema da formação dos professores? É a reestruturação dos cursos de pedagogia? Ou são as políticas de apoio ao professor nos primeiros anos de atuação, ou ainda as estratégias de formação em serviço?
Todos esses aspectos devem ser considerados. Chegou o tempo de fazermos uma verdadeira revolução na formação de professores. O que existe é frágil. A interligação entre as questões do ensino, da investigação e das práticas escolares e a participação efetiva dos profissionais na formação dos futuros professores são fundamentais para que se crie um novo modelo de formação de professores. Não nascemos professores. Tornamo-nos professores por meio de um processo de formação e de aprendizagem na profissão. É neste sentido que falo de passar a formação de professores para "dentro" da profissão. Quem forma os médicos são outros médicos. O mesmo devia acontecer na profissão docente.
Pelo que conhece do Brasil, quais são as principais distorções no sistema atual de formação de professores?
Ouço muitas críticas. Pelo meu lado, tenho procurado chamar a atenção para dois momentos fundamentais que têm sido ignorados ao longo das últimas décadas, não só no Brasil, mas em muitos países, o que revela bem a confusão que hoje existe nas políticas e nos programas de formação de professores. O primeiro momento corresponde à entrada num curso que habilita para a docência. O atual processo, burocrático e administrativo, não faz qualquer sentido. É urgente introduzir um recrutamento mais individualizado, que permita perceber as inclinações e as disposições de cada um para se tornar professor. E é preciso criar as condições para que os melhores alunos do ensino médio escolham a profissão docente. Ser professor não pode ser uma segunda escolha. O outro momento é a transição de aluno (como se dizia no passado, de aluno-mestre, isto é, de aluno que aprende para ser mestre) para professor principiante.
Os primeiros anos de exercício docente são absolutamente fundamentais. E ninguém cuida destes anos, nos quais se define grande parte do percurso profissional de cada um. É urgente criar formas de acolhimento, de enquadramento e de supervisão dos professores durante os primeiros anos da sua atividade profissional.
Uma política de piso salarial, como a que está sendo implementada no Brasil, por si só é garantia de aprimoramento no sistema? Ou é uma condição necessária, mas não suficiente?
É uma condição necessária, mas não suficiente. A sociedade pede aos professores que resolvam todos os problemas das crianças e dos jovens, e acredita que é na escola que se define um futuro melhor. A sociedade pede quase tudo aos professores e dá-lhes quase nada. É um contrassenso, para não dizer uma hipocrisia. A profissão de professor necessita de ser revalorizada do ponto de vista salarial, mas também no que diz respeito ao seu estatuto social e profissional.
No Brasil, freqüentemente é apontado o corporativismo da classe profissional dos professores, que recusa, por exemplo, políticas de remuneração por mérito ou desempenho, bem como práticas de avaliação de sua atuação profissional. Como o senhor vê esses temas?
Tenho chamado a atenção para uma nova profissionalidade docente, que passa por quatro aspectos: formação, cultura profissional, avaliação e intervenção pública. Em todos eles, advogo um maior poder dos professores sobre a sua própria profissão, invertendo tendências das últimas décadas. Já falei da formação. Falarei agora da avaliação. É uma dimensão central de qualquer profissão. A crise da educação só será superada através de uma exigente prestação de contas. A confiança e a credibilidade são essenciais para o trabalho dos professores. E conquistam-se em grande parte por meio da avaliação e da comunicação pública com a sociedade. Mas os dispositivos de avaliação devem servir para reforçar a autonomia dos professores e não para um maior controle do Estado ou para impor critérios economicistas na regulação da profissão.
Certa vez, o senhor apontou a contradição das políticas de iniciação profissional dos professores brasileiros, ou seja, os mais inexperientes acabam nas periferias, nas escolas ditas 'difíceis'. Como, a seu ver, deveriam ser os primeiros anos de trabalho do professor?
Os jovens professores deveriam ser protegidos nos primeiros anos de exercício. Como os médicos. Ninguém começa sozinho a fazer operações complexas para, à medida que se torna um médico mais experiente e competente, se dedicar apenas a curar constipações. Devia ser assim também com os professores. As situações escolares mais difíceis deviam estar a cargo dos melhores professores. Infelizmente, é para estas situações que os jovens professores são muitas vezes lançados sem qualquer apoio. É um erro de graves consequências.
O senhor acredita nos modelos de tutoria (ou coaching) dos professores mais novos por profissionais da educação mais experientes?
Sim. É muito importante a socialização profissional que é feita pelos mais experientes junto dos mais jovens. A transição de uma cultura de isolamento para uma cultura colaborativa é um aspecto decisivo para os professores. Trabalho em equipe. Colaboração. Partilha. Sem isso, é impossível enfrentar os problemas educativos atuais. Nem todos os professores são iguais. É preciso que haja referências dentro da profissão - aqueles professores que reconhecemos como profissionais de grande competência e dedicação e que devem ter um papel no enquadramento dos mais jovens.
Há uma corrida no mundo pelos indicadores de qualidade - basicamente, o desempenho dos jovens no campo da leitura e dos números, em projetos de avaliação como o Pisa. O foco exclusivo nesses índices não acaba por induzir a uma visão limitada do que seja o papel da educação?
Hoje em dia, esse tipo de estudos de avaliação cumpre uma função essencial nas políticas educativas no plano internacional. São indicadores que traduzem uma visão empobrecida da educação, mas que não podem ser ignorados. É preciso fazer a sua leitura crítica, a sua interpretação e construir modelos alternativos de comparação. Uma parte do meu trabalho nos últimos anos tem sido, justamente, a tentativa de construir lógicas de comparação entre países que não estejam prisioneiros dessas "hierarquias" e que nos permitam um olhar crítico sobre os sistemas educativos.
Com o advento das novas tecnologias e com a crise dos modelos educacionais, muitos pesquisadores começaram a prever o surgimento de uma nova escola. O senhor está entre aqueles que acreditam em mudanças profundas no modelo tradicional da escola? Ou estamos a aprimorar uma concepção bancária de educação, como diria Paulo Freire?
De fato, não tem havido a produção de um novo modelo de escola. As tecnologias são muito importantes e têm contribuído para algumas mudanças no ensino e na aprendizagem. Mas elas, por si só, não alterarão o nosso modelo de escola. Se perdermos o sentido humano da educação, perdemos tudo. Só um ser humano consegue educar outro ser humano. Por isso tenho insistido na importância das dimensões pessoais no exercício da profissão docente. Precisamos de professores interessantes e interessados. Precisamos de inspiradores, e não de repetidores. Pessoas que tenham vida, coisas para dizer, exemplos para dar. Educar é contar uma história, e inscrever cada criança, cada jovem, nessa história. É fazer uma viagem pela cultura, pelo conhecimento, pela criação. Uma viagem, para recorrer a Proust, na qual mais importante do que encontrar novas terras é alcançar novos olhares. É nesse sentido que apreendo, hoje, o contributo tão significativo de Paulo Freire para pensar a educação numa perspectiva crítica e progressista.
Para finalizarmos, o senhor poderia sintetizar qual deve ser a função do professor na educação contemporânea? A que requisitos deve atender, como deve ser sua formação?
Sabemos todos que é impossível definir o "bom professor", a não ser através dessas listas intermináveis de "competências", cuja simples enumeração se torna insuportável. Mas é possível, talvez, esboçar alguns apontamentos simples, sobre o trabalho docente nas sociedades contemporâneas.
O conhecimento. Aligeiro as palavras do filósofo francês Alain: Dizem-me que, para instruir, é necessário conhecer aqueles que se instruem. Talvez. Mas bem mais importante é, sem dúvida, conhecer bem aquilo que se ensina. Alain tinha razão. O trabalho do professor consiste na construção de práticas docentes que conduzam os alunos à aprendizagem.
A cultura profissional. Ser professor é compreender os sentidos da instituição escolar, integrar-se numa profissão, aprender com os colegas mais experientes. É na escola e no diálogo com os outros professores que se aprende a profissão.
O tato pedagógico. Quantos livros se gastaram para tentar apreender esse conceito tão difícil de definir? Nele cabe essa capacidade de relação e de comunicação sem a qual não se cumpre o ato de educar. E também essa serenidade de quem é capaz de se dar ao respeito, conquistando os alunos para o trabalho escolar. No ensino, as dimensões profissionais cruzam-se sempre, inevitavelmente, com as dimensões pessoais.
O trabalho em equipe. Os novos modos de profissionalidade docente implicam um reforço das dimensões coletivas e colaborativas, do trabalho em equipe, da intervenção conjunta nos projetos educativos de escola.
O compromisso social. Podemos chamar-lhe diferentes nomes, mas todos convergem no sentido dos princípios, dos valores, da inclusão social, da diversidade cultural. Educar é conseguir que a criança ultrapasse as fronteiras que, tantas vezes, lhe foram traçadas como destino pelo nascimento, pela família ou pela sociedade. Hoje, a rea-lidade da escola obriga-nos a ir além da escola. Comunicar com o público, intervir na sociedade, faz parte do ethos profissional docente.
domingo, 15 de agosto de 2010
10 REGRAS FÁCEIS PARA EDUCAR SEUS FILHOS:
1 – As atitudes no dia-a-dia são mais importantes que os conselhos.
Os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que os ouvindo.
2 – Demonstre afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado.
É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade.
3 – Envolva-se com a vida de seu filho.
A falta de monitoramento aumenta os riscos deles se envolverem com drogas, álcool e delinqüência e de gravidez precoce.
