terça-feira, 21 de junho de 2011

São João do Navarro



A Escola Navarro de Brito mais uma vez realizou com muita alegria o São João do Navarro, para encerrar o primeiro semestre do ano letivo de 2011. Na oportunidade tivemos muito forro e brincadeiras com os alunos. Esteve presente para animar o alunado o sanfoneiro Zé de Loura.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os Diversos Momentos Juninos com Alunos, Pais e Professores

















Os professores e outros funcionários da escola juntamente com os alunos tiveram um dia diferente.
Foi muito agradável para os alunos participar das diversas brincadeiras, e dançar o forró autêntico com animação de um dos maiores sanfoneiros do Brasil, Zé de Loura.
A nossa escola está de parabéns, pois, uma evento como esse estimula o alunado e fortalece a nossa cultura regional.

Momentos da Quadrilha Junina na Escola





Diretora Marili de Andrade Sena

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Arraiá na Escola


Arraiá na Escola -20/06/11

Programação
13:00-As Boas Vindas! Com músicas e professores caracterizados no portão para receber os alunos, e levá-los aos locais das brincadeiras: Pois uma boa festa junina não dispensa as tradicionais diversões:
•Dança das cadeiras
•Corrida do saco
•Corrida da colher
Corrida do Saci
•Dança da laranja
•Pescaria
•Corrida dos pés amarrados
•Corrida do ovo na colher
Concursos de forró, entrevista com o cantor da terra Zé de Loura, quadrilha e comidas típicas para os pais e alunos.

Momentos marcantes da passeata pela Paz...








Oração Pela Paz Mundial


Precioso Senhor do Universo

Hoje, renuncio a todas as armas do ódio e agressão em meus pensamentos, palavras e atos.

Hoje, renuncio aos ressentimentos e mágoas que me levaram a atacar os outros e prejudicar-me.

Hoje, renuncio a todas as idéias de cinismo e julgamento, a todas as palavras destrutivas e a todos os atos de vingança e violência contra mim e contra os outros.

Hoje, limpe-me de todos os pensamentos e palavras de ataque, a fim de que eu possa dar os passos necessários para instalar a paz em meu coração e oferecê-la ao mundo.

Hoje, não me deixe esquecer que cada ato meu é importante para construir a paz no mundo.

Hoje, abro meu coração para enviar energia do amor a todos os líderes mundiais

Hoje, abro meu espírito para construir na criação de um mundo em que a agressão e a violência se transforme em solidariedade e compaixão

Hoje, abro meus olhos para conscientizar-me de tudo o que posso fazer ou dizer para promover a presença da paz.

Hoje, reconheço que a paz começa comigo.

Hoje, eu me entrego confiantemente em Suas Mãos

Dedico cada idéia que penso, cada palavra que digo e cada um dos meus atos à criação, manutenção e propagação da paz.

Faça com que a luz da paz reine em mim.

Que a presença da paz reine em mim.

Faça com que o poder da paz irradie de mim e através de mim!

Que a paz envolva todo mundo!

Assim é!

E assim seja!

1º Movimento pela Paz!









13/06/2011 Nesta segunda-feira houve a primeira manifestação pela Paz no nosso municipio. A finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.
“A paz é a única forma de nos sentirmos verdadeiramente humanos.” Albert Einstein

“Não é suficiente falar sobre a paz. É preciso acreditar nela. E não basta acreditar nela. É preciso trabalhar para alcançá-lá.” Eleanor Roosevelt

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Frases

“O professor e os alunos são como o ar que respiramos, sem eles não haverá desdobramento da sabedoria”. (Shalkytton)

" educador já não é aquele que apenas educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando, que ao ser educado, também educa " Paulo Freire

“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”
Paulo Freire

"Daqui a cem anos, não importará o tipo de carro que dirigi, o tipo de
casa em que morei, quanto tinha depositado no banco, nem que roupas
vesti. Mas o mundo pode ser um pouco melhor porque eu fui importante na
vida de uma criança"
Anônimo

Como surgiram as Festas Juninas?


Todo o ano, quando chega junho e o comecinho do inverno, já nos preparamos para as festas juninas. Mesmo nas cidades onde a data nem é tão comemorada, todo mundo vai ou ao menos é convidado para uma festa de São João, como também são chamadas. Grande parte dos colégios, empresas e igrejas costuma organizar suas próprias quermesses. Mas de onde veio essa tradição? Vocês sabem?

A versão mais aceita pelos historiadores é de que a festa junina teve origem em países católicos da Europa e, portanto, seria uma homenagem ao santo São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina e foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial. O Brasil incorporou a tradição, misturou seus costumes à festa e hoje as comemorações representam parte da cultura brasileira.

Tradições

As tradições fazem parte das comemorações, do mês de junho. As fogueiras, por exemplo, servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função de algumas leis. No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros, que ficam andando e cantando pelas ruas das cidades.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes, como a pescaria. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, típicos dessas festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Vejam só um pouquinho sobre as melhores festas juninas do país, que todos os anos atraem centenas de turistas do Brasil e até de outros países!!!

FESTA JUNINA DE CAMPINA GRANDE: A cidade paraibana ostenta com orgulho o título do “Maior São João do Mundo”. A Festa Junina na cidade acontece durante os 30 dias do mês de junho. As atrações típicas marcam presença em todas as edições: quadrilhas, tocadores de sanfona, trem do forró, o famoso Círio de São João e ainda shows nacionais como: Elba Ramalho, Zezé di Camargo e Luciano, Genival Lacerda, Aviões do Forró, e outros. Campina Grande possui uma estrutura megalomaníaca para receber o evento: o Parque do Povo, com 42 mil metros quadrados e 300 barracas de comidas e bebidas típicas como.

FESTA JUNINA DE CARUARU: A 130 km do Recife, a cidade de Caruaru promove um dos maiores eventos de São João do Nordeste. A cultura local é exaltada através de elementos folclóricos como: Bandas de Pífanos, Apresentações de Mamulengo, As Quadrilhas, a Literatura de Cordel e muito arrasta pé ao som do tradicional Forró. Grandes nomes da música popular brasileira estão presentes na Festa Junina de Caruaru, como Zé Ramalho e Dominguinhos. Cerca de 2 milhões de pessoas visitam Caruaru nessa época do ano. As brincadeiras e comidas típicas encantam todos os visitantes, dos mais novos aos mais velhos.

FESTA JUNINA DE ARACAJÚ: Durante todo o mês de junho o estado de Sergipe se envolve nas Festas Juninas. Bandeirinhas coloridas, apresentações folclóricas, forró-pé-de-serra, fogos de artifício, xote, xaxado e baião… É impossível ficar parado! O Arraiá do Povo toma conta das principais ruas da capital e invade bares, restaurantes e pousadas! As fogueiras esquentam o clima ainda mais e artistas nacionais animam as várias noites de festa.

SÃO JOÃO EM SALVADOR: Salvador se destaca como uma das maiores Festas Juninas do Brasil. Não só de carnaval vive a Bahia! Quando o mês de junho chega as fogueiras tomam conta das ruas e as danças populares animam a moradores e visitantes. As comidas típicas da Bahia se fundem as tradicionais de São João criando pratos deliciosos: Aluá, Arroz Doce, Beiju, Bolo de Amendoim, Bolo de Fubá, Tapioca, Bombocado, Canjica, Caldo de Milho Verde, Curau, Cuscuz, Munguzá, Paçoca, Pamonha e o indispensável Quentão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dicas para você organizar a quadrilha

Dicas para organizar uma quadrilha e a trilha sonora para festa junina!

Forme uma fila indiana de casais, com as meninas de braços dados com os meninos.
Depois, use palavras como as abaixo para indicar os passos das crianças.

1- “Anavantur”, “Caminho da roça” ou “Caminho da festa”
Os pares seguem em fila indiana

2- “Anarriê”
Damas se separam dos cavalheiros, formando duas colunas. É importante ficar de frente para o seu par

3- “Balancê”
As crianças dançam no lugar

4- “Cavalheiros cumprimentam as damas”
Os meninos vão até as garotas, flexionam um dos joelhos e tiram o chapéu

5- “Damas cumprimentam os cavalheiros”
As meninas vão até os garotos, seguram as pontas da saia e flexionam ligeiramente as pernas

6- “Grande roda”
As crianças ficam de mãos dadas e giram em roda

7- “Damas ao centro”
As meninas saem da Grande Roda e formam outra dentro da roda dos meninos.

8- “Coroa de Rosas”
As duas rodas se misturam: os meninos (de mãos dadas) levantam os braços e passam por cima da cabeça das garotas. Depois, abaixam os braços e rodam juntos

9- “Coroa de espinhos”
O procedimento é igual ao acima, porém são as meninas que “coroam” os garotos

10- “Grande passeio”
As crianças saem da roda e voltam para a fila indiana, de braços dados com o par

11- “Olha a chuva”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

12- “Já passou”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

13- “Olha a cobra”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

14- “É mentira”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

15- “A ponte quebrou”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

16- “Já consertou”
As crianças dão meia-volta e continuam andando

17- “Caracol”
Os pares de mãos dadas formam uma fila única e, seguindo as ordens do puxador, fazem curvas até formar um caracol

18- “Changê de damas” ou “Changê de Cavalheiros”
A menina ou o menino dá um passo a frente, trocando de par

19- “Olha o túnel”
O menino fica em frente da menina, de mãos dadas e braços levantados

20- “Preparar para o grande galope”
Um casal entra no túnel de mãos dadas. Assim que sair, deve fazer o túnel novamente.

21- “Baile geral”
Os casais dançam

22- “Vamos nos despedir”
Os pares saem de braços dados, acenando.

Agora sim, você está pronto para o grande arraial.

Boa festa!!!

SER PROFESSOR É...

Ser artista, malabarista,
pintor, escultor, doutor,
musicólogo, psicólogo.
É ser mãe, pai, irmã, avó,
É ser palhaço, bagaço,
É ser ciência, paciência...
É ser informação,
É ser ação, ser bússola, ser farol;
É ser luz, e ser sol;
Incompreendido? Muito...
Defendido? Nunca...
O seu filho passou?
Claro é um gênio...
Não passou?...
O professor não ensinou.
Ser professor é um vicio ou vocação,
É outra coisa,
É ter nas mãos, o mundo de amanhã.
Amanhâ...
Os alunos vão se...
E ele o mestre, de mãos vazias,
Fica com o coração partido...
Recebe novas turmas,
Novos olhinhos, ávidos de cultura;
E ele, o professor vai despejando
com toda ternura, o saber, a orientação;
Nas cabecinhas novas que amanhã,
luzirão no firmamento da Pátria.
Fica a saudade,
A amizade,
A paz real só na "ETERNIDADE"

"DEDICADA A TODOS PROFESSORES (AS), QUE TENTAM FAZER ESSE MUNDO MELHOR..."