4 – Mude a forma de tratar a criança de acordo com as etapas de crescimento.
A técnica que funciona em determinada idade é um desastre em outra.
5 – Estabeleça regras e limites desde cedo.
Com o tempo, eles ajudam seu filho a administrar o próprio comportamento.
6 – Encoraje seu filho a se tornar independente.
Muitos pais, erroneamente, associam a busca por independência à rebeldia, à desobediência e ao desrespeito.
7 – Seja coerente.
Se as regras do jogo mudam a cada dia, ou são esquecidas, a culpa pelo mau comportamento é dos pais, não da criança.
8 – Evite castigos e agressões verbais
A punição é necessária, mas acompanhada de violência ela tem efeito nocivo a curto e a longo prazo.
9 – Explique suas regras e decisões e ouça o ponto de vista de seu filho.
Ele aceitará suas ordens com mais facilidade se entender que elas fazem sentido.
10 – Trate seu filho com respeito.
A criança trata os outros da forma como é tratada pelos pais.
São regras que não precisam ser seguidas ao pé da letra, mas consideram que eles fornecem uma boa margem de segurança a pais, que, de outra forma, estariam desorientados diante do desafio de criar seus filhos.
Dicas de como educar os filhos sem brigas:
1. A criança deve ter uma rotina para sentir-se segura, pois saberá quais são as atividades do dia. A partir dos seis anos os horários podem ser mais flexíveis.
2. Os pais devem passar um tempo de qualidade com seus filhos e elogiá-los.
3. Quando for dar bronca, fique na mesma altura que seu filho. Esta técnica mostra consideração ao menor.
4. Converse com clareza e sempre explique o porquê de determinada atitude, comportamento ou punição.
5. Uma forma de ensinar conceitos de responsabilidade é incentivar seu filho a organizar os brinquedos e o quarto.
(Fonte: Jornal Metro – 27 de julho de 2010)
10 dicas para ensinar seus filhos a gostarem de ler:
Como pai (ou mãe), você é a pessoa que mais influencia na educação de seus filhos. Um dos seus (muitos) papéis é ajudá-los a aprenderem e a gostarem de ler.
Aqui estão algumas sugestões sobre como você pode ajudar a tornar a leitura uma experiência positiva, desde cedo
1. Escolha uma hora bem calma
Com as crianças, nós sabemos que há “horas calmas” e “horas agitadas”. Procure um lugar e uma hora calmos e sente-se com um livro. Dez a quinze minutos por dia é suficiente.
2. Faça da leitura um prazer
A leitura precisa ser algo prazeiroso. Sente com seu filho. Tente não fazer pressão se ele ou ela estiverem indispostos. Se a criança perder interesse, faça algo diferente.
3. Mantenha o fluxo
Se ele pronunciar uma palavra errada, não interrompa imediatamente. Ao invés disso, dê a oportunidade para auto-correção. É melhor ensinar algumas palavras desconhecidas para manter o fluxo e o entendimento da frase do que insistir em fazê-lo pronunciar o som exato das letras.
4. Seja positivo
Se a criança diz algo quase certo no início de uma frase, tudo bem. Não diga “Não, está errado”, mas sim “Vamos ler isso aqui juntos” e dê ênfase às palavras quando pronunciá-las. Aumente a confiança da criança com dizeres positivos a cada pequena melhoria que ela conseguir. “– Muito bom! Você aprende rápido!” “– Certo! Você é muito inteligente” etc.
5. Sucesso é a chave
Pais ansiosos para que seus filhos progridam podem, erroneamente, dar livros muito difíceis. Isso pode causar o efeito oposto ao que eles estão esperando. Lembre-se “Nada faz tanto sucesso quanto o sucesso”. Até que seu filho tenha adquirido mais confiança, é melhor continuar com livros fáceis. Pressioná-lo com um livro com muitas palavras desconhecidas não vai ajudar, muito pelo contrário. Não haverá fluxo, o texto não vai ser entendido e provavelmente a criança vai se tornar relutante com a leitura.
6. Visite a Biblioteca
Encoraje seu filho a retirar livros na biblioteca pública. Leve-o até lá e mostre, com calma, tudo que ele precisa.
7. Pratique regularmente
Tente ler com seu filho todos os dias da semana. “Pouco, mas freqüentemente” é a melhor estratégia. Os professores da escola têm um tempo limitado para ajudar individualmente a leitura dos alunos.
8. Converse com o pimpolho
Provalvemente seu filho tem um dia de leitura na escola (Se não tem, vá lá e faça com que tenha, ora). Sempre converse com ele e faça comentários positivos. Assim a criança vê que você está interessado em seu progresso e que você valoriza a leitura.
9. Fale sobre os livros
Ser um bom leitor é muito mais do que simplesmente ler palavras corretamente. O mais importante é entender e refletir sobre o que está lendo. Sempre fale com seu filho sobre o livro, sobre as figuras, sobre as personagens, como ele acha que vai ser o final da história, sua parte favorita etc. Assim você vai ver como está o entendimento dele e poderá ajudá-lo a desenvolver uma boa interpretação.
10. Varie sempre
Lembre que as crianças precisam experimentar vários materiais de leitura. Por exemplo, livros só de figuras, quadrinhos, revistas, poemas e até os jornais (mostre a ele a parte com palavras cruzadas e, claro, as tirinhas e charges).
http://www.lendo.org/dicas-para-incentivar-a-leitura-nas-criancas/
Os filhos aprendem muito mais observando o comportamento dos pais do que os ouvindo.
2 – Demonstre afeto incondicional por seu filho. Isso não o tornará mimado.
É muito saudável abraçar e beijar os filhos, independentemente da idade.
3 – Envolva-se com a vida de seu filho.
A falta de monitoramento aumenta os riscos deles se envolverem com drogas, álcool e delinqüência e de gravidez precoce.
4 – Mude a forma de tratar a criança de acordo com as etapas de crescimento.
A técnica que funciona em determinada idade é um desastre em outra.
5 – Estabeleça regras e limites desde cedo.
Com o tempo, eles ajudam seu filho a administrar o próprio comportamento.
6 – Encoraje seu filho a se tornar independente.
Muitos pais, erroneamente, associam a busca por independência à rebeldia, à desobediência e ao desrespeito.
7 – Seja coerente.
Se as regras do jogo mudam a cada dia, ou são esquecidas, a culpa pelo mau comportamento é dos pais, não da criança.
8 – Evite castigos e agressões verbais
A punição é necessária, mas acompanhada de violência ela tem efeito nocivo a curto e a longo prazo.
9 – Explique suas regras e decisões e ouça o ponto de vista de seu filho.
Ele aceitará suas ordens com mais facilidade se entender que elas fazem sentido.
10 – Trate seu filho com respeito.
A criança trata os outros da forma como é tratada pelos pais.
São regras que não precisam ser seguidas ao pé da letra, mas consideram que eles fornecem uma boa margem de segurança a pais, que, de outra forma, estariam desorientados diante do desafio de criar seus filhos.
Dicas de como educar os filhos sem brigas:
1. A criança deve ter uma rotina para sentir-se segura, pois saberá quais são as atividades do dia. A partir dos seis anos os horários podem ser mais flexíveis.
2. Os pais devem passar um tempo de qualidade com seus filhos e elogiá-los.
3. Quando for dar bronca, fique na mesma altura que seu filho. Esta técnica mostra consideração ao menor.
4. Converse com clareza e sempre explique o porquê de determinada atitude, comportamento ou punição.
5. Uma forma de ensinar conceitos de responsabilidade é incentivar seu filho a organizar os brinquedos e o quarto.
(Fonte: Jornal Metro – 27 de julho de 2010)
10 dicas para ensinar seus filhos a gostarem de ler:
Como pai (ou mãe), você é a pessoa que mais influencia na educação de seus filhos. Um dos seus (muitos) papéis é ajudá-los a aprenderem e a gostarem de ler.
Aqui estão algumas sugestões sobre como você pode ajudar a tornar a leitura uma experiência positiva, desde cedo
1. Escolha uma hora bem calma
Com as crianças, nós sabemos que há “horas calmas” e “horas agitadas”. Procure um lugar e uma hora calmos e sente-se com um livro. Dez a quinze minutos por dia é suficiente.
2. Faça da leitura um prazer
A leitura precisa ser algo prazeiroso. Sente com seu filho. Tente não fazer pressão se ele ou ela estiverem indispostos. Se a criança perder interesse, faça algo diferente.
3. Mantenha o fluxo
Se ele pronunciar uma palavra errada, não interrompa imediatamente. Ao invés disso, dê a oportunidade para auto-correção. É melhor ensinar algumas palavras desconhecidas para manter o fluxo e o entendimento da frase do que insistir em fazê-lo pronunciar o som exato das letras.
4. Seja positivo
Se a criança diz algo quase certo no início de uma frase, tudo bem. Não diga “Não, está errado”, mas sim “Vamos ler isso aqui juntos” e dê ênfase às palavras quando pronunciá-las. Aumente a confiança da criança com dizeres positivos a cada pequena melhoria que ela conseguir. “– Muito bom! Você aprende rápido!” “– Certo! Você é muito inteligente” etc.