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Escola-Função Social, Gestão e Política Educacional

Escola
O termo escola vem do grego scholé, que significa “ lazer, tempo livre”. Foi usado no período helenístico para designar o estabelecimento de ensino
Da escola como local de lazer para os que não precisavam trabalhar, no sentido grego, evolui-se para uma compreensão de escola burguesa de escola para todos, tornando-se a forma dominante de educação tal como é conhecida atualmente.
A escola, em sua forma atual, surgiu com o nascimento da sociedade industrial e com a constituição do Estado nacional, para suplantar a educação que ocorria na família e na igreja.
No século XVIII, das revoluções burguesas e do Iluminismo, ocorreram as primeiras tentativas de universalização do ensino sob a responsabilidade estatal.
No século XIX, com a urbanização acelerada e o desenvolvimento do capitalismo industrial, a maior complexidade do trabalho exigia melhor qualificação de mão-de-obra, fazendo com que o Estado interviesse na educação para estabelecer a escola elementar universal, gratuita e obrigatória.
Somente no século XVIII, primeiramente na Alemanha e na França, iniciou-se a educação pública estatal, sem que houvesse, porém, interesse em atender aos filhos dos trabalhadores.
Nos Estados Unidos ela foi inaugurada no século XIX, e no Brasil, no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, quando principiou o processo de industrialização no país.
Segundo Libâneo, a idéia de escola pública e obrigatória para todos data dos séculos XVIII e XIX; em quase 300 anos, inúmeros estudiosos tentaram entender e explicar a organização social capitalista e essa sua importante instituição.
A escola surge da necessidade que se tem de transmitir de forma sistematizada o saber acumulado pela humanidade
Embora constituindo-se no espaço específico que a sociedade reservou para veicular o conhecimento que se julga importante transmitir às novas gerações, a escola permaneceu como a grande esquecida das políticas educacionais.
Que articulações existem entre escola e cidadania?
Se toda comunidade política se caracteriza pela coexistência de várias tradições, a escolaridade tem significado particular. A escola, de fato, institui a cidadania. É ela o lugar onde as crianças deixam de pertencer exclusivamente à família para integrarem-se numa comunidade mais ampla em que os indivíduos estão reunidos não por vínculos de parentesco ou de afinidade, mas pela obrigação de viver em comum. A escola institui, em outras palavras, a coabitação de seres diferentes sob a autoridade de uma mesma regra. (CANIVEZ, 1991 p 33)
A prática escolar consiste na concretização das condições que asseguram a realização do trabalho docente. Tais condições não se reduzem ao estritamente “pedagógico”, já que a escola cumpre funções que lhe são dadas pela sociedade concreta que, por sua vez, apresenta-se como constituída por classes sociais com interesses antagônicos. A prática escolar, assim, tem atrás de si condicionantes sociopolíticos que configuram diferentes concepções de homem e de sociedade e, conseqüentemente diferentes pressupostos sobre o papel da escola, aprendizagem, relações professor-aluno, técnicas pedagógicas, etc. (LIBÂNEO, 1986 p. 19)
A escola na perspectiva das tendências pedagógicas
Tendência liberal tradicional
A escola é chamada a cumprir uma clássica função, enquanto instituição encarregada da transmissão da cultura do saber sistematizado .
“ A atuação da escola consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para assumir sua posição na sociedade. O compromisso da escola é com a cultura, os problemas sociais pertencem a sociedade.” ( LIBÂNEO, 1986 p.23)
Tendência liberal renovada progressista
Nessa perspectiva, educação é concebida como um processo ativo, onde à escola cumpre retratar a vida, buscando “ suprir as experiências que permitam ao aluno educar-se, num processo ativo de construção e reconstrução do objeto, numa interação entre estruturas cognitivas do indivíduo e estruturas do ambiente.”
Tendência liberal tecnicista
A função da escola se orienta para “ produzir indivíduos ‘ competentes’ para o mercado de trabalho, transmitindo, eficientemente, informações precisas, objetivas e rápidas.” LIBÂNEO p 28 e 29
Tendência libertária progressista
“uma transformação na personalidade dos alunos num sentido libertário e autogestionário. “ LIBÂNEO p 36
A escola é chamada a cumprir um papel de transmissão dos conhecimentos universais, buscando a transformação social.
Tendência progressista crítico - social dos conteúdos.
A função da escola se articularia com a “ preparação do aluno para o mundo adulto e suas contradições , fornecendo-lhe um instrumental, por meio da aquisição de conteúdos e da socialização , para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade” LIBÂNEO p 39
No contexto de uma sociedade caracterizada pela globalização econômica e pela difusão do conhecimento em rede, o papel e a função social da escola, por certo, são redimensionados.
A compreensão da relação sociedade/escola tende a abrigar três posturas: de acordo com (CORTELLA, 2000 p 131-136)
O otimismo ingênuo
Atribui à escola uma missão “Salvífica”
O pessimismo ingênuo , Instrumento de dominação
Otimismo crítico. A escola é percebida como instituição social contraditória que comporta, ao mesmo tempo, a conservação e a inovação , podendo “ servir para reproduzir as injustiças mas, concomitantemente (…) funcionar como instrumento para mudanças”
No campo educacional estas enfatizam o ensino fundamental, médio e médio profissional e o desenvolvimento tecnológico .” Tal estratégia contempla objetivos básicos (cidadania e competitividade), diretrizes de políticas (equidade e desempenho) e de reforma institucional (integração e descentralização)”
O Relatório traz algumas considerações sobre a “ administração escolar”
A pesquisa e a observação empírica mostram que um dos principais fatores da eficácia escolar ( se não o principal), reside nos órgãos diretivos dos estabelecimentos de ensino. Um bom administrador, capaz de organizar um trabalho de equipe eficaz e tido como competente e aberto consegue, muitas vezes, introduzir no seu estabelecimento de ensino grandes melhorias. É preciso, pois, fazer com que a direção das escolas sejam confiada a profissionais qualificados, portadores de formação específica, sobretudo em matéria de gestão. Esta qualificação deve conferir aos gestores um poder de decisão acrescido e gratificações que compensem o bom exercício de suas delicadas responsabilidades .( DELORS, p 163)
Na perspectiva de repensar sobre o gigantismo burocrático dos sistemas de ensino e sobre a melhor alocação de recursos humanos às escolas.Cada escola deve ter autonomia para elaborar seu próprio projeto institucional e pedagógico, visando a melhoria da qualidade com equidade. O papel das instâncias centrais deve ser o de estabelecer diretrizes mínimas, flexíveis e alternativas, de avaliar os resultados e de desregulamentar as exigências formais. (Gomes & Amaral Sobrinho, org. 1992)
Ainda em Pirenópolis chega o texto Autonomia da Escola: possibilidades, limites e condições, de Mello (1992,p.175-205) posteriormente republicado no livro Cidadania e competitividade: desafios educacionais do terceiro milênio.
O ano de 1993 oferece um registro importante para a compreensão do foco sobre a escola. O Plano Decenal de Educação para Todos.
O ex. ministro Murílio Hingel, assinala a importância de um “ esforço integrado e compartilhado entre todas as esferas e agentes do processo educativo, ou seja, a União, os Estados e Municípios, as escolas, os professores e dirigentes escolares, as famílias e a sociedade civil “ na “ luta pela recuperação da educação básica do País”
Torna -se cada vez mais importante que cada uma dessas instâncias e segmentos assumam compromisso públicos com a melhoria do ensino, fazendo da escola um centro de qualidade e cidadania, com professores e dirigentes devidamente valorizados, ajudando o País a edificar um eficiente sistema público de educação básica.( Brasil, MEC.1993)
Em 1994, uma oportuna contribuição à discussão sobre escola vem a público – o projeto Raízes e Asas.Trata –se de um estudo empreendido pelo Centro de Pesquisas para Educação e Cultura – CENPEC que relata experiências de 16 escolas brasileiras envolvidas em ações voltadas para a melhoria da qualidade do ensino de seus alunos.
Na Conferência Nacional de Educação para Todos (1994) a escola permanece em foco, sob o argumento de que “ a discussão do Plano Decenal nas escolas, mostrou a importância de rever-se os mecanismos de gestão escolar, de forma a torná-la inteiramente voltada para o êxito e o crescimento humano das crianças e dos adolescentes” ( Brasil. MEC.1994 p 575)
No âmbito da reunião é realizado um painel sobre “ O Projeto Pedagógico da Escola “, que enfoca vários aspectos referentes ao tema. O relatório do evento reitera que “ a construção dos projetos político - pedagógico das escolas requer a descentralização e a democratização do processo de tomada de decisões” e que “ a autonomia e a gestão democrática da escola fazem parte do ato pedagógico “.
“ a escola precisa voltar a ser o centro do processo de ensino”.
Todos os estudos e diagnósticos apontam a escola fundamental como a raiz dos problemas educacionais do povo brasileiro. Portanto, a prioridade absoluta será a de promover o fortalecimento da escola de primeiro grau. Há escolas, há vagas, há evasão, há repetência, há professor mal treinado, professor mal pago, há desperdício. Para trilhar um caminho de seriedade, é preciso acima de tudo, valorizar a escola e tudo o que lhe é próprio: a sala de aula e os professores; o currículo e a formação dos mestres; o resultado da aprendizagem. Planejamento político –estratégico ( p.3)
… é exclusivamente na escola que os resultados podem ser alcançados. A escola, portanto, sintetiza o nível gerencial-operacional do sistema: a escola fundamental, a escola de ensino médio, a instituição de ensino superior. É na escola que estão os problemas e é na escola que está a solução. Planejamento político –estratégico ( p.4)
O Planejamento político-estratégico é inteiramente permeado pela idéia da autonomia escolar que se expressa, inclusive, no mecanismo de repasse automático de recursos. (p.6)
O repasse envolve recursos suplementares para a manutenção de escolas públicas, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação –FNDE
Iniciado em 1995, o programa , popularizado como Dinheiro na Escola
Outra ilustração do interesse da política educacional sobre a escola refere-se ao Programa TV Escola.
Também a estratégia de divulgação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)
O foco na escola se traduz também em alguns dispositivos da LDB.
• O primeiro deles refere-se às incumbências dos estabelecimentos de ensino, quais sejam:
I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica;
II. Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;
III. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas;
IV. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;
V. Promover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;
VI. Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;
VII. Informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica (Art. 12)
A escola também é referida no artigo que trata da “gestão democrática do ensino público na educação básica”.
I. “Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
“Autonomia escolar” é tratada em dispositivo que prevê que :
“Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público”. ( Art. 15)
A escola tem sido ao longo da história e permanece sendo a instituição social que, por excelência
Trabalha com o conhecimento de forma sistemática e organizada. A ela cabe ensinar e garantir a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos necessários à inserção das novas gerações na vida em sociedade, oferecendo instrumentos de compreensão da realidade e favorecendo a participação dos educandos em relações sociais diversificadas e cada vez mais amplas. ( CENPEC, 1994 p.11)