5. Sucesso é a chave
Pais ansiosos para que seus filhos progridam podem, erroneamente, dar livros muito difíceis. Isso pode causar o efeito oposto ao que eles estão esperando. Lembre-se “Nada faz tanto sucesso quanto o sucesso”. Até que seu filho tenha adquirido mais confiança, é melhor continuar com livros fáceis. Pressioná-lo com um livro com muitas palavras desconhecidas não vai ajudar, muito pelo contrário. Não haverá fluxo, o texto não vai ser entendido e provavelmente a criança vai se tornar relutante com a leitura.
6. Visite a Biblioteca
Encoraje seu filho a retirar livros na biblioteca pública. Leve-o até lá e mostre, com calma, tudo que ele precisa.
7. Pratique regularmente
Tente ler com seu filho todos os dias da semana. “Pouco, mas freqüentemente” é a melhor estratégia. Os professores da escola têm um tempo limitado para ajudar individualmente a leitura dos alunos.
8. Converse com o pimpolho
Provalvemente seu filho tem um dia de leitura na escola (Se não tem, vá lá e faça com que tenha, ora). Sempre converse com ele e faça comentários positivos. Assim a criança vê que você está interessado em seu progresso e que você valoriza a leitura.
9. Fale sobre os livros
Ser um bom leitor é muito mais do que simplesmente ler palavras corretamente. O mais importante é entender e refletir sobre o que está lendo. Sempre fale com seu filho sobre o livro, sobre as figuras, sobre as personagens, como ele acha que vai ser o final da história, sua parte favorita etc. Assim você vai ver como está o entendimento dele e poderá ajudá-lo a desenvolver uma boa interpretação.
10. Varie sempre
Lembre que as crianças precisam experimentar vários materiais de leitura. Por exemplo, livros só de figuras, quadrinhos, revistas, poemas e até os jornais (mostre a ele a parte com palavras cruzadas e, claro, as tirinhas e charges).
http://www.lendo.org/dicas-para-incentivar-a-leitura-nas-criancas/
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
RECREAÇÂO NA ESCOLA
REUNIÂO E HOMENAGENS AOS PAIS
quinta-feira, 29 de julho de 2010
HORTA NA ESCOLA
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A MOTIVAÇÃO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS DO PROFESSOR
Ana Maria Simas Gaia Machado
Este artigo é resultado de observações feitas no momento do curso de pós-graduação, em metodologia do ensino superior, e trata da importância das relações interpessoais no cotidiano educacional do educador, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. A educação não pode ser vista como um dispositivo de informação, pois há muitas formas de transmitir o conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor, para isso acontecer o educador precisa amar o que faz. O artigo apresenta uma perspectiva do educador na atual modernidade voltado para a motivação. O artigo é de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa e observação, dentro de uma visão humanística, para assim conhecermos melhor a realidade pesquisada.
Palavras-chaves: Professores. Motivação. Afetividade. Modernidade. Educação.
INTRODUÇÃO
Este artigo trata da importância das relações interpessoais do professor, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. Teoricamente será mantido dialogo com Chalita (2001) Augusto Cury (2004) Chiavenato (1990), Fleury (1983) e Libâneo (2004), a fim de fundamentar as idéias apresentadas. O artigo apresenta uma perspectiva acerca do professor educador na atual modernidade voltado para a motivação e a afetividade.
Falar sobre a educação é um desafio. A tentativa que ora se faz não é apresentar soluções revolucionários sobre o assunto. Trata-se apenas de uma reflexão sobre o aspecto da necessidade de resgatarmos o relacionamento interpessoal na escola. A educação não pode ser vista apenas como transmissão de conhecimento, o verdadeiro ato de educar está no afeto.
Muita são as formas de ensinar, no entanto vamos destacar a educação pela motivação e afetividade, então entre os tópicos que estaremos apresentando então: A motivação e o profissional da educação; A motivação do professor e sua auto-realização.
A MOTIVAÇÃO E O PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO
A motivação envolve um conjunto de fatores que determinam à atividade e a conduta individual. O educador motivado participa ativamente age com interessa no ambiente escolar. A afetividade significa aquele que tem afeto.
O educador que ama o que faz age com amor, amizade e afeição em suas relações interpessoais. Segundo afirma Chiavenato (1990. p.22) motivação é: "tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma, ou, pelo menos, que dá origem a uma propensão, a um comportamento específico". Com isso, entende-se que a motivação é intrínseca ao ser humano, e que, através de estímulos pode-se trabalhar para que o professor tenha um melhor desenvolvimento na sua prática pedagógica.
Logo entendemos que é a partir da necessidade que vem a motivação. Não vai adiantar tentar motivar um professor se ele estiver decidido que não vai mais educar, por mais que os coordenadores, gestores esforçarem, nada irá motivá-lo. Nesse caso o professor só será motivado a educar quando sentir a necessidade de auto-realização, ou seja, sentir o desejo de crescer na vida, ser um grande profissional.
De acordo com a teoria de acordo com a Hierarquia das necessidades (MASLOW, A.1970, apud, SERRANO, 2003) as necessidades mais básicas devem ser satisfeitas primeiramente para que depois as demais possam surgir e serem por sua vez, satisfeitas também. Isto quer dizer que os motivos superiores surgem somente após satisfação de todos os motivos básicos.
Para Maslow (apud, SERRANO, 2003) o comportamento motivacional, é explicado pelas necessidades dos seres humanos. Podemos concluir então que a motivação é o resultado dos incentivos que age com uma certa força sobre os indivíduos, fazendo-os agir. Para que tenha ação é necessário que um estímulo seja implementado para surgir a partir de coisas externas ou até mesmo provenientes do próprio organismo.
A teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003), é considerada como uma das mais importantes dentro da teoria da motivação. As necessidades humanas obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostas. Assim que o indivíduo realiza uma necessidade surgem outras em seu lugar, exigindo sempre que busque outro meio para satisfazê-la. Nenhum indivíduo buscará reconhecimento pessoal e status, sem antes satisfazer as necessidades mais básicas.
Segundo Maslow (apud, SERRANO, 2003), os motivos do comportamento humano estão classificados, seguindo a estrutura de uma pirâmide:
Baseando-se na teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003) classificamos os motivos abaixo de acordo com as necessidade que os educadores precisam dispor na sala de aula para estarem se auto-realizando:
As necessidades fisiológicas - é a mais básica, trata-se da parte física de nosso corpo, sustenta o organismo. Ex.: comida, abrigo, etc. Um aluno mal alimentado e sem moradia não terá condições de aprender. Enquanto essas necessidades estiverem insatisfeitas, as outras necessidades não poderão motivar o aluno.
Necessidade de segurança – o aluno terá que se sentir seguro em um ambiente de otimismo livre de qualquer perigo ou perda de qualquer coisa (os pais separarem ou falecer). O aluno passará por dificuldades na aprendizagem. Terá que solucionar este problema para obter um bom desempenho.
Necessidades de afetos sociais – é o desejo que temos da aprovação social, no caso dos alunos é de ser aceito pelos professores, colegas de sala sem ser discriminado, enfim evitar todos os tipos de reprovações.
Necessidade de auto-estima – é o desejo que leva o aluno sentir necessidade de ser estimado, de ser respeitado como pessoa e acima de tudo ser prestigiado.
Necessidade de auto-realização – é a mais alta necessidade na hierarquia de Maslow. É o desejo de alcançar um objetivo, no caso do aluno, estudar para chegar a faculdade e tornar-se um grande profissional para conseguir tudo que for possível.
Conforme observemos a pirâmide vemos que o comportamento humano depende de vários incentivos para se manter, ou seja, precisa satisfazer as necessidades que seguem numa determinada seqüência, uma depende da outra. No entanto para que o educador esteja motivado, é necessário que ele satisfaça todas as suas necessidades para se auto realizar.
Logo diante deste contexto temos educadores que atuam nas escolas ou universidades e ingressam através de concurso público, depois de classificados, foram lotados em alguma instituição de ensino e, muitos desses profissionais atuam desde a fundação da instituição.
Quanto à formação acadêmica, cerca de 100% dos professores cursaram ou cursam o ensino superior, mestrado ou doutorado, estando “capacitados” a atuar na educação, infelizmente o profissional da educação não é valorizados, no que diz respeito à melhoria salarial e condições de trabalho, e com isso tornam-se profissionais desmotivados, pois dentro dessa realidade temos educadores que trabalham três turnos, logo em algum momento os alunos serão sacrificados, ou por cansaço ou por financeiro.
Existe um outro questionamento a cerca do educador, percebemos que são cobrados com freqüência na sua formação, porém são mau remunerados, o que é um fato na nossa educação, o professor ser um mero profissional, acreditamos enquanto alunos que os nossos mestre devem ser altamente remunerados, para que haja um outro desempenho e assim estarão buscando a capacitação constantemente.
A boa vontade, a disposição de enfrentar dificuldades para aprender um pouquinho tendo por perspectiva uma remuneração indigna, torna esse professor um herói [...] Não se pode admitir que os ensinos sejam administrados por pessoas despreparadas e mal pagos. (CHALITA, 2001, p.62).
A grande parte dos educadores enfatiza essa questão salarial como injusta, pois cobram muito do educador e pouco se faz, para que o mesmo tenha condições de realizar suas atividades educacionais tranqüilas sem se preocupar em deslocar-se de uma instituição para outra. Desprovidos muitas vezes de recursos didáticos, onde há má vontade e falta de estimulo do sistema e das autoridades componentes, até mesmo incompreensão dos alunos e pais, que lançam em cima da instituição e dos professores a culpa de todos os problemas sociais.
O desempenho do educador depende do perfil do seu gestor da coordenação, se ele for um gestor ou coordenador com concepção democrático-participativo desenvolverá ações e competências profissionais participativas, deixando o educador agir com o seus alunos de forma interativa e dialogada. Essas capacidades envolvem um conjunto de habilidades que são: bom relacionamento com os colegas, disposição colaborativa, saber expressar-se e argumentar com propriedade, saber ouvir, compartilhar interesses e motivações.
Acreditar nas relações interpessoais é um bem essencial para uma gestão democrática participativa. A construção deste relacionamento não acontece com facilidade no meio profissional, principalmente na área educacional por ser uma classe desunida, como afirma Libâneo ( 2004, 102):
A participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática na escola, possibilitando o envolvimento dos profissionais e usuários no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar.
A participação proporciona um melhor entendimento das metas e objetivos que a estrutura organizacional deseja alcançar e possibilita uma dinâmica de relações da instituição educacional com a comunidade, favorecendo uma aproximação entre educadores, alunos e pais.
Um trabalho de equipe só funciona quando todos os membros da instituição apreendem determinadas competências: capacidade de comunicação, habilidades de trabalhar em grupo, capacidade de argumentação, formas criativas de enfrentar problemas e situações complicadas. A autonomia opõe-se ás formas autoritárias de tomada decisão, o modelo de uma gestão democrática é quando todas as pessoas envolvidas trabalham juntas, de forma colaborativa e solidária, visando á formação e aprendizagem dos alunos.
Viver uma relação interpessoal nas diversas esferas da vida, aceitando as suas diferenças e saber lidar com elas é um bem necessário ao sucesso de qualquer atividade humana. Entende-se que para que haja uma vida motivada precisa que sejam seguidos alguns passos: Querer Mudar, estabelecer metas, planejar, não desista, acreditar em você, parar de adiar tudo.
Acreditar no potencial dos professores e saber como desenvolve-los é um dos maiores desafios na área educacional. Como o coordenador motiva o corpo docente, como busca a auto-motivação, como desperta o talento que cada professor possui e esta adormecido?
O que se pretende aqui é despertar o educador para o fato de que a excelência em educação é alcançada por pequenas ações em seu dia-a-dia. Novos hábitos podem ajudar a resgatar a motivação e a afetividade que esta adormecida no contexto educacional. Afinal, o que é motivação? Para Cury (2004) “E fazer com o coração. É acreditar no motivo e na importância daquilo que está sendo feito”.
Quantos desafios o professor enfrenta no interior da sala de aula? Libâneo (2004) diz que:
Pode se reduzir basicamente em ajudar o educando a prender em todos os aspectos, isto é, na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, valores, idéias ou qualquer tipo de aprendizagem ainda não desenvolvida e julgada importante e necessária para o educando tanto pessoal como socialmente.
Estes desafios são alcançados quando o relacionamento professor-aluno é significativo para o educando, logo, a eficácia do processo educativo centra-se no professor, nos seus conhecimentos, suas habilidades, atitudes e motivação. Muitos fatores são essenciais para a motivação dos professores, alunos, supervisores e comunidade geral, tais como: trabalhar em um ambiente agradável, obter boas relações interpessoais, receber elogios.
Mas o fator fundamental e impulsionador de todos os outros é “Fazer o que gosta e com amor”. Esta é a chave da motivação que está intrínseca no ser humano, como a capacidade de andar. O que ocorre é que essa capacidade, às vezes, fica adormecida e, por isso, não cumpre seu papel.
No meio educacional existem muitos educadores adormecidos (sem motivação). As causas são inúmeras, tais como: salário baixo, má comunicação, falta de afetividade, ambiente educacional que não agrada ou não gosta do que faz. Um professor que é bem acolhido no grupo e local de trabalho, que está com todas as questões acima citadas resolvidas, consegue relaciona-se bem com a comunidade escolar e tem motivação para efetuar sua atividade docente de forma eficaz.
No ambiente educacional, faz-se necessário que o gestor ou coordenador descubra, invente, crie maneiras de valorizar diferenças existentes, pois, é preciso valores fortes que levem a aceitar, respeitar e tornar significativo o trabalho de todos na instituição. É necessário construir relações interpessoais dentro da instituição, as pessoas do ambiente educacional devem se conhecer, se falar, se olhar. Isto é a verdadeira integração entre professores, alunos, gestão e coordenação.
Uma atitude que contribui para ocorrer afetividade é o elogio, tônico que revigora o ego, reabilita o profissional e o torna capaz de superar as dificuldades do cotidiano pessoal. O elogio tem o poder de aproximar pessoas e, sobretudo, de estabelecer um clima positivo de confiança entre aluno/professor, professor/gestor ou coordenador. Outro aspecto importante é a comunicação, sem ela ficamos isolados, vazios e sem motivação.
A comunicação é absolutamente essencial para uma ação pedagógica eficaz. Os gestores devem ser capazes de compartilhar conhecimento e idéias claras aos seus profissionais, para transmitir uma sensação de urgência e entusiasmos a passar uma mensagem com clareza, fica difícil a relação professor/supervisor, porque o sucesso no trabalho e nos relacionamentos pessoais depende muito da comunicação.
Nas instituições de ensino, certas tarefas são realizadas por outras pessoas, portanto o gestor, coordenador ou pessoas que estão na liderança devem ter habilidade de inspirar e motivar, guiar e orientar, e também ouvir, porque somente por meio da comunicação é que a liderança pode motivar outros a assimilarem sua visão e colocá-la em prática.
A comunicação entre todos os elementos que compõe a vida da comunidade educacional possibilita o crescimento da consciência de que cada membro do quadro profissional é responsável pelo clima positivo de bem-querer e de confiança estabelecido entre os educadores na instituição. O fato de bem comunicar atribui a todos um sentimento de importância, participação, de comprometimento, tornando-se uma arte de construir relacionamentos.
A comunicação é uma das formas que caracterizam a ação democrática da coordenação pedagógica. Essa ação dá ao grupo a oportunidade de crescimento, de criatividade, de liberdade de expressão. O grupo de educadores que pauta seu trabalho num relacionamento mais afetivo, dialógico tende a traçar metas, objetivos comuns que possibilitam ampliar uma ação eficaz na instituição educacional. “Você não pode estimular as pessoas à ação a menos que primeiro as estimule com a emoção. O coração em primeiro lugar, depois a cabeça”. (CURY, 2004).
Uma instituição educacional, para ser motivada precisa ter um vínculo especial com toda equipe de colaboradores, traçando assim relacionamentos entre os educadores, pais, alunos e comunidade. Os professores serão altamente motivados e produtivos, trabalharão com os alunos de forma competente e eficaz.
O educador é um estilista de almas, um embelezador de vidas. O escritor e educador. Cury (2003, p. 57-81) escreveu em seu livro: Pais Brilhantes Professores fascinantes, sete hábitos que fazem do professor um ser fascinante. Dentre os sete, hábitos, destaca-se: “Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção”.
Educar a emoção é pensar antes de agir, não tem medo, ser líder de si mesmo, autor de sua história, saber filtrar os estímulos estressantes e trabalhar não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com as contradições da vida.
Assim uma instituição educacional, ideal necessita de educadores que eduquem com emoção, motivação e afetividade. Professores competentes e eficazes possuem mais sensibilidades do que metodologia, mais emoção do que lógica, mas exemplos do que argumentos. É por essa razão que é preciso resgatar a motivação e a afetividade no meio educacional, porque só assim se constroem professores e alunos fascinantes e inesquecíveis.
Esse clima de afetividade trará resultados extraordinários na melhoria da qualidade do ensino, professores mais satisfeitos dentro da sua profissão, alunos mais comprometidos com o processo de ensino e aprendizagem. Todos serão motivados pelo afeto.
A MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR E SUA AUTO-REALIZAÇÃO
Atualmente estamos na Sociedade do Conhecimento. A terceira mudança, que foi provocada pela revolução da informação, tornou a sociedade mais democrática e participativa. As relações entre pais e filhos, empregados e empregadores tendem a ser de colaboração e parceria. A Sociedade do Conhecimento tem como símbolo o computador. A educação torna-se heterogênea e diversificada, pois o mercado de trabalho exige profissionais altamente qualificados com um nível educacional cada vez mais alto. Como diz Ramos (2002, p.4) “A atividade cerebral é a grande empregadora”.
Sabendo que o homem é um ser auto-realizador por natureza e, por conseguinte, em aprendizagem e crescimento contínuos, o professor deve motivar-se a si mesmo para se conectar com esse crescimento permanente e facilitar sua aceitação em classe por parte de seus alunos. A empatia e a aceitação mútua devem formar a base de uma relação aberta, tolerante e compreensiva entre professor e alunos.
Os sentimentos e emoções são próprios de cada pessoa, e correspondem ao grau de desenvolvimento individual e ao meio em que cada um foi criado e ao ambiente em que vive. Parte do trabalho para a consecução de relações efetivas em sala de aula consiste em aceitar essa realidade sem juízos limitantes, frustrações, irritação, medos, ressentimentos, culpa, etc. A relação professor/aluno deve, e pode ser uma relação de colaboração e apoio mútuo para o desenvolvimento de cada um. Precisa basear-se no respeito, dignidade, integridade, capacidade, abertura, amor, compaixão.