“ há um espaço de atuação, no âmbito de cada unidade escolar, que pode e deve ser ocupado por seus educadores “
Nesse processo, há que se buscar também um caminho para que a população e os usuários da escola a percebam como sua.
A educação básica é o cimento social necessário à consolidação do Estado democrático de direito, sendo a escola universalizada e de qualidade, voltada para a aquisição e o domínio dos conteúdos básicos do conhecimento universal, condição para o exercício da cidadania. Plano Decenal de Educação
Referências Bibliográficas
DAVIS, Cláudia…[ et al]; VIEIRA, Sofia Lerche(org.) Gestão da escola: desafios a enfrentar . Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
DELORS, Jacques. Educação :um tesouro a descobrir - 4 ed.- São Paulo: Cortez; Brasília , DF: MEC : UNESCO,2000.
FERREIRA, Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. (Orgs.) Gestão da Educação : impasses, perspectivas e compromissos.
LIBÂNEO, José Carlos ; OLIVEIRA, João Ferreira de.; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação escolar: políticas, estrutura e organização 6 ed. São Paulo: Cortez, 2008.
PARO, Vitor Henrique . Gestão escolar, democracia e qualidade do ensino. São Paulo . Ática .2007.
PENIN, Sonia Teresinha de Sousa. Progestão: como articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da comunidade? Módulo I. Brasília: CONSED- Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2001.
www.acaoeducativa.org.br/indicadores para baixar os indicadores para avaliação institucional.

http://www.webartigos.com/articles/8332/1/Avaliacao-Institucional-Avancos-Na-Melhoria-Da-Qualidade-Do-Ensino/pagina1.html
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: Avanços na melhoria da qualidade do ensino


Fonte: http://www.webartigos.com/articles/8332/1/Avaliacao-Institucional-Avancos-Na-Melhoria-Da-Qualidade-Do-Ensino/pagina1.html#ixzz1DnrqbNB3

Quero voltar a ser feliz

!
(Desconheço o Autor)

Fui criado com princípios morais comuns.

Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões
e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que
os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas
com os pés no chão quando uma determinada música era tocada
no início dos filmes, nas matinês de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas,
dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente às policiais,
mestres, aos mais idosos, autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães
de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos.
Por tudo que meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar,
enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais,
esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores,
funcionários de indústrias de multas.
Policiais em blitz são um abuso de autoridade.
Regalias em presídios são matérias votadas em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados
para cidadãos honestos.
Não levar vantagem é ser otário.
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo,
anistia para os caloteiros de plantão.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo,
pedófilos de cabelos brancos.
O que aconteceu com todos nós?
Professores surrados em salas de aula,
comerciantes ameaçados por traficantes,
grades em nossas janelas e portas. Crianças morrendo de fome!
Que valores são esses?

Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os
como brindes por passar de ano.

Celulares nas mochilas dos recém saídos das fraldas.
TV, DVD, video - games...

O que vai querer em troca desse abraço, meu filho?

Mais vale um Armani do que um diploma.
Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete.
Mais valem dois vinténs do que um gosto.

Que lares são esses?
Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente.
E o presente?
Uma droga!

O que é aquilo?
Uma árvore, uma galinha, uma estrela, ou uma flor?
Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo?
Quando foi que esqueci o nome do
meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida,
calçado sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero a liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela para tocar
as flores!
Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero à honestidade, como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho.
Quero a vergonha, a solidariedade.
Quero a esperança, a alegria.
Teto para todos, comida na mesa, saúde a mil.

Quero calar a boca de quem diz:
“ A nível de”, enquanto pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva,
limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente comum, como eu.
Adoro o meu mundo simples e comum.

Vamos voltar a ser “gente”?
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Discordar do absurdo.

Construir sempre um mundo melhor, mais justo,
mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia?
Não...
Se você e eu fizermos a nossa parte e contaminarmos mais pessoas,
e essas pessoas contaminarem mais pessoas..
Quem sabe?
Hein?
Vamos tentar?
Passe esta mensagem para seus amigos e vamos a luta!

Abraços sinceros.


QUERO VOLTAR A SER FELIZ
Fui criado com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente à policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas.
Policiais em blitz são abuso de autoridade.
Regalias em presídios são matéria votada em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão.
Não levar vantagem é ser otário.
Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.
O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.
Crianças morrendo de fome!
Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano.
Celulares nas mochilas dos recém saídos das fraldas.
TV, DVD, vídeo-games...
O que vai querer em troca desse abraço, meu filho?
Mais vale um Armani do que um diploma.
Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete.
Mais valem dois vinténs do que um gosto.
Que lares são esses?
Jovens ausentes, pais ausentes. Droga presente.
E o presente? Uma droga! O que é aquilo?
Uma árvore, uma galinha, uma estrela, ou uma flor?
Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo?
Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho?
Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo?
Quando foi que me fechei?
Quero de volta a minha dignidade, a minha paz.
Quero de volta a lei e a ordem.
Quero liberdade com segurança!
Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores!
Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão.
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho.
Quero a esperança, a alegria.
Quero a vergonha, a solidariedade.
Teto para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Quero calar a boca de quem diz: “ a nível de”, enquanto pessoa.
Abaixo o “TER”, viva o “SER”!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu.
Adoro o meu mundo simples e comum.
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base.
Vamos voltar a ser “gente”?
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Discordar do absurdo.
Construir sempre um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Não...
...se você e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, e essas pessoas contaminarem mais pessoas..

...hein?

Quem sabe?... Melhoraremos o mundo.

AUTORA: Este texto tem o título original “Reflexões” de SARA MARIA BINATTI DOS ANJOS.

"O nascimento do pensamento
é igual ao nascimento de uma criança:
tudo começa com um ato de amor.
Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.
E a semente do pensamento é o sonho.
Por isso os educadores [e educadoras],
antes de serem especialistas em ferramentas do saber,
deviam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."

Rubem Alves

SINERGIA!

Às vezes a vida parece ser tão difícil, pensamos que alguns problemas nunca serão resolvidos.
Nestes momentos nos sentimos sozinhos, então, o que nos impede de nos aproximarmos de alguém? Talvez haja tantos esperando somente um sorriso nosso para se aproximar.
Será que realmente não há ninguém que nos aceite como somos? Será que não somos nós mesmos que fechamos a porta para compartilhar? Será que não deixamos de acreditar nos seres humanos?
Será que não podemos trazer um pouco mais de sinergia para nossa vida e trabalho? Para entender melhor o que é sinergia responda...
Será que não podemos trocar a competitividade do dia-a-dia pela cooperação? Será que é verdade que para eu ganhar, você tem que perder? Será que baseados em princípios e valores não posso ganhar e você também?
O que acha? Olhe ao seu redor, milagres podem acontecer quando as pessoas, as empresas, as comunidades, os países se unem para um objetivo maior gerando sinergia. Isto soa como uma voz universal gritando: “Você não é uma ilha”.
Conta-se que um velho pedreiro que construía casas estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com sua família. Ele ainda disse que sentiria falta do salário, mas realmente queria se aposentar.
A empresa não seria muito afetada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom colaborador partindo e ele pediu ao pedreiro para trabalhar em mais um projeto como um favor.
O pedreiro não gostou, mas acabou concordando. Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a idéia. Assim, ele prosseguia fazendo emburrado e desatento um trabalho de qualidade duvidosa, utilizando qualquer material e sem um pingo de comprometimento.
Era uma maneira negativa de ele terminar a carreira.
A falta de atenção e de comprometimento acabou por lhe levar a uma queda quando assentava a última telha no telhado, que acabou desabando com ele.
Seus companheiros por não saberem dar os primeiros socorros, acabaram por piorar os seus ferimentos. Uma vértebra de sua coluna que estava trincada, ao ser levantado abruptamente pelos colegas, acabou se quebrando. Ele teve uma fratura da coluna cervical.
O pedreiro ficou tetraplégico, não mais podia mexer os braços e as pernas.
Ainda internado, o seu chefe foi visitá-lo e ele não quis recebê-lo.
Disse à mulher: - Esse cafajeste me colocou aqui e agora quer se fazer de bonzinho. Ainda bem, que pelo menos fiz a casa que ele queria de qualquer jeito!
A esposa triste em vê-lo assim, foi falar com o chefe. Que a abraçou e disse:
- Estou muito triste com o que está acontecendo, aqui estão as chaves da casa. Eu queria fazer-lhe uma surpresa, ele é alguém que respeito e considero muito, mas sem saber acabou por se acidentar construindo a sua própria casa.
Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente...
O mesmo acontece conosco. Nós construímos nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, nós descobrimos que precisamos viver na casa que nós mesmos construímos. Muitas vezes pensamos: “ Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente”. Mas aí já é tarde.
Tu és o pedreiro. Todo dia martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
“A vida e seus resultados são projetos que você mesmo constrói”.
O que nos distancia uns dos outros é principalmente que todos queremos ser compreendidos e na verdade não paramos para primeiro compreender, pois, o respeito é o único caminho.
Compreenda! Cada ser humano é ímpar, e em nossa vida finita é isso o que nos torna divinos diante do infinito. Acabamos esquecendo que para sermos felizes devemos aceitar estas diferenças humanas, sem isso, é como ter um coração vazio daquilo que nossa boca está cheia, como: respeito, integridade, lealdade, transparência, honestidade, cooperação, espírito de equipe e amor.
Culturas, religiões, estilos e formações diversas unidas, são as diferenças que fazem a grande diferença, chamada sinergia. Forças que somadas de maneira quase mágica e ilógica se multiplicam para transcender a matemática e transformar 1+1 em 5, ou talvez 10, isto é sinergia. Trocar as palavras “eu” e “você” pela palavra “nós”, é a expressão mais sublime da palavra sinergia que é a matemática da energia humana em grupo, onde seu resultado depende da convergência de propósitos, mentes, corações e ações.
Sabendo disso tudo, qual será sua atitude a partir de hoje?
Vamos, compreenda e viva isso, afinal, você sabe que só é impossível aquilo que paramos de tentar.