A baixa auto-estima do professor interfere no comportamento dos alunos. O professor com segurança, auto-conceito, integração, motivação e competência, não tem, em geral, problemas de disciplina. Voli (1998, p.147) afirma que:
A projeção que o professor envia de si mesmo à classe é recebida por seus alunos, que por sua vez vão se sentindo seguros, reforçados em seu próprio auto-conceito, partes integrantes do grupo, motivados a aprender e conscientes de sua capacidade de fazê-lo. Sua projeção motiva seus alunos a entrar por si mesmos em uma situação de auto-estima e, portanto, de autodisciplina, auto-responsabilidade e auto-realização.
Logo entendemos que a motivação deve ser estimulada para que o potencial de cada indivíduo possa fluir, considerando tanto a facilidade quanto á dificuldade para aprender. A motivação é o processo que mobiliza o organismo para a ação a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, à necessidade e o objetivo de satisfação. Portanto, para Voli (1998, p. 18), “a motivação relaciona-se intimamente com a personalidade do ser humano e com seu desenvolvimento mental, emocional, profissional e social”.
Sabe-se que o homem sente-se bem quando está em equilíbrio consigo mesmo e com o meio no qual está inserido. O equilíbrio traz satisfação; o desequilíbrio, tensão, pois em determinados aspectos a vida, o equilíbrio pode ser rompido gerando o desequilíbrio, principalmente o emocional.
Na realidade educacional, a motivação é vista como algo muito importante para que o profissional da área desenvolva seu trabalho de forma satisfatória, no entanto são poucas as vezes que um profissional recebe algum tipo de incentivo e motivação. Devido a tantas dificuldades, observam-se profissionais exaustos e sem estimulo para continuar seu trabalho de forma satisfatória.
Sabendo-se que a motivação é um problema complexo, dinâmico, mutável e fluido. Seus fatores humanos exibem forças diversas, tanto em pessoas e situações em épocas distintas.
O que é bom hoje poderá ser contraproducente amanhã, dependendo da personalidade do individuo e da situação. A motivação constitui o fator principal e decisivo no êxito da ação de todos e qualquer individuo ou empreendimento coletivo. Por isso, não se compreende um supervisor insensível ao problema da motivação.
A falta de assistência ao professor quanto ao seu desempenho em sala de aula é considerado uma das importantes causas do embaraço do processo educativo. Portanto, parece imprescindível ao professor uma assistência sistemática, no sentido de melhoria no desempenho de suas atribuições. Observou-se durante o estudo do campo que a atuação de coordenadores não funcionava de forma compartilhada com os professores, ou seja, não havia manifestações de incentivos e contribuição para melhoria do processo ensino aprendizagem, deixavam-se transparecer bastante desmotivados para tal pratica.
CONCLUSÃO
Este artigo procurou mostrar como o relacionamento é importante para desenvolver uma educação eficaz. As observações e alguns princípios norteadores foram de fundamental importância para a construção deste artigo, como o reconhecimento de que precisamos estar motivados depende dos desafios que temos para enfrentar.
Quanto maior for o desafio, mais motivados ficamos, por isso é preciso fazer o que gostamos. Esta é a chave da motivação. Precisamos de um relacionamento autentico cada um se interessando pelo outro de maneira genuína. Os direitos individuais terão que ser defendidos e respeitados, não podendo ser barganhados. A tarefa num relacionamento e proteger os direitos das pessoas nele envolvidos.
No ambiente educacional, faz-se necessário que tanto gestores, coordenadores e professores, de modo geral descubram, inventem criem maneiras de valorizar construtivamente as diferenças existentes.
É inegável que a motivação é essencial para toda e qualquer atividade humana. Em particular, do ponto de vista do educador, não é possível afirmar que um determinado sujeito esteja motivado para aprender algo, sem que o primeiro tenha sido capaz de identificar, no segundo, um certo grau de consciência do valor do aprendizado e do crescimento intelectual
Entendemos não ser possível ao educador satisfazer todas as necessidades de seus alunos, mas, no momento em que se dispõe a ser um dinamizador do processo ensino-aprendizagem, faz-se necessário que lance mão desse importante fator que é a motivação, a fim de lograr êxito e satisfação, tanto para si quanto para os estudantes.
Estando o professor motivado a desenvolver em seus alunos a capacidade de aprender, certamente os motivará na busca de novos conhecimentos, e estará criando condições mais favoráveis à aprendizagem. A motivação de ambos, alunos e mestres, está tão imbricada que é impossível tratar de uma sem abordar a outra. Podemos ir um pouco além e afirmar que a realização da aprendizagem, muito mais do que uma mera recompensa, é essencial na construção de um processo continuado de motivação-aprendizado, no qual o aluno se motiva cada vez mais a aprender mais.
É urgente que as relações entre os membros que compõem os ambientes educacionais estejam permeadas pelo afeto, assim com certeza construiremos um novo modo de nos relacionarmos. Hoje, saber relacionar-se é uma arte.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. A criatividade na sala de aula, fascículo 14. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
CHALITA, Gabriel Benedito Isaac. Educação: a solução está no afeto, São Paulo: Gente, 2001.
CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, 4 ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1990.
LIBÂNEO, José. Organização e Gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. Revista e ampliada. Goiânia: Alternativa, 2004.
LUCK, Heloisa. Ação Integrada. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1981.
RAMOS, Cosete (2002). O despertar do gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora,.
SERRANO, D. P. A teoria de Abraham Maslow: hierarquia das necessidades. 2003.
VOLI, Franco (1998). A auto-estima do professor: manual de reflexão e ação educativa. Trad. Yvone Maria de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Edições Loyola.
Este artigo é resultado de observações feitas no momento do curso de pós-graduação, em metodologia do ensino superior, e trata da importância das relações interpessoais no cotidiano educacional do educador, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. A educação não pode ser vista como um dispositivo de informação, pois há muitas formas de transmitir o conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor, para isso acontecer o educador precisa amar o que faz. O artigo apresenta uma perspectiva do educador na atual modernidade voltado para a motivação. O artigo é de cunho bibliográfico, com abordagem qualitativa e observação, dentro de uma visão humanística, para assim conhecermos melhor a realidade pesquisada.
Palavras-chaves: Professores. Motivação. Afetividade. Modernidade. Educação.
INTRODUÇÃO
Este artigo trata da importância das relações interpessoais do professor, resgatando a motivação e afetividade, atitudes essenciais para uma educação eficaz. Teoricamente será mantido dialogo com Chalita (2001) Augusto Cury (2004) Chiavenato (1990), Fleury (1983) e Libâneo (2004), a fim de fundamentar as idéias apresentadas. O artigo apresenta uma perspectiva acerca do professor educador na atual modernidade voltado para a motivação e a afetividade.
Falar sobre a educação é um desafio. A tentativa que ora se faz não é apresentar soluções revolucionários sobre o assunto. Trata-se apenas de uma reflexão sobre o aspecto da necessidade de resgatarmos o relacionamento interpessoal na escola. A educação não pode ser vista apenas como transmissão de conhecimento, o verdadeiro ato de educar está no afeto.
Muita são as formas de ensinar, no entanto vamos destacar a educação pela motivação e afetividade, então entre os tópicos que estaremos apresentando então: A motivação e o profissional da educação; A motivação do professor e sua auto-realização.
A MOTIVAÇÃO E O PROFISSIONAL DA EDUCAÇÃO
A motivação envolve um conjunto de fatores que determinam à atividade e a conduta individual. O educador motivado participa ativamente age com interessa no ambiente escolar. A afetividade significa aquele que tem afeto.
O educador que ama o que faz age com amor, amizade e afeição em suas relações interpessoais. Segundo afirma Chiavenato (1990. p.22) motivação é: "tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma, ou, pelo menos, que dá origem a uma propensão, a um comportamento específico". Com isso, entende-se que a motivação é intrínseca ao ser humano, e que, através de estímulos pode-se trabalhar para que o professor tenha um melhor desenvolvimento na sua prática pedagógica.
Logo entendemos que é a partir da necessidade que vem a motivação. Não vai adiantar tentar motivar um professor se ele estiver decidido que não vai mais educar, por mais que os coordenadores, gestores esforçarem, nada irá motivá-lo. Nesse caso o professor só será motivado a educar quando sentir a necessidade de auto-realização, ou seja, sentir o desejo de crescer na vida, ser um grande profissional.
De acordo com a teoria de acordo com a Hierarquia das necessidades (MASLOW, A.1970, apud, SERRANO, 2003) as necessidades mais básicas devem ser satisfeitas primeiramente para que depois as demais possam surgir e serem por sua vez, satisfeitas também. Isto quer dizer que os motivos superiores surgem somente após satisfação de todos os motivos básicos.
Para Maslow (apud, SERRANO, 2003) o comportamento motivacional, é explicado pelas necessidades dos seres humanos. Podemos concluir então que a motivação é o resultado dos incentivos que age com uma certa força sobre os indivíduos, fazendo-os agir. Para que tenha ação é necessário que um estímulo seja implementado para surgir a partir de coisas externas ou até mesmo provenientes do próprio organismo.
A teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003), é considerada como uma das mais importantes dentro da teoria da motivação. As necessidades humanas obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostas. Assim que o indivíduo realiza uma necessidade surgem outras em seu lugar, exigindo sempre que busque outro meio para satisfazê-la. Nenhum indivíduo buscará reconhecimento pessoal e status, sem antes satisfazer as necessidades mais básicas.