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-que-e-sinergia/37298/

O LAÇO E O ABRAÇO

Meu Deus!!! Como é engraçado!…
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço…
Uma fita dando voltas? Se enrosca…
Mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando…
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz – romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita,sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso… Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.
Maria Beatriz Marinho dos Anjos

A pluralidade cultural e a construção da identidade do professor

Wilsa Maria Ramos *
"A maneira como cada um de nós ensina está diretamente dependente daquilo que somos como pessoa quando exercemos o ensino.”
(Nóvoa, 1992)
Pretendemos aqui discutir como o professor - enquanto pessoa - constrói a base para o seu crescimento profissional, vencendo as barreiras dos preconceitos e estereótipos, de forma a adquirir competências para ser o mediador do processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças.
Refletiremos sobre o tema pluralidade cultural, na ótica de quem ensina. Não a trataremos aqui como um conteúdo a ser ensinado pelo professor, mas sim abordaremos a pluralidade como um locus complexo de representações e interpretações, no qual se situa a prática pedagógica.
O professor, sujeito social, enreda-se numa teia de expectativas e representações, que faz parte de um tecido social, cultural e histórico e que influencia a sua forma de pensar e agir. Mas, ao narrar os seus próprios atos, ele ressignifica a sua prática profissional, retoma a rédea do seu desenvolvimento e dá conta de analisar esse tecido social estruturante.
A temática sobre a pluralidade cultural nos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1a a 4a série ressalta que o conhecimento e a valorização das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais "que convivem no território nacional, as desigualdades socioeconômicas e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira, levando ao aluno a possibilidade de conhecer o Brasil como um país complexo, multifacetado e algumas vezes paradoxal”.
Desta forma, queremos pensar a pluralidade como parte integrante de nossas vidas. Tudo à nossa volta é plural, estamos imersos em um espaço temporal e cultural que é repleto de signos e significados que são expressões e manifestações dos homens: as artes, pinturas, esculturas, os livros, programas da tela de TV, filmes etc. Pensamos, narramos, agimos, inspiramos, sentimos, imaginamos, criamos e transpiramos (não necessariamente nessa ordem), valores, crenças, idéias, histórias de um mundo ao qual pertencemos. Somos, às vezes, o produto (alguns, enlatados de tão reprimidos) de um mundo histórico e cultural, repleto de relações sociais desiguais, sanções, normas e regras etc. Por outras vezes, somos o próprio agente ativo do processo de construção dessas mesmas relações sociais desiguais, sanções/punições e normas, a respeito das quais somos tão insatisfeitos. Portanto, falar do pluralismo na educação implica o ato de repensar a dinâmica das relações sociais professor e alunos e de se reconhecer como um "ser plural" (co)ator, (co)sujeito e (co)produto de uma história local.
Ser plural significa reconhecer a identidade da nossa nação originária de uma miscigenação de raças, culturas, crenças, hábitos, folclores, mitos etc. É perguntar: De onde vieram os nossos pais, tios, avós? Qual o sangue que corre em nossa veia?
Significa entrarmos em contato com nossas origens, com a nossa história que está registrada nos livros didáticos, mas que também é contada e recontada pelos mais velhos, os nossos próprios avós.
Ser plural é reconhecer a educação como inclusiva, no sentido amplo da palavra, não representativa apenas dos portadores de necessidades especiais, mas de todos os "portadores de algo diferente". A educação não pode ser excludente dos diferentes grupos étnicos, raciais, religiosos. São insuportáveis os atos de discriminação social, os preconceitos, o racismo e o anti-semitismo. Mas como esses processos, que tanto criticamos, se aproximam das práticas pedagógicas, e se instalam nas relações escolares, fazendo parte das representações dos professores e alunos?
Sabemos que a representação social "é uma forma de conhecimento presente no senso comum, que expressa valores, conceitos, idéias e crenças compartilhados por um grupo social, e que irão organizar e orientar as condutas desejáveis ou admitidas nesse grupo" (Guia de Estudo, Módulo II, unidade 4, p. 113). Aplicado ao contexto da escola, esse conceito diz que o "comportamento efetivo que um professor manifesta diante dos seus alunos é sempre e inevitavelmente mediatizado pelo que ele pensa e espera deles, pelas intenções, motivações, capacidades e interesses que lhes atribui e, de modo recíproco, o comportamento efetivo de um aluno será sempre e inevitavelmente mediatizado pelo que pensa e espera do professor" (Coll e cols).
O professor, a partir da observação dos seus alunos nos primeiros contatos, e de informações indiretas de outros professores, pais, diretores etc., constrói uma representação inicial dos mesmos. Reconhecer os processos que levam o professor a categorizar os alunos e a construir uma representação é uma questão importante, porque nos conduzirá à explicação das diversas formas de exclusão e segregação dos alunos em sala de aula. A imagem ou conceito de "aluno ideal" vêm como resultado de suas experiências pessoais e profissionais, e de fatores ideológicos. A idéia de "aluno ideal" parece seguir um padrão no que diz respeito a certos traços, que significa um perfil de aluno: responsável, motivado, interessado, centrado na tarefa, respeitoso às normas; aliado a esses fatores psicológicos, ainda se incluem fatores físicos.
Os alunos, também, anseiam por um perfil de professor disponível, respeitoso, afetivo, acolhedor e positivo. Outro aspecto importante ligado à representação é a função das expectativas que o exercício do papel social representa. Assim, as expectativas estão diretamente relacionadas ao papel que desempenhamos e à consciência que temos, ou não, de entendermos o modo de ser do outro.
Complementarmente, é a formação de estereótipos que condiciona a percepção dos fenômenos sociais e, às vezes, leva a um "engessamento do pensamento", estabelecendo características rígidas sobre pessoas, fatos ou eventos. Os estereótipos facilmente se transformam em preconceitos e estão freqüentemente ligados às questões de etnias, de religiões, de gênero, bem como às questões culturais, sociais, econômicas etc.
Neste ponto, outra pergunta deve ser colocada: qual o impacto ou resultado de tais representações, expectativas e estereótipos nos processos de aprendizagem dos alunos?
Sabemos que, no microssistema escolar, essa teia de representações mútuas professor-aluno, bem como as expectativas construídas, repercutem diretamente nas relações entre eles e no rendimento escolar. Um conjunto de pesquisas iniciadas nos anos 70 investiga essa relação de causa e efeito entre representações e aprendizagem. Os resultados apontam que se o professor estabelece uma atitude diagnóstica escolar, ou preditiva, da performance da atuação da criança, este seu comportamento passa a ter determinações no comportamento da mesma. Também conhecemos esse fenômeno como "profecia do autocumprimento" (termo usado por Merton, no âmbito da sociologia, em 1948), que se refere ao fato de determinadas falas que profetizam ou antecipam um acontecimento podem chegar a modificar a conduta de forma a aumentar a possibilidade de que a profecia se cumpra. Segundo as pesquisas de Jacobson e Rosenthal (1996) "a predição feita por uma pessoa quanto ao comportamento de outra de algum modo chega a realizar-se". Os trabalhos desses pesquisadores americanos realizados em comunidades de negros e estrangeiros comprovou que determinadas crenças ou pressuposições criam um ambiente de aprendizagem desfavorável para aquelas crianças. Podemos generalizar para o fato de que expectativas positivas por parte dos professores favorecem a aprendizagem dos alunos.
Os resultados dessa pesquisa demonstraram, também, que as crianças que cursam as primeiras séries são as mais afetadas pela expectativa dos professores do que as mais velhas, o que pode ser explicado pela necessidade de serem reconhecidas e valorizadas e estarem em processo de formação de seu autoconceito.
Mas, os estudos apontam que, para haver mudanças nas representações e profecias, há necessidade de uma profunda modificação das expectativas sobre o rendimento escolar por parte dos professores. É necessário que façam uma revisão de seu próprio autoconceito e dos valores simbólicos que atribuem ao ato de ensinar e às relações entre eles e seus alunos.
Importante destacar que alguns autores alertam que os alunos não são totalmente passivos nesse processo, eles podem interpretar e rejeitar a profecia a partir das representações que eles constroem sobre a escola, o professor, a sua capacidade de aprendizagem etc. Dois fatores são importantes nesse processo de autodefesa do aluno quanto às expectativas. O primeiro afirma que é o grau de importância que o aluno atribui à opinião do professor que estará condicionando-o e submetendo-o, ou não, às suas profecias. O segundo diz respeito ao autoconceito que o aluno tem de si mesmo. Definimos autoconceito como um conjunto de características mentais e físicas das crianças e a avaliação que elas têm de si próprias. Inclui três aspectos: o cognitivo (pensamento), o afetivo (sentimento) e o comportamental (ações). O autoconceito se desenvolve em três áreas: auto-imagem, eu ideal, e auto-estima (Lawrence, 1985). A auto-imagem é definida como uma qualidade das características mentais e físicas e a auto- estima é a avaliação individual da discrepância entre auto-imagem e o eu ideal (Lawrence, 1985). Assim, se essas expectativas do aluno sobre si mesmo forem positivas, as representações do professor o afetarão muito menos.
O professor estipula estratégias de ensino diferenciadas para os alunos, de acordo com o julgamento que ele faz de suas capacidade de aprender e de suas competências, ou da ausência delas.
Entretanto, não devemos assimilar esses processos e fenômenos como uma relação de causa e efeito, mas devemos compreendê-las como um processo complexo, de vários embates que se dão entre as representações, expectativas e profecias dos professores e os valores que os alunos dão à escola, o significado e a importância do professor e do ato de aprender para eles, e principalmente, o seu autoconceito.
Entendemos que o papel da escola e do professor na educação deve ser focado na gestão da sala de aula, com práticas não discriminatórias, o professor deve exercer o papel de mediador no processo de desenvolvimento e no fortalecimento do autoconceito, assim, estará possibilitando ao aluno a busca do seu desenvolvimento.
Como o professor irá vencer as barreiras impostas pelos preconceitos e estereótipos sobre o outro?
É necessário que ele compreenda alguns conceitos básicos da formação e construção da identidade do outro e qual o seu papel nessa formação. Para isso, faremos uma rápida revisão dos conceitos de desenvolvimento, e do processo de transformação da criança. Mais adiante, falaremos da construção da identidade do professor e de sua auto-estima.
"O desenvolvimento é um processo dinâmico de transformação de significados partilhados socialmente. Quando modificamos nosso mundo interno, dando novos sentidos e significados à realidade e à nossa vida, estamos ressignificando tanto o mundo externo quanto nosso mundo interno. Estamos, a partir da vida social, formando e organizando nosso pensamento no plano individual." (Guia de Estudo, M II, unidade 2)
Desenvolvimento e aprendizagem estão muito interligados pelo processo de internalização, porque nos desenvolvemos a partir das aprendizagens com as pessoas que fazem parte do nosso mundo social.
O pensamento se desenvolve na interação com os outros e por meio do processo de comunicação. Nessa comunicação, a linguagem vai promover a construção de conhecimentos de si e do mundo.
No desenvolvimento das crianças, não podemos esquecer da importância das atividades lúdicas para o processo de aprendizagem; ao brincar, ela internaliza muitos conhecimentos e experiências que fazem parte do seu contexto. "A criança simboliza o mundo ao brincar". A afetividade tem também um papel de destaque no processo de ensino e aprendizagem, ela é expressa pelas emoções. As emoções fazem parte do processo de crescimento, por isso vão se transformando ao longo da vida. Para as crianças no convívio social as suas ações ganham significados diferentes, de acordo com o contexto em que atuam, e trabalhar e reconhecer as emoções faz parte do seu processo de crescimento.
Linguagem e pensamento; desenvolvimento e aprendizagem; afetividade e lúdico são processos que caminham juntos para as pessoas. Por isso devem ser observados e estimulados no dia-a-dia das crianças. Devemos pensar em como elas podem desenvolver esses processos através de atividades bem conduzidas e com recursos próprios da escola e comunidade.
Algumas estratégias de trabalhos em grupos são eficientes:
a) Explorar em subgrupos os temas sobre as questões indígenas, raciais, movimento dos sem-terra, através de confecção de murais, representação de peças teatrais, organização de festas folclóricas;
b) Desenvolver projetos de pesquisa para que as crianças se sintam instigadas a participar das problemáticas ligadas ao seu entorno;
c) Negociar e partilhar responsabilidades eqüitativas na sala de aula e na escola;
d) Trabalhar o lúdico, desenvolver atividades orientadas para o brincar como uma intencionalidade para vivenciar o processo de elaboração e representação do mundo.
Vimos que o ato de ensinar possui um diferencial qualitativo, quando o professor está apto para focalizar não apenas o desenvolvimento de habilidades, mas principalmente, para considerar o estado afetivo do aluno e a sua auto-estima, em particular, sem discriminações ou preconceitos.
Outros aspectos relacionados à função da escola e ao papel do professor frente à pluralidade cultural devem ser destacados:
- A escolarização é uma forma de vida institucional fora da família, e a experiência do indivíduo na escola possui um papel crucial na formação do eu. Conseqüentemente, há uma necessidade de boas relações entre professores e estudantes na escola. Os ambientes e comunidades em que a criança vive são extensão da família e devem contribuir para a sua auto- imagem.
- A transição da casa para a escola pode exigir da criança lidar com culturas diferentes, que requerem diferentes disposições e habilidades. Essa transição da casa para a escola pode ser um choque cultural, que pode tornar-se um bloqueio para a criança, podendo gerar um sentimento de exclusão.
- A escola deve conduzir o processo de diversidade e pluralidade cultural no sentido de gerar um sentimento de inclusão dos alunos. Toda essa discussão nos leva a darmos mais atenção aos professores e ao seu processo de desenvolvimento.
No PROFORMAÇÃO - Programa de Formação de Professores em exercício do MEC - parceria entre a Secretaria de Educação a Distância e o FUNDESCOLA existe um enorme respeito e valorização das características culturais dos Professores-Cursistas, considerando-os sujeitos que têm um passado histórico e pertencem a grupos sociais com experiências culturais próprias, que definem seus interesses e necessidades de aprendizagem e trazem consigo um saber escolar e um conhecimento prévio que devem ser valorizados. Além disso, compreende-se o processo de formação como um processo social de interação e trocas pessoais.
Essa proposta para a formação nos levou a ter um compromisso muito grande de colocar em pauta as questões e temas que conduziriam o professor a um lugar de reflexão sobre a sua prática pedagógica. No PROFORMAÇÃO, a busca do conhecimento de si próprio se dará também, pela elaboração do memorial.
Nas últimas décadas, em vários campos do conhecimento, têm surgido novas perspectivas metodológicas de abordagens autobiográficas, sobretudo na área de formação de professores. Segundo Moita (1999), "ninguém se forma no vazio. Formar-se supõe troca, experiência, interações sociais, aprendizagens, um sem fim de relações... O processo de formação pode assim considerar-se a dinâmica em que se vai construindo a identidade de uma pessoa. Processo em que cada pessoa, permanecendo ela própria e reconhecendo-se a si mesma ao longo da sua história, se forma, se transforma, em interação." Essa abordagem faz parte de um conjunto de pesquisas que privilegia o trabalho através do relato de experiências, memoriais e construção da história de vida com o objetivo de investigação e de formação. A nosso ver, abordagens introspectivas como essa podem alavancar o progresso dos estudos sobre a formação de professores.
Através do memorial, o professor poderá reconhecer na macro-história a sua história pessoal e na teia social o seu papel como sujeito. A elaboração do memorial proporciona momentos significativos de aprendizagem, resultando em "saltos" de crescimento pessoal.
O memorial é uma forma de registro e análise de suas representações, idéias, tematização da prática pedagógica e revelação do percurso de formação do professor. A partir do memorial, os professores são instigados a reconstruir as suas histórias de vida e sua identidade profissional.
Ao reconstruir suas experiências em um ambiente planejado e organizado para a formação, ocorrem múltiplos processos de desenvolvimento, principalmente, pela via do afeto e emoções.
Portanto, o memorial é uma espécie de "diário", no qual o professor vai escrevendo e contando sobre o que está sentindo, refletindo, vivenciando durante o seu processo de formação. É um documento rico e dinâmico, elaborado de forma gradual pelo professor, no qual devem estar presentes os afetos e desafetos, os acertos, as vitórias, os avanços, mas, também, as falhas, os momentos de desânimo, as paradas, as dúvidas. Reconhecer vontades, gestos, experiências, acasos, reelaborar os equívocos e erros perceptivos que foram revertidos para ações, comportamentos e atitudes em sala de aula é o passo decisivo para repensar sua prática pedagógica, ampliando o seu conhecimento sobre si e sobre o mundo.
Assim, ao fazer as leituras dos memoriais, podemos reconhecer como se dá o processo de desenvolvimento e aprendizagem dos professores que, ao serem instigados a uma reflexão sobre as representações sociais, expectativas e preconceitos, passam a rever sua história de vida e conseguem dar saltos de aprendizagens.
O caso do memorial que irei exemplificar é de uma professora-cursista que, ao se deparar com determinados temas no PROFORMAÇÃO, tais como a divisão de terras e distribuição de rendas, a segregação social, as discriminações das classes sociais menos favorecidas, consegue se perceber nessa rede de expectativas e representações e rever o seu papel social, se descolando de práticas discriminatórias e autoritárias que até então vinha praticando.
Observem esse trecho do memorial e vejam como ela revela as suas transformações internas para transformar a sua forma de ensinar.
"No estudo desta quinzena, pude perceber através de observações e investigações o quanto a educação mudou, sabemos que nem sempre foi preocupação das nações, tampouco contou com uma política educacional ou proposta pedagógica definidas. Sabemos que na escola revelam-se os valores, os costumes e as crenças da sociedade e das pessoas. Em meu ponto de vista, a escola (comunidade/professor/aluno) tem que unir as forças para atender às necessidades que surgem no contexto da comunidade, modificando a postura, os métodos de ensino e os conteúdos e, sobretudo, os nossos objetivos que devem estar centrados no respeito à diversidade cultural, à ética e à cidadania." (professora-cursista, Marinalva Ramos, do pólo de Alta Floresta/MT).
Nesta ótica do memorial, trabalhar com as pluralidades culturais significa reconhecê-las em si próprio, perceber-se como indivíduo conflitivo, de discursos variados e por vezes contraditórios.
Utilizaremos alguns trechos da entrevista ao assessor técnico do programa, com a mesma cursista do PROFORMAÇÃO, para percebermos como ela muda a prática a partir da reflexão.
Pergunta:o PROFORMAÇÃO trouxe alguma mudança à sua prática?
Professora-cursista:"Sim, mudou totalmente minha prática e a minha postura como profissional."
Pergunta: Em que sentido?
Professora-cursista: "Na questão das minhas atitudes e procedimentos com os meus alunos. Por exemplo, na questão da diversidade cultural dos meus alunos, na questão do respeito com a criança, sua cor, raça, religião."
Pergunta: o que você achou mais importante nestes dois anos do PROFORMAÇÃO?
Professora-cursista: "Achei que houve uma transformação muito grande, antigamente eu tinha uma visão fechada. Importava-me apenas com o conteúdo e não com os relacionamentos dos alunos uns com os outros e eu não respeitava o modo de pensar deles e a cultura deles."
Pergunta: Através do projeto você conseguiu interpretar melhor, colocar-se de outra forma dentro da sala de aula? E quais os avanços para a sua turma?
Professora-cursista: "Sim, através dos estudos feitos, principalmente de psicologia social, que contribuiu grandemente, consegui enxergar de maneira diferenciada que o mais importante é o relacionamento entre os alunos e para que isso aconteça tem que ter respeito um pela cultura do outro.
Hoje, quando os alunos trabalham em grupo não tem mais aquele preconceito de não querer sentar com o colega porque ele é negro, pobre ou de outra religião; então, eu consegui fazer com que o aluno enxergue que todos são iguais.
Antigamente eu não via que tinha objetivos claros, direcionados à realidade do aluno; hoje, eu sempre me pergunto se o que estou trabalhando é importante para a sobrevivência do aluno, se tem função social. Acredito que essa foi uma das mudanças que eu tive, pois hoje eu respeito a diversidade do aluno, a ética e a cidadania."
Pergunta: Como você trabalha a diversidade cultural dentro da sua sala de aula?
Professora-cursista: "Trabalho de forma que o aluno compreenda que tudo que o envolve é cultura, a maneira dele se vestir, dormir, alimentar; então, a gente trabalha para que ele valorize a cultura que ele tem, entenda que existe outro tipo de cultura, que passe a valorizar a cultura dele e respeitar a cultura dos outros, que pode ser diferente da dele."
(professora Marinalva Ramos - Alta Floresta/MT, em maio de 2000)
Nesta entrevista, podemos perceber o quanto a professora, ao ampliar os seus conceitos sobre cultura, pode trabalhar de forma diferenciada com os alunos.
O exemplo da professora mostra que uma escola que não reconhece a pluralidade como um locus promissor de aprendizagem das diferenças, do respeito mútuo, da solidariedade é uma escola morta, uma educação sem vida que valoriza somente os iguais e os padrões de normalidade.
Ressignificar a sua prática, plantando na escola as árvores do respeito mútuo, da tolerância e da solidariedade, é uma etapa fundamental para gestão do plural em sala de aula.
Ao finalizarmos, acrescentamos ainda o quanto precisamos mudar as nossas lentes de percepção do mundo, tomarmos banho de realidade, encararmos as diferenças como ponto de partida para a compreensão dos aspectos históricos e culturais do nosso país... Vermos que em nossas veias correm sangues de negros, brancos e de vários outros grupos étnicos. Precisamos construir um Projeto de Nação orientado para a valorização da escola plural, aí, então, poderemos iniciar uma nova era na educação dos cidadãos brasileiros.

Dicas para os professores

• Não rotule, certifique-se com a família sobre o diagnóstico.
• Procure conversar com os profissionais que atendem seu aluno, com todos os envolvidos no processo falando a mesma linguagem, será mais fácil auxiliar está criança.
• Coloque a criança sempre próxima à você, se possível longe de janelas e portas . As carteiras dispostas em circulo facilitam a visualização da turma.
• Construa com a turma regras claras do funcionamento da classe, deixe-as expostas.
• Comece a aula expondo a rotina do dia, fale do seu plano de aula, se necessário faça por escrito.
• Use recursos audiovisuais quando possível. Vídeos, retroprojetores, computadores.
• Busque assuntos de interesse da turma e os atuais que estão sendo vinculados na mídia.
• Trabalhe música teatro, parlendas, histórias da comunidade e da realidade de seus alunos.
• Se utilize do concreto, de imagens, de gravuras, faça perguntas, promova a participação em sala de aula.
• Faça intervalos para alongamento, idas ao banheiro, tomar água. Cante com seus alunos. Ficar muito tempo sentado é torturante para um TDAH.
• Faça atividades curtas, que exijam pouco tempo para serem realizadas. Aumente gradativamente este tempo conforme o progresso da criança.
• Mande deveres que a criança consiga realizar sozinha, ou com pouca interferência dos pais. Procure atividades que estejam dentro das possibilidades e limites dela, não sendo motivo de tortura para pais e filhos.
• Estimule a atividade em grupo, sempre trabalhando o respeito as diferenças.
• Nunca exponha os erros e dificuldades da criança, gritos para chamar a atenção só pioram as coisas.
• Elogie sempre, recompense com bilhetes, cartões os pequenos progressos.