Segundo Maslow (apud, SERRANO, 2003), os motivos do comportamento humano estão classificados, seguindo a estrutura de uma pirâmide:
Baseando-se na teoria de Maslow (apud, SERRANO, 2003) classificamos os motivos abaixo de acordo com as necessidade que os educadores precisam dispor na sala de aula para estarem se auto-realizando:
As necessidades fisiológicas - é a mais básica, trata-se da parte física de nosso corpo, sustenta o organismo. Ex.: comida, abrigo, etc. Um aluno mal alimentado e sem moradia não terá condições de aprender. Enquanto essas necessidades estiverem insatisfeitas, as outras necessidades não poderão motivar o aluno.
Necessidade de segurança – o aluno terá que se sentir seguro em um ambiente de otimismo livre de qualquer perigo ou perda de qualquer coisa (os pais separarem ou falecer). O aluno passará por dificuldades na aprendizagem. Terá que solucionar este problema para obter um bom desempenho.
Necessidades de afetos sociais – é o desejo que temos da aprovação social, no caso dos alunos é de ser aceito pelos professores, colegas de sala sem ser discriminado, enfim evitar todos os tipos de reprovações.
Necessidade de auto-estima – é o desejo que leva o aluno sentir necessidade de ser estimado, de ser respeitado como pessoa e acima de tudo ser prestigiado.
Necessidade de auto-realização – é a mais alta necessidade na hierarquia de Maslow. É o desejo de alcançar um objetivo, no caso do aluno, estudar para chegar a faculdade e tornar-se um grande profissional para conseguir tudo que for possível.
Conforme observemos a pirâmide vemos que o comportamento humano depende de vários incentivos para se manter, ou seja, precisa satisfazer as necessidades que seguem numa determinada seqüência, uma depende da outra. No entanto para que o educador esteja motivado, é necessário que ele satisfaça todas as suas necessidades para se auto realizar.
Logo diante deste contexto temos educadores que atuam nas escolas ou universidades e ingressam através de concurso público, depois de classificados, foram lotados em alguma instituição de ensino e, muitos desses profissionais atuam desde a fundação da instituição.
Quanto à formação acadêmica, cerca de 100% dos professores cursaram ou cursam o ensino superior, mestrado ou doutorado, estando “capacitados” a atuar na educação, infelizmente o profissional da educação não é valorizados, no que diz respeito à melhoria salarial e condições de trabalho, e com isso tornam-se profissionais desmotivados, pois dentro dessa realidade temos educadores que trabalham três turnos, logo em algum momento os alunos serão sacrificados, ou por cansaço ou por financeiro.
Existe um outro questionamento a cerca do educador, percebemos que são cobrados com freqüência na sua formação, porém são mau remunerados, o que é um fato na nossa educação, o professor ser um mero profissional, acreditamos enquanto alunos que os nossos mestre devem ser altamente remunerados, para que haja um outro desempenho e assim estarão buscando a capacitação constantemente.
A boa vontade, a disposição de enfrentar dificuldades para aprender um pouquinho tendo por perspectiva uma remuneração indigna, torna esse professor um herói [...] Não se pode admitir que os ensinos sejam administrados por pessoas despreparadas e mal pagos. (CHALITA, 2001, p.62).
A grande parte dos educadores enfatiza essa questão salarial como injusta, pois cobram muito do educador e pouco se faz, para que o mesmo tenha condições de realizar suas atividades educacionais tranqüilas sem se preocupar em deslocar-se de uma instituição para outra. Desprovidos muitas vezes de recursos didáticos, onde há má vontade e falta de estimulo do sistema e das autoridades componentes, até mesmo incompreensão dos alunos e pais, que lançam em cima da instituição e dos professores a culpa de todos os problemas sociais.
O desempenho do educador depende do perfil do seu gestor da coordenação, se ele for um gestor ou coordenador com concepção democrático-participativo desenvolverá ações e competências profissionais participativas, deixando o educador agir com o seus alunos de forma interativa e dialogada. Essas capacidades envolvem um conjunto de habilidades que são: bom relacionamento com os colegas, disposição colaborativa, saber expressar-se e argumentar com propriedade, saber ouvir, compartilhar interesses e motivações.
Acreditar nas relações interpessoais é um bem essencial para uma gestão democrática participativa. A construção deste relacionamento não acontece com facilidade no meio profissional, principalmente na área educacional por ser uma classe desunida, como afirma Libâneo ( 2004, 102):
A participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática na escola, possibilitando o envolvimento dos profissionais e usuários no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar.
A participação proporciona um melhor entendimento das metas e objetivos que a estrutura organizacional deseja alcançar e possibilita uma dinâmica de relações da instituição educacional com a comunidade, favorecendo uma aproximação entre educadores, alunos e pais.
Um trabalho de equipe só funciona quando todos os membros da instituição apreendem determinadas competências: capacidade de comunicação, habilidades de trabalhar em grupo, capacidade de argumentação, formas criativas de enfrentar problemas e situações complicadas. A autonomia opõe-se ás formas autoritárias de tomada decisão, o modelo de uma gestão democrática é quando todas as pessoas envolvidas trabalham juntas, de forma colaborativa e solidária, visando á formação e aprendizagem dos alunos.
Viver uma relação interpessoal nas diversas esferas da vida, aceitando as suas diferenças e saber lidar com elas é um bem necessário ao sucesso de qualquer atividade humana. Entende-se que para que haja uma vida motivada precisa que sejam seguidos alguns passos: Querer Mudar, estabelecer metas, planejar, não desista, acreditar em você, parar de adiar tudo.
Acreditar no potencial dos professores e saber como desenvolve-los é um dos maiores desafios na área educacional. Como o coordenador motiva o corpo docente, como busca a auto-motivação, como desperta o talento que cada professor possui e esta adormecido?
O que se pretende aqui é despertar o educador para o fato de que a excelência em educação é alcançada por pequenas ações em seu dia-a-dia. Novos hábitos podem ajudar a resgatar a motivação e a afetividade que esta adormecida no contexto educacional. Afinal, o que é motivação? Para Cury (2004) “E fazer com o coração. É acreditar no motivo e na importância daquilo que está sendo feito”.
Quantos desafios o professor enfrenta no interior da sala de aula? Libâneo (2004) diz que:
Pode se reduzir basicamente em ajudar o educando a prender em todos os aspectos, isto é, na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, valores, idéias ou qualquer tipo de aprendizagem ainda não desenvolvida e julgada importante e necessária para o educando tanto pessoal como socialmente.
Estes desafios são alcançados quando o relacionamento professor-aluno é significativo para o educando, logo, a eficácia do processo educativo centra-se no professor, nos seus conhecimentos, suas habilidades, atitudes e motivação. Muitos fatores são essenciais para a motivação dos professores, alunos, supervisores e comunidade geral, tais como: trabalhar em um ambiente agradável, obter boas relações interpessoais, receber elogios.
Mas o fator fundamental e impulsionador de todos os outros é “Fazer o que gosta e com amor”. Esta é a chave da motivação que está intrínseca no ser humano, como a capacidade de andar. O que ocorre é que essa capacidade, às vezes, fica adormecida e, por isso, não cumpre seu papel.
No meio educacional existem muitos educadores adormecidos (sem motivação). As causas são inúmeras, tais como: salário baixo, má comunicação, falta de afetividade, ambiente educacional que não agrada ou não gosta do que faz. Um professor que é bem acolhido no grupo e local de trabalho, que está com todas as questões acima citadas resolvidas, consegue relaciona-se bem com a comunidade escolar e tem motivação para efetuar sua atividade docente de forma eficaz.
No ambiente educacional, faz-se necessário que o gestor ou coordenador descubra, invente, crie maneiras de valorizar diferenças existentes, pois, é preciso valores fortes que levem a aceitar, respeitar e tornar significativo o trabalho de todos na instituição. É necessário construir relações interpessoais dentro da instituição, as pessoas do ambiente educacional devem se conhecer, se falar, se olhar. Isto é a verdadeira integração entre professores, alunos, gestão e coordenação.
Uma atitude que contribui para ocorrer afetividade é o elogio, tônico que revigora o ego, reabilita o profissional e o torna capaz de superar as dificuldades do cotidiano pessoal. O elogio tem o poder de aproximar pessoas e, sobretudo, de estabelecer um clima positivo de confiança entre aluno/professor, professor/gestor ou coordenador. Outro aspecto importante é a comunicação, sem ela ficamos isolados, vazios e sem motivação.
A comunicação é absolutamente essencial para uma ação pedagógica eficaz. Os gestores devem ser capazes de compartilhar conhecimento e idéias claras aos seus profissionais, para transmitir uma sensação de urgência e entusiasmos a passar uma mensagem com clareza, fica difícil a relação professor/supervisor, porque o sucesso no trabalho e nos relacionamentos pessoais depende muito da comunicação.
Nas instituições de ensino, certas tarefas são realizadas por outras pessoas, portanto o gestor, coordenador ou pessoas que estão na liderança devem ter habilidade de inspirar e motivar, guiar e orientar, e também ouvir, porque somente por meio da comunicação é que a liderança pode motivar outros a assimilarem sua visão e colocá-la em prática.
A comunicação entre todos os elementos que compõe a vida da comunidade educacional possibilita o crescimento da consciência de que cada membro do quadro profissional é responsável pelo clima positivo de bem-querer e de confiança estabelecido entre os educadores na instituição. O fato de bem comunicar atribui a todos um sentimento de importância, participação, de comprometimento, tornando-se uma arte de construir relacionamentos.