• Não faça da agenda escolar um diário de reclamações, chame os pais para conversarem, quando possível. Bilhetes de reclamação constantes tiram a confiança e baixam a auto-estima da criança.
• Crie um vínculo de afeto e confiança com seus alunos.
• Leia, estude, busque orientação e ajuda quando necessário, esclareça suas dúvidas. Estando bem informada você terá maior segurança para trabalhar junto aos seus alunos.
• Nunca esqueça que seu aluno com TDAH, tem inteligência normal ou até superior, ele só tem um funcionamento diferente, busque com ele a melhor maneira de promoverem sua aprendizagem. Ambos só têm a ganhar.

BIBLIOGRAFIAS RECOMENDADAS
No mundo da lua de Paulo Mattos
Descobrindo crianças de Violet Oaklander
Quatro cores, senha e dominó de Lino de Macedo, Ana Lucia Petty e Norimar passos

Quatro cores, senha e dominó é um livro com atividades relacionadas aos 3 jogos que dão nome ao livro e explorações psicopedagógicas possíveis a partir de cada deles, inclusive modelos de como confeccioná-los. São exemplos de oficinas de jogos em uma perspectiva construtivista e psicopedagógica. O conteúdo do livro foi elaborado, discutido e praticado em palestras, oficinas, cursos que os autores realizaram. É muito bom!!! além de unir a teoria e a prática nas atividades dos jogos sugeridos.
Casa do Psicólogo, 1997 - Coleção Psicologia da Educação
No google books dá pra visualizar o livro Quatro cores, senha e dominó:
http://books.google.com.br/books?id=-avEA_vT_u4C&printsec=frontcover&dq=Quatro+cores,+senha+e+domin%C3%B3&hl=pt-BR&ei=V3UaTMinL6P4Me-Upa8F&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CDIQ6AEwAA#v=onepage&q=Quatro%20cores%2C%20senha%20e%20domin%C3%B3&f=false

O livro descobrindo crianças: http://books.google.com.br/books?id=k308vDCa4uAC&printsec=frontcover&dq=Descobrindo+crian%C3%A7as&hl=pt-BR&ei=RHgaTPj0NYnUMrrOscAF&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CC0Q6AEwAA#v=onepage&q&f=false

Minhas sugestões:
Quando eu voltar a ser criança - Korzac
Dificuldades de aprendizagem o que são e como tratá-las - Nadia Bossa
Fracasso Escolar - Um Olhar psicopedagógico - Nadia Bossa
Também tem um livro muito interessante do autor Lino de Macedo o nome é "Aprendendo com situações problemas" muito bom.
Esse livro vem com a mesma dinâmica do livro citado pela colega" cores, senha e dominó" são os dois do mesmo autor. Espetacular e é todo produzido pelo viés psicopedagógico.
Essas referencias irão ajudar-me bastante, eu já estou lendo os livros:
Inteligência Aprisionada de Alicia Fernández e A Mulher escondida na professorade Alicia Fernandes, não terminei ainda, mas breve postarei algo sobre os mesmos.
Quando fiz a Pós em Psicopedagogia, a professora falou que o livro "Psicopedagogia Clínica - Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar", de Maria Lúcia L. Weiss, é a Bíblia do Psicopedagogo. Ele é um livro maravilhoso, que dá um suporte prático e teórico para a atuação profissional.
Outro livro que segue essa característica é "Técnicas de Diagnóstico Psicopedagógico - o diagnóstico clínico na abordagem interacionista." de Leila Sara José Chamat.
Os livros "Avaliaçao Psicopedagógica da Criança de Zero a seis anos"
"Avaliação Psicopedagógica da criança de sete a onze anos" , todos de Nádia Bossa e Vera Barros de Oliveira (orgs.), da Editora Vozes, também é um livro que contempla a psicanálise e procura esclarecer diversos aspectos das dificuldades de aprendizagem de crianças. Esse livro também apresenta um título para adolescentes, porém, ainda não o li.
Criei um grupo de discussão no google para a oficina de diagnóstico, mas quem quiser entrar e continuar mantendo a comunicação após terminar essa Oficina tbm, é so entrar no http://groups.google.com.br/group/odpc2 e solicitar o convite ou então enviar um e-mail para mim fbengezen@gmail.com, que eu envio o convite!!

Atividades nº 1:
Objetivo: Verificar o conhecimento dos números decimais de 0 (zero) a 100 (cem).
A atividade segue as seguintes regras:
1º - Define-se um dos participantes para fazer o sorteio.
2º - O participante escolhido distribuirá uma ou mais cartelas entre os demais, caso sobrem cartelas serão excluídas da jogada.
3º - O participante que fizer o sorteio deve sortear uma pedra por vez em voz alta, depois colocá-la no tabuleiro fixado na embalagem do jogo.
4º - O participante que possuir o número sorteado deverá marcá-lo em sua cartela.
5º O sorteio continuará até que um dos participantes complete primeiro a cartela.

Atividades nº 2:
Montagem de palavras usando o alfabeto com 26 letras.
Objetivo: Praticar a escrita e a leitura. Trabalhar consciência fonológica e memória. Nesse atendimento deve-se pedir a criança que forme palavras de seu conhecimento utilizando o alfabeto.
Não sei se interessa a todas, mas achei super interessante os materiais postados no Picasa: http://picasaweb.google.com/Claudia.ArteConkreta?feat=content_notification
http://picasaweb.google.com.br/nbendelak

http://picasaweb.google.com.br/ProfessoraGlauce
Estou enviando 2 links de jogos para alfabetização, que está no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=rzkklnqGrZU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=UuB1vPlWPNQ&feature=related
Esse tbm é bem legal e com cx de fósforo:

http://www.youtube.com/watch?v=vSTLf2EEIqw&feature=related

Seguem alguns jogos online tbm, mas não arrumei muito bem.

Jogo de corrida (Meio Ambiente) - http://www.sitedegames.com/educativos/eco_challenge.htm

Lei de trânsito (Cidadania) - http://www.sitedegames.com/educativos/atravessando_a_rua.htm

Jogo de tabuada (Matemática) - http://www.sitedegames.com/educativos/desafio_de_matematica.htm (Dá pra jogar com o computador ou de 2)
http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-de-Matem%C3%A1tica.aspx

Jogo da travessia (Raciocínio) - http://www.sitedegames.com/educativos/travessia.htm

Jogo de tabuada (Matemática e Inglês) - http://www.sitedegames.com/educativos/numbers.htm

Joga da família (Inglês) - http://www.sitedegames.com/educativos/family.htm

Jogo da dengue (Prevênção Saúde) - http://www.sitedegames.com/educativos/dengue.htm

Jogo do corpo humano (Ciências) - http://www.smartkids.com.br/jogos-educativos/corpo-humano-corpo-humano.html

Jogo da internet (Informática) - http://www.smartkids.com.br/jogos-educativos/jogo-da-forca-termos-da-internet.html

Jogo dos opostos (alto, baixo, maior, menos, largo e fino) - http://www.smartkids.com.br/jogos-educativos/opostos-opostos.html

Jogos diversos - Portugal (português/matemática/conhecimentos) - http://ludotech.eu/jogos-por-tipo/

Jogo do Penguin - http://play.clubpenguin.com/pt/

Jogo Ecokids - http://www2.uol.com.br/ecokids/jogos.htm

Jogo de memória (Raciocínio Lógico/Atenção)- http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-memoria-incriveis.aspx
Jogo de racioncínio - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=balloonpark
e lógica http://sitededicas.uol.com.br/jogos_online_dstar.htm
http://sitededicas.uol.com.br/jogos_online_ledix.htm
(dimensão) -resta1 http://sitededicas.uol.com.br/jogos_online_ideia.htm
(percorrer caminho)http://sitededicas.uol.com.br/jogos_online_tabuleiro_cheio.htm
http://sitededicas.uol.com.br/jogos_online_numeros.htm
http://www.joguepravaler.com/jogo/cod/2028_The_Pipe_Fixer.html

Jogo Recreio - http://jogoseducativos.jogosja.com/jogos-educativos-memoria-incriveis.aspx

Jogo Ra Tim Bum - http://www.tvratimbum.com.br/secoes/jogos/

Jogos Sítio do Picapau Amarelo - http://sitio.globo.com/Sitio/0,25203,8566-p-240486,00.html



Jogo do ECA (Diversidades)- http://www.unicefkids.org.br/pag_texto.php?pid=33

Jogo do Senninha - http://senna.globo.com/senninha/jogos.asp

Jogos (Café) - http://www.abic.com.br/jogos/index.html (meu primeiro emprego)

Jogo da Cara maluca (Coordenação motora/Atenção/Agilidade) - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=cara_maluca

Jogo Expresso Polar - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=polarexpress

Jogo frutas puladoras - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=kids-aib (coordenação motora)

Jogo das cáries (Higiene) - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=tommytooth

Jogo do Ben 10 (jogo de coordenação/agilidade/raciocínio)- http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=blockadeblitz
(jogo de matemática) -http://www.joguepravaler.com/jogo/cod/2633_Ben_10_mathrix_multiplication_math.html

Jogo do Aniversário (arrumar os itens) - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=teddys-birthday

Jogo do boliche (coordenação motora/raciocínio) - http://jogueaki.ig.com.br/jogos-online.php?jogo=lilo-stitch-boliche

Jogo de garçom - http://www.joguepravaler.com/jogo/cod/1973_Perfect_Mix.html

Quiz - http://sitededicas.uol.com.br/quiz_cri_ilustrado5_geral.htm
http://sitededicas.uol.com.br/quiz_cri_ilustrado_geral.htm
http://sitededicas.uol.com.br/quiz_cri_giria_facil.htm
http://sitededicas.uol.com.br/quiz_adu_portugues_facil.htm
http://sitededicas.uol.com.br/quiz_adu_logica_facil.htm

http://www.4shared.com/dir/33852508/b9bb82a0/Psicopedagogia.html#

Monte e remonte:

Escreva no quadro ou em folha uma palavra que tenha o menor número de letras repetidas. Estipular um tempo para a duração da atividade e pedir aos alunos para lembrarem e escreverem o maior número de palavras possíveis com as letras dessa palavra, sem repeti-las no mesmo termo encontrado.
Esta atividade trabalha a rapidez, percepção visual, ortografia e vocabulário.
Exemplo: Palavra escolhida - PERNAMBUCO
Exemplos de palavras encontradas: perna- barco- compra- boca- nabo- banco- copa- ano- rapé- ópera- amor- comer- peru- perca- bem- não- rena- buraco- mar- muro- pano- pé- cor

2 - Palavra puxa palavra:

Nessa atividade, o professor lança uma palavra e os alunos apresentam outras que se relacionem com a primeira.
Exemplo: Palavra escolhida: FOGO.
Palavras relacionadas: incêndio- dor- ambulância- feridos- bombeiro- morte- gritos- pânico- tristeza- medo- fogão- comida- queimadura.