A comunicação é uma das formas que caracterizam a ação democrática da coordenação pedagógica. Essa ação dá ao grupo a oportunidade de crescimento, de criatividade, de liberdade de expressão. O grupo de educadores que pauta seu trabalho num relacionamento mais afetivo, dialógico tende a traçar metas, objetivos comuns que possibilitam ampliar uma ação eficaz na instituição educacional. “Você não pode estimular as pessoas à ação a menos que primeiro as estimule com a emoção. O coração em primeiro lugar, depois a cabeça”. (CURY, 2004).
Uma instituição educacional, para ser motivada precisa ter um vínculo especial com toda equipe de colaboradores, traçando assim relacionamentos entre os educadores, pais, alunos e comunidade. Os professores serão altamente motivados e produtivos, trabalharão com os alunos de forma competente e eficaz.
O educador é um estilista de almas, um embelezador de vidas. O escritor e educador. Cury (2003, p. 57-81) escreveu em seu livro: Pais Brilhantes Professores fascinantes, sete hábitos que fazem do professor um ser fascinante. Dentre os sete, hábitos, destaca-se: “Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção”.
Educar a emoção é pensar antes de agir, não tem medo, ser líder de si mesmo, autor de sua história, saber filtrar os estímulos estressantes e trabalhar não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com as contradições da vida.
Assim uma instituição educacional, ideal necessita de educadores que eduquem com emoção, motivação e afetividade. Professores competentes e eficazes possuem mais sensibilidades do que metodologia, mais emoção do que lógica, mas exemplos do que argumentos. É por essa razão que é preciso resgatar a motivação e a afetividade no meio educacional, porque só assim se constroem professores e alunos fascinantes e inesquecíveis.
Esse clima de afetividade trará resultados extraordinários na melhoria da qualidade do ensino, professores mais satisfeitos dentro da sua profissão, alunos mais comprometidos com o processo de ensino e aprendizagem. Todos serão motivados pelo afeto.
A MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR E SUA AUTO-REALIZAÇÃO
Atualmente estamos na Sociedade do Conhecimento. A terceira mudança, que foi provocada pela revolução da informação, tornou a sociedade mais democrática e participativa. As relações entre pais e filhos, empregados e empregadores tendem a ser de colaboração e parceria. A Sociedade do Conhecimento tem como símbolo o computador. A educação torna-se heterogênea e diversificada, pois o mercado de trabalho exige profissionais altamente qualificados com um nível educacional cada vez mais alto. Como diz Ramos (2002, p.4) “A atividade cerebral é a grande empregadora”.
Sabendo que o homem é um ser auto-realizador por natureza e, por conseguinte, em aprendizagem e crescimento contínuos, o professor deve motivar-se a si mesmo para se conectar com esse crescimento permanente e facilitar sua aceitação em classe por parte de seus alunos. A empatia e a aceitação mútua devem formar a base de uma relação aberta, tolerante e compreensiva entre professor e alunos.
Os sentimentos e emoções são próprios de cada pessoa, e correspondem ao grau de desenvolvimento individual e ao meio em que cada um foi criado e ao ambiente em que vive. Parte do trabalho para a consecução de relações efetivas em sala de aula consiste em aceitar essa realidade sem juízos limitantes, frustrações, irritação, medos, ressentimentos, culpa, etc. A relação professor/aluno deve, e pode ser uma relação de colaboração e apoio mútuo para o desenvolvimento de cada um. Precisa basear-se no respeito, dignidade, integridade, capacidade, abertura, amor, compaixão.
A baixa auto-estima do professor interfere no comportamento dos alunos. O professor com segurança, auto-conceito, integração, motivação e competência, não tem, em geral, problemas de disciplina. Voli (1998, p.147) afirma que:
A projeção que o professor envia de si mesmo à classe é recebida por seus alunos, que por sua vez vão se sentindo seguros, reforçados em seu próprio auto-conceito, partes integrantes do grupo, motivados a aprender e conscientes de sua capacidade de fazê-lo. Sua projeção motiva seus alunos a entrar por si mesmos em uma situação de auto-estima e, portanto, de autodisciplina, auto-responsabilidade e auto-realização.
Logo entendemos que a motivação deve ser estimulada para que o potencial de cada indivíduo possa fluir, considerando tanto a facilidade quanto á dificuldade para aprender. A motivação é o processo que mobiliza o organismo para a ação a partir de uma relação estabelecida entre o ambiente, à necessidade e o objetivo de satisfação. Portanto, para Voli (1998, p. 18), “a motivação relaciona-se intimamente com a personalidade do ser humano e com seu desenvolvimento mental, emocional, profissional e social”.
Sabe-se que o homem sente-se bem quando está em equilíbrio consigo mesmo e com o meio no qual está inserido. O equilíbrio traz satisfação; o desequilíbrio, tensão, pois em determinados aspectos a vida, o equilíbrio pode ser rompido gerando o desequilíbrio, principalmente o emocional.
Na realidade educacional, a motivação é vista como algo muito importante para que o profissional da área desenvolva seu trabalho de forma satisfatória, no entanto são poucas as vezes que um profissional recebe algum tipo de incentivo e motivação. Devido a tantas dificuldades, observam-se profissionais exaustos e sem estimulo para continuar seu trabalho de forma satisfatória.
Sabendo-se que a motivação é um problema complexo, dinâmico, mutável e fluido. Seus fatores humanos exibem forças diversas, tanto em pessoas e situações em épocas distintas.
O que é bom hoje poderá ser contraproducente amanhã, dependendo da personalidade do individuo e da situação. A motivação constitui o fator principal e decisivo no êxito da ação de todos e qualquer individuo ou empreendimento coletivo. Por isso, não se compreende um supervisor insensível ao problema da motivação.
A falta de assistência ao professor quanto ao seu desempenho em sala de aula é considerado uma das importantes causas do embaraço do processo educativo. Portanto, parece imprescindível ao professor uma assistência sistemática, no sentido de melhoria no desempenho de suas atribuições. Observou-se durante o estudo do campo que a atuação de coordenadores não funcionava de forma compartilhada com os professores, ou seja, não havia manifestações de incentivos e contribuição para melhoria do processo ensino aprendizagem, deixavam-se transparecer bastante desmotivados para tal pratica.
CONCLUSÃO
Este artigo procurou mostrar como o relacionamento é importante para desenvolver uma educação eficaz. As observações e alguns princípios norteadores foram de fundamental importância para a construção deste artigo, como o reconhecimento de que precisamos estar motivados depende dos desafios que temos para enfrentar.
Quanto maior for o desafio, mais motivados ficamos, por isso é preciso fazer o que gostamos. Esta é a chave da motivação. Precisamos de um relacionamento autentico cada um se interessando pelo outro de maneira genuína. Os direitos individuais terão que ser defendidos e respeitados, não podendo ser barganhados. A tarefa num relacionamento e proteger os direitos das pessoas nele envolvidos.
No ambiente educacional, faz-se necessário que tanto gestores, coordenadores e professores, de modo geral descubram, inventem criem maneiras de valorizar construtivamente as diferenças existentes.
É inegável que a motivação é essencial para toda e qualquer atividade humana. Em particular, do ponto de vista do educador, não é possível afirmar que um determinado sujeito esteja motivado para aprender algo, sem que o primeiro tenha sido capaz de identificar, no segundo, um certo grau de consciência do valor do aprendizado e do crescimento intelectual
Entendemos não ser possível ao educador satisfazer todas as necessidades de seus alunos, mas, no momento em que se dispõe a ser um dinamizador do processo ensino-aprendizagem, faz-se necessário que lance mão desse importante fator que é a motivação, a fim de lograr êxito e satisfação, tanto para si quanto para os estudantes.
Estando o professor motivado a desenvolver em seus alunos a capacidade de aprender, certamente os motivará na busca de novos conhecimentos, e estará criando condições mais favoráveis à aprendizagem. A motivação de ambos, alunos e mestres, está tão imbricada que é impossível tratar de uma sem abordar a outra. Podemos ir um pouco além e afirmar que a realização da aprendizagem, muito mais do que uma mera recompensa, é essencial na construção de um processo continuado de motivação-aprendizado, no qual o aluno se motiva cada vez mais a aprender mais.
É urgente que as relações entre os membros que compõem os ambientes educacionais estejam permeadas pelo afeto, assim com certeza construiremos um novo modo de nos relacionarmos. Hoje, saber relacionar-se é uma arte.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, Celso. A criatividade na sala de aula, fascículo 14. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
CHALITA, Gabriel Benedito Isaac. Educação: a solução está no afeto, São Paulo: Gente, 2001.
CURY, Augusto Jorge. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, 4 ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos. São Paulo: Atlas, 1990.
LIBÂNEO, José. Organização e Gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. Revista e ampliada. Goiânia: Alternativa, 2004.
LUCK, Heloisa. Ação Integrada. Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 1981.
RAMOS, Cosete (2002). O despertar do gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora,.
SERRANO, D. P. A teoria de Abraham Maslow: hierarquia das necessidades. 2003.
VOLI, Franco (1998). A auto-estima do professor: manual de reflexão e ação educativa. Trad. Yvone Maria de Campos Teixeira da Silva. São Paulo: Edições Loyola.
Leis, projetos e códigos da Psicopedagogia e outros
Fique por dentro da regulamentação da Psicopedagogia
» Projeto de Lei 3512/08 A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, no último dia 17, o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade profissional do psicopedagogo. Pela proposta, a profissão poderá ser exercida pelo portador de diploma de graduação em Psicopedagogia, pelo diplomado em Psicologia ou Pedagogia e pelo licenciado que tiver concluído curso de especialização em Psicopedagogia. A especialização deverá ter duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade. Leia mais...