3 - Memória auditiva:

O professor diz uma frase que deve ser repetida e ampliada pelo aluno.
Exemplo:
Professor: Fui ao zoológico e vi um elefante...
Aluno 1: Fui ao zoológico e vi um elefante e um urso...
Aluno 2: Fui ao zoológico e vi um elefante, um urso e uma girafa...
4- Rimando:

O professor oferece aos alunos uma caixa contendo cartões, cada um com uma palavra, sendo que as palavras rimam entre si.
Exemplo: pato - mato – gato / coelho - espelho – joelho / abelha - orelha - ovelha
Cada aluno, após ter recebido um dos cartões, deverá procurar entre os colegas aqueles que têm o cartão com uma palavra que rime com a sua.
Agrupados por terminação, os alunos escreverão outras palavras que rimem com as que já possuem

DESAFIO
TENTE JUNTAR UMA SILABA DE CADA PALAVRA ABAIXO E FORMAR OUTRA PALAVRA NOVA.
Eu já fiz uma pra você.
FAZENDA + VACA = FACA
GALINHA + RATO = _ _ _ _
PLANO + CARRO = _ _ _ _ _
DOBRA + PESCOÇO = _ _ _ _ _
FORMIGA + TERRA = _ _ _ _ _
CONVÉS + LANCHA = _ _ _ _ _ _
GARGANTA + FOME = _ _ _ _ _
CADEIRA + MESA = _ _ _ _
BOLACHA + PIPOCA = _ _ _ _
LIMA + MAMÃO = _ _ _ _ _
CARNE + NATA+ VALTER = _ _ _ _ _ _ _ _
SAPO + LENTE + TACO = _ _ _ _ _ _ _
DISCO + COZINHA + DINHEIRO + CARACOL = _ _ _ _ _ _ _ _ _

As atividades são ótimas, bastante chamativas e atraentes se os profissionais aplicassem estas e outras atividades que chamassem atenção dos alunos, com certeza não teríamos tantos alunos com dificuldades, já que cada um aprende de uma forma temos que diversificar e tentar contemplar os vários sentidos para que haja uma boa aprendizagem.
Escolha pares de palavras de cada grupo e forme frases
Atividade interessante, pois ajuda na criatividade e na percepção de rimas, importante na alfabetização
DANIEL – CORONEL – ANEL – PINCEL – PASTEL
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BANANA – JULIANA – CARAVANA - SEMANA
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PIOLHO – MOLHO – OLHO – CAOLHO
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VOVÓ – DOMINÓ – CURIÓ – DÓ – SÓ
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RAINHA – GALINHA – FARINHA – MINHA – TINHA
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JANELA – VELA – PANELA – DELA – CANELA
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GATO – MATO – PATO – SAPATO
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"Estilos de aprendizagem: em busca das diferenças individuais"

http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_aprendizagem.pdf

O professor tem que aprender que a qualidade do ensino depende da sua comunicação.Pensamos que o aluno não aprende quando o professor não sabe se expressar.
O professor tem que se esforçar para ensinar a forma em que o aluno aprenda..Ajustar a sua linguagem com as dos seus alunos.Observar como falam e escrevem
Com nossa percepção diferenciada,somos mais visuais,ou mais auditivos ou ainda mais táteis ou cinestesicos.
Uns aprendem visualmente,outros auditivamente e outros cinestesicamente.Alunos aprendem fazendo,outros ouvindo e outros manipulando objetos,Uns precisam de mais atenção do professor ate na intervenção afetiva,outros basta falar e expor as ideiasHá uma diferença das duas metades do cérebro:o lado esquerdo refere-se a linguagem falada e controla o lado direito do corpo.Quanto o lado direito do cérebro controla o lado direito do corpo ea nossa razão e emoção.
Um processo muito eficaz na aprendizagem é gostar do que estamos fazendo,se ensinamos com amor o aluno aprenderá,pois o professor usa de muitos recursos para ensinar e estimular o pensamento e a aprendizagem.
Tendo uma habilidade ou talento em alguma coisa,mudaremos o comportamento e o ambiente.
"....Professores precisam implantar valores e crenças que fortaleçam o aprender a aprender
Acredito que com boas leituras, projetos sobre valores e com atividades de auto-estima, jogos cooperativos,projetos que envolvam a família,tipo o bicho de estimação ou a caixa do alfabeto,ou o boneco que visita minha casa,integram as crenças e valores.

Realmente cada um aprende de forma diferente , acredito que o mais dificil é fazer com que os educadores entendam isto , já que, é mais fácil passar um certo conteúdo de um acerta forma para todos , do que tentar diversificar.Porém se formos aos poucos conquistando estes profissionais e mostrando que existem formas diferentes para se ensinar a mesma matéria, poderemos ter bons resultados.
Fiz um post em meu blog sobre "estilo e aprendizagem":
http://psicopedagogafernanda.blogspot.com

Em uma aula da pós-graduação em Psicopedagogia lemos o artigo da Edith Rubinstein: “Estilo e Aprendizagem” e ao pensar em uma ideia para o blog, veio esse texto em mente.

A autora compartilha uma outra perspectiva para olhar como a criança aprende ou não aprende e o que pode interferir no modo como aprende e mostra uma forma de intervenção que aponta o estilo de aprendizagem. Então, como a criança aprende e como o professor transmite o conteúdo ou o conhecimento?

Eu entendo que antes de ser professor é preciso amar essa profissão, entender que nem todos os alunos são iguais e aprendem facilmente ou do mesmo jeito. É preciso entender que ensinar não é só o lápis e o papel e apenas copiando que ele vai aprender, o aluno precisa de carinho, dedicação e de criatividade em aula para ficar mais prazerosa. Afinal, o professor é o sujeito que ensina e depende da forma como transmite o conteúdo, para o aluno, o sujeito da aprendizagem, absorver esses conhecimentos.
Não defendo o aluno, sei que existem muitos que não estão afim de fazer nada, reflexo de algo que não vai nada bem, mas sei também que tem muito professor que não aguenta mais dar aula e apenas espera sua aposentadoria...infelizmente a classe de professores não é unida!!! Muitas vezes o professor só está preocupado em responder as solicitações do programa que a instituição quer que ele cumpra. Não há tempo na sala de aula para que se relacione o conhecimento com outros saberes. Mas com muito otimismo, sei que um dia tudo isso vai melhorar!!!

Não estou falando mal dos professores, jamais faria isso. Luto por uma educação melhor. Já fui professora do estado e posso dizer isso com muita convicção...existem professores e "professores" e isso foi uma das coisas que me levaram a fazer a Psicopedagogia. Sejam educadores, faça de conta que os alunos são seus filhos.
É como você postou em seu blog, existem "professores e professores", mas realmente muitos deixam de lado a sua profissão e esquecem de ser educador, só se preocupando em cumprir o calendários escolar e a determinação dos conteúdos, porém, dependendo da forma como transmite o conteúdo e deixando a mercê, toda a tarefa de ser um bom professor. Também sou professora e vejo como muitos colegas se portam numa sala de aula. Espero que um dia isso mude.

Todas as palavras escritas abaixo possuem um erro.
Reescreva ao lado de maneira correta.
Esse exercício irá fortalecer as redes consolidadas, ou seja, irá reforçar o padrão correto, fazendo-o localizar, identificar e reorganizar o padrão correto, através de analise e síntese
Deixar bem claro a eles que TODAS as palavras da lista estão escritas com algum erro, e eles tem de descobrir quais são.

Alguns desses exercícios vc encontra no Manual Papa Terra da Fernanda Limongi.


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GARDAROUPA ...................................
CALHORRO .........................................
TRIAGULO ...........................................
CHAPEL ...............................................
NEIA ....................................................
LARAJA ..............................................
NANGA ..............................................
GARANÁ ...........................................
QEIJO ..............................................
MAVIO ................................................
NELÃO ................................................
DETE.....................................................
MALHUCADO......................................
VETILADOR...........................................
AQARIO ................................................
MIGAU ..................................................
NEDO....................................................
FOQUETE ..............................................
NENINA ................................................
TONATE ..............................................
PRICESA ...........................................
ANEU ...............................................
GARDACHUVA..................................
ATIVIDADE PARA DISLEXICO

Corrija se for preciso /F-V/
Fotogravia verdade afental alvinete volha

fumaça enveitado vesta convusão vumar

furadeira nuvem afestruz criatifidade vácil

prifada carfão figo vogal faculdade

fonte invormação vinte univorme cavalo

gavanhoto ofício gavião oficial professor

primafera travessa vácil fome tareva

Corrija e reescreva as frases /F-V/
1.A foca não tem vome de comer alvace.
2. Vera e Fiviane estão com o vígadovraco.
3.A vábricafelha não fabrica mais fassouras.
4.Aquele fulcão solta fumaça ferde e fermelha.
5.Nossa fiagem com o vofô e a vovó estefe uma marafilha