» Projeto de lei nº 3124/97 do Deputado Barbosa Neto (dispõe sobre a regulamentação da profissão de psicopedagogo - em tramitação no Congresso Nacional)
» Lei nº 10.891 de 20 de setembro de 2001 (autoriza o Poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos de ensino básico público - criada a partir do projeto de lei nº 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB)
» Projeto de Lei n° 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB (estabelece a implantação de assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos públicos de ensino do Estado de São Paulo)
» Resolução nº 1, de 3 de abril de 2001 (Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação entre eles o de psicopedagogia)
» Legislação de apoio para atendimento de crianças com dificuldades de aprendizagem
http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/leis_e_codigos.htm
» Projeto de Lei 3512/08 A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou, no último dia 17, o Projeto de Lei 3512/08, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que regulamenta a atividade profissional do psicopedagogo. Pela proposta, a profissão poderá ser exercida pelo portador de diploma de graduação em Psicopedagogia, pelo diplomado em Psicologia ou Pedagogia e pelo licenciado que tiver concluído curso de especialização em Psicopedagogia. A especialização deverá ter duração mínima de 600 horas e carga horária de 80% na especialidade. Leia mais...
» Projeto de lei nº 3124/97 do Deputado Barbosa Neto (dispõe sobre a regulamentação da profissão de psicopedagogo - em tramitação no Congresso Nacional)
» Lei nº 10.891 de 20 de setembro de 2001 (autoriza o Poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos de ensino básico público - criada a partir do projeto de lei nº 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB)
» Projeto de Lei n° 128/2000 do Dr. Claury Alves da Silva - PTB (estabelece a implantação de assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos públicos de ensino do Estado de São Paulo)
» Resolução nº 1, de 3 de abril de 2001 (Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação entre eles o de psicopedagogia)
» Legislação de apoio para atendimento de crianças com dificuldades de aprendizagem
http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/leis_e_codigos.htm
SOBRE A PSICOPEDAGOGIA
Simaia Sampaio
1. O que é a psicopedagogia?
A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.
2. Quem são os psicopedagogos?
São profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.
3. Onde atuam?
O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional), na clínica (psicopedagogia clínica).
4. Como se dá o trabalho na clínica?
O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA, anamnese.
Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, honorários, a importância da freqüência e da presença e o que ocorrer, ou seja, fará o enquadramento. Neste momento não é recomendável falar sobre o histórico do sujeito, já que isto poderá contaminar o diagnóstico interferindo no olhar do psicopedagogo sobre o sujeito. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, será relatado ao final das sessões numa entrevista chamada anamnese, com os pais ou responsáveis.
5. O diagnostico é composto de quantas sessões?
Entre 8 a 10 sessões, sendo duas sessões por semana, com duração de 50 minutos cada.
6. E depois do diagnóstico?
O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso.
7. E o tratamento psicopedagógico?
O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo.
Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras situações que forem oportunas. A criança, muitas vezes, não consegue falar sobre seus problemas e é através de desenhos, jogos, brinquedos que ela poderá revelar a causa de sua dificuldade. É através dos jogos que a criança adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, adquire maior atenção.
O psicopedagogo solicitará, algumas vezes, as tarefas escolares, observando cadernos, olhando a organização e os possíveis erros, ajudando-o a compreender estes erros.
Irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar a melhor forma de estudar para que ocorra a aprendizagem, organizando, assim, o seu modelo de aprendizagem.
O profissional poderá ir até a escola para conversar com o(a) professor(a), afinal é ela que tem um contato diário com o aluno e poderá dar muitas informações que possam ajudar no tratamento.
O psicopedagogo precisa estudar muito. E muitas vezes será necessário recorrer a outro profissional para conversar, trocar idéias, pedir opiniões, ou seja, fazer uma supervisão psicopedagógica.
8. Como se dá o trabalho na Instituição?
O psicopedagogo na instituição escolar poderá:
- ajudar os professores, auxiliando-os na melhor forma de elaborar um plano de aula para que os alunos possam entender melhor as aulas;
- ajudar na elaboração do projeto pedagógico;
- orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem;
- realizar um diagnóstico institucional para averiguar possíveis problemas pedagógicos que possam estar prejudicando o processo ensino-aprendizagem;
- encaminhar o aluno para um profissional (psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo etc) a partir de avaliações psicopedagógicos;
- conversar com os pais para fornecer orientações;
- auxiliar a direção da escola para que os profissionais da instituição possam ter um bom relacionamento entre si;
- Conversar com a criança ou adolescente quando este precisar de orientação.
9. O que é fundamental na atuação psicopedagógica?
A escuta é fundamental para que se possa conhecer como e o que o sujeito aprende, e como diz Nádia Bossa, “perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e o de ignorar”.
O psicopedagogo também deve estar preparado para lidar com possíveis reações frente a algumas tarefas, tais como: resistências, bloqueios, sentimentos, lapsos etc.
E não parar de buscar, de conhecer, de estudar, para compreender de forma mais completa estas crianças ou adolescentes já tão criticados por não corresponderem às expectativas dos pais e professores.
1. O que é a psicopedagogia?
A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.
2. Quem são os psicopedagogos?
São profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.
3. Onde atuam?
O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional), na clínica (psicopedagogia clínica).
4. Como se dá o trabalho na clínica?
O psicopedagogo, através do diagnóstico clínico, irá identificar as causas dos problemas de aprendizagem. Para isto, ele usará instrumentos tais como, provas operatórias (Piaget), provas projetivas (desenhos), EOCA, anamnese.
Na clínica, o psicopedagogo fará uma entrevista inicial com os pais ou responsáveis para conversar sobre horários, quantidades de sessões, honorários, a importância da freqüência e da presença e o que ocorrer, ou seja, fará o enquadramento. Neste momento não é recomendável falar sobre o histórico do sujeito, já que isto poderá contaminar o diagnóstico interferindo no olhar do psicopedagogo sobre o sujeito. O histórico do sujeito, desde seu nascimento, será relatado ao final das sessões numa entrevista chamada anamnese, com os pais ou responsáveis.
5. O diagnostico é composto de quantas sessões?
Entre 8 a 10 sessões, sendo duas sessões por semana, com duração de 50 minutos cada.
6. E depois do diagnóstico?
O diagnóstico poderá confirmar ou não as suspeitas do psicopedagogo. O profissional poderá identificar problemas de aprendizagem. Neste caso ele indicará um tratamento psicopedagógico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista, ou outro profissional a depender do caso.
7. E o tratamento psicopedagógico?
O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que fez o diagnóstico, ou poderá ser feito com outro psicopedagogo.
Durante o tratamento são realizadas diversas atividades, com o objetivo de identificar a melhor forma de se aprender e o que poderá estar causando este bloqueio. Para isto, o psicopedagogo utilizará recursos como jogos, desenhos, brinquedos, brincadeiras, conto de histórias, computador e outras situações que forem oportunas. A criança, muitas vezes, não consegue falar sobre seus problemas e é através de desenhos, jogos, brinquedos que ela poderá revelar a causa de sua dificuldade. É através dos jogos que a criança adquire maturidade, aprende a ter limites, aprende a ganhar e perder desenvolve o raciocínio, aprende a se concentrar, adquire maior atenção.
O psicopedagogo solicitará, algumas vezes, as tarefas escolares, observando cadernos, olhando a organização e os possíveis erros, ajudando-o a compreender estes erros.
Irá ajudar a criança ou adolescente, a encontrar a melhor forma de estudar para que ocorra a aprendizagem, organizando, assim, o seu modelo de aprendizagem.
O profissional poderá ir até a escola para conversar com o(a) professor(a), afinal é ela que tem um contato diário com o aluno e poderá dar muitas informações que possam ajudar no tratamento.
O psicopedagogo precisa estudar muito. E muitas vezes será necessário recorrer a outro profissional para conversar, trocar idéias, pedir opiniões, ou seja, fazer uma supervisão psicopedagógica.
8. Como se dá o trabalho na Instituição?
O psicopedagogo na instituição escolar poderá:
- ajudar os professores, auxiliando-os na melhor forma de elaborar um plano de aula para que os alunos possam entender melhor as aulas;
- ajudar na elaboração do projeto pedagógico;
- orientar os professores na melhor forma de ajudar, em sala de aula, aquele aluno com dificuldades de aprendizagem;
- realizar um diagnóstico institucional para averiguar possíveis problemas pedagógicos que possam estar prejudicando o processo ensino-aprendizagem;
- encaminhar o aluno para um profissional (psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo etc) a partir de avaliações psicopedagógicos;
- conversar com os pais para fornecer orientações;
- auxiliar a direção da escola para que os profissionais da instituição possam ter um bom relacionamento entre si;
- Conversar com a criança ou adolescente quando este precisar de orientação.
9. O que é fundamental na atuação psicopedagógica?
A escuta é fundamental para que se possa conhecer como e o que o sujeito aprende, e como diz Nádia Bossa, “perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e o de ignorar”.
O psicopedagogo também deve estar preparado para lidar com possíveis reações frente a algumas tarefas, tais como: resistências, bloqueios, sentimentos, lapsos etc.
E não parar de buscar, de conhecer, de estudar, para compreender de forma mais completa estas crianças ou adolescentes já tão criticados por não corresponderem às expectativas dos pais e professores.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
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