Circule as palavras corretas:
Ferdadefolume ferramenta
Verdade volume verramenta
Ficiadofitrine funcionário
Viciado vitrine vuncionário
Farinha fogão erfilha
Varinha vogão ervilha
Fósforo varofa favela
Vósvoro farofa vavela
Fósvorofarovavafela
Vósforovarovafafela
Corrija se for preciso /P-D/, reescreva o texto:
Toto tia faz muido vento na casa do tidioTateu. Ele não gosda de vertadetisso, porque é indeligente e diferende de todos os seus colegas de drabalho. Ele acredida que a ventania pote drazeresdragos no delhado e na porta de entrata da casa.
Seus amigos passaram de tarte em frende à casa do Dadeu e lá esdavaele consertanto as delhasquebratastepois da vendania.
Então acredidaram que o cuitato de Tadeu é importande e que não era dão deimoso assim.
Frases com o par /T-D/ (Ponta de língua)
1. A rodoviária está lotada.
2. O tatu tem trinta dentes na frente.
3. Tadeu trouxe os presentes do sótão da titia.
4.Tenha mais cuidado nos ditados, Vítor.
5. Todo tucano tem penas coloridas.
6.Três mais quatro são sete.
7.Pedro tomou o táxi perto do ponto da avenida.
8. As canetas pretas e verdes estão falhando
Acredito que a atividade promove o conflito cognitivo que desafia as crianças a encontrarem as soluções para as palavras grafadas de forma errada, esse exercício leva a criança sobre a reflexão do uso correto do código escrito. No meu ponto de vista é muito interessante e necessário.
Essa atividade promove o entendimento das "famílias" da língua portuguesa. Percebo nos atendimentos que tenho feito que muitas crianças sofrem com essa dificuldade de não saber discernir os sons. Lembrando que elas não tem nenhuma possibilidade de problemas fonoaudiólogos.
Creio que muitas das vezes essas dificuldades chegam até o consultório pelo simples problema de aprendizado - em relação ao educador - que pelo jogo do empurra - empurra, não dá importância ao discente. Daí a dificuldade tende a aumentar e, muitas das vezes chega até a fase adulta
Com esse tipo de atividade, se procura compreender as limitações de cada pessoa dislexa e assim se ver o quanto se pode estimulá-la a realizar atividade, procurando como lidar com àquelas crianças que apresentam dificuldades no momento da leitura, escrita e concentração e ainda identificar as mesmas que precisam de tratamento. Pois, alguns teóricos apontam que 20% da população possuem a chamada Dislexia de Leitura. Portanto, o seu impacto na aprendizagem pode ser minimizado, através desses exercícios, que se pode lidar diariamente com àquelas que possuem dificuldades.
No desenrolar desse processo, começaram a surgir os conflitos e os questionamentos. Surgiram as perguntas que foram delineando melhor os objetos da investigação. Como vemos as crianças, hoje? O que sabemos delas, dos seus processos de desenvolvimento, da construção de seus conhecimentos, da ampliação de suas visões de mundo? O que conhecem sobre a escrita no contexto em que vivem? Como adquirem esses conhecimentos? Como interagem com esse objeto cultural - a escrita - e como interpretam o ato de leitura?
A escrita está inserida em diversos contextos. Tem vários tipos, formas, tamanhos e cores. Estes "detalhes" ou configurações constituem importantes elementos de leitura, para os quais as crianças atentam e procuram organizar (mas, nesse contexto, o que as crianças percebem como comunicando uma mensagem? A escrita esta onde e para que?)..experiência pessoal da criança em interação com o meio; nível de desenvolvimento, modos de percepção e organização do mundo;linguagem oral (formas e condições de interação verbal com outras pessoas).
AJUDA AS CRIANÇAS RECONHECEREM SILABAS FALTOSAS, SILABAS SÍMPLES, ASSIM, PERCEBE-SE O QUANTO A CRIANÇA SABE, EM QUE FASE DA ESCRITA ESTA.
Estas atividades são apenas complementares ao processo de alfabetização.


As crianças têm, basicamente, noções das funções da escrita para nomear, identificar, mostrar, indicar, informar, comunicar. Mas esta noção é muitas vezes truncada pela maneira como a escrita é apresentada na escola. Os objetivos da escrita, na escola, alteram e limitam as noções das funções da escrita.
As crianças não revelam "conhecimentos metalingüísticos", no sentido de um "distanciamento" da linguagem. Pelo contrário revelam tentativas de aproximação e interpretação, levantando hipóteses e suposições ;o que não é considerado pela escola, pois essas tentativas implicam ."erros" e a escola não aceita erros. Evidencia uma grande confusão entre "imagem" e representação gráfica e escrita, no que diz respeito ao ensino por parte dos professores; nos remete a uma discussão mais aprofundada do realismo nominal (Carraher 8 Rego, 1981) e do "conflito cognitivo" (Ferreiro 8 Teberosky, 1979); aponta para investigações sobre o "lógico" e o "lúdico" nos processos de aprendizagem infantil.
Quanto menos conhecimento especifico sobre a linguagem escrita (metalingüístico) a criança tem, mais noção da funcionalidade da linguagem escrita ela demonstra. HA um período (e isto é coincidente com as pesquisas de Emíia Ferreiro) em que a criança "perde o sentido", em prol da decifração. Aos poucos, ela consegue conciliar decifragem e sentido. O que se pode perguntar então é o seguinte: esta perda de sentido é "via de regra", isto é, é estágio de desenvolvimento ou é condição de ensino? Temos comprovado que a criança que aprende a "ler sozinha" não perde o sentido, mas precisamente busca sempre mais sentido enquanto decifra.
O sentido que as crianças atribuem à escrita, seus esquemas de interpretação, são variados e dependem das experiências passadas bem como dos conhecimentos adquiridos. O problema maior é que a escola desconhece o valor de tais esquemas, chegando mesmo a confundir "falta de conhecimento" com "incapacidade mental e motora". O pior é que "falta de conhecimento" tanto por parte da escola como por parte das crianças leva a uma avaliação das crianças como inaptas a adquirir os conhecimentos acadêmicos, isto é, serve de justificativa para que "não se ensine nada a elas". Em suma, um tipo de "carência" serve de pretexto para uma "carência" maior.
...."falta de conhecimento" tanto por parte da escola como por parte das crianças leva a uma avaliação das crianças como inaptas a adquirir os conhecimentos acadêmicos, isto é, serve de justificativa para que "não se ensine nada a elas".
posso te dizer que os professores generalizam e substimam as crianças com dificuldades em aprendizagem
toda criança tem uma bagagem de conhecimento pois necessita de uma previa ,um diagnostico no inicio das aulas ,para nao cair na cilada da falta de conhecimento,isto que eu quiz dizer
pois logo a baixo vem a explicação,o professor acha que nao sabe nada e nem necessita ministrar o pre -requisito que ela necessita.....
"O sentido que as crianças atribuem à escrita, seus esquemas de interpretação, são variados e dependem das experiências passadas bem como dos conhecimentos adquiridos". Tanto na escola como na clínica, tive a oportunidade de trabalhar com crianças que, inconscientemente bloqueavam sua própria aprendizagem, pelo simples fato de não se autorizarem a SABER mais do que o pai ou a mãe. Famílias onde a instrução acadêmica era mínima ( falando em classes populares), fato este preocupante no nosso país, onde a educação não é valorizada pelos governos e tristemente tb não é considerada importante por uma grande parcela do povo. O motivo ? Caberia aqui outra discusãorsrsrs Mas ao que quero me deter é a ATENÇÃO... o OLHAR diferenciado que o(a) professor (a) deve destinar a cada aluno em particular, para que os mesmos não sejam rotulados de incapazes, pois acredito que :

Acredito que quando se propõe uma atividade desta forma podemos perceber se a criança tem conhecimento das formas apresentadas, ou seja, se conhece ou pelo menos percebe as semelhanças e diferenças apresentadas nos desenhos. Isto vai auxiliá-la quando for reconhecer as letras e fazer as relações entre letra cursiva e de forma. Temos que trabalhar muito com estes estilos de exercicios para que não tenhamos adolescentes que nem reconhecem as letras de seu próprio nome.
Essa atividade é muito boa, além de promover a percepção também auxilia a repetição e memorização das figuras selecionadas.

As crianças têm, basicamente, noções das funções da escrita para nomear, identificar, mostrar, indicar, informar, comunicar. Mas esta noção é muitas vezes truncada pela maneira como a escrita é apresentada na escola. Os objetivos da escrita, na escola, alteram e limitam as noções das funções da escrita.
As crianças não revelam "conhecimentos metalingüísticos", no sentido de um "distanciamento" da linguagem. Pelo contrário revelam tentativas de aproximação e interpretação, levantando hipóteses e suposições ;o que não é considerado pela escola, pois essas tentativas implicam ."erros" e a escola não aceita erros. Evidencia uma grande confusão entre "imagem" e representação gráfica e escrita, no que diz respeito ao ensino por parte dos professores; nos remete a uma discussão mais aprofundada do realismo nominal (Carraher 8 Rego, 1981) e do "conflito cognitivo" (Ferreiro 8 Teberosky, 1979); aponta para investigações sobre o "lógico" e o "lúdico" nos processos de aprendizagem infantil.
Quanto menos conhecimento especifico sobre a linguagem escrita (metalingüístico) a criança tem, mais noção da funcionalidade da linguagem escrita ela demonstra. HA um período (e isto é coincidente com as pesquisas de Emíia Ferreiro) em que a criança "perde o sentido", em prol da decifração. Aos poucos, ela consegue conciliar decifragem e sentido. O que se pode perguntar então é o seguinte: esta perda de sentido é "via de regra", isto é, é estágio de desenvolvimento ou é condição de ensino? Temos comprovado que a criança que aprende a "ler sozinha" não perde o sentido, mas precisamente busca sempre mais sentido enquanto decifra.
O sentido que as crianças atribuem à escrita, seus esquemas de interpretação, são variados e dependem das experiências passadas bem como dos conhecimentos adquiridos. O problema maior é que a escola desconhece o valor de tais esquemas, chegando mesmo a confundir "falta de conhecimento" com "incapacidade mental e motora". O pior é que "falta de conhecimento" tanto por parte da escola como por parte das crianças leva a uma avaliação das crianças como inaptas a adquirir os conhecimentos acadêmicos, isto é, serve de justificativa para que "não se ensine nada a elas". Em suma, um tipo de "carência" serve de pretexto para uma "carência" maior.
Complete com palavras que contenham:
BR CR DR FR GR PR TR VR

1. Contrário de fechar: _______
2. Nome do nosso país: _______
3. Uma cor da nossa bandeira: _________
4. Antônimo de largo: ___________
5. Nome da nossa cidade: ___________
6. A água que bebemos deve ser: _____________
7. Corresponde a três dezenas: _________
8. É o antecessor de quatorze: _______
9. Antônimo de adiantado: _____________
10. Mês que estamos: _____________
11. Pessoa que faz acrobacias: __________
12. Mês do natal: ___________
13. Antônimo de gordo: _______
14. Quem tira fotografias: _____________
15. Sucessor de três: _______
16. Utensílio da cozinha que usamos pra fazer frituras: __________
17. Aquele que faz viagens espaciais: _____________
18. Roupa que o bebê usa junto com a calça plástica: _______
19. Animais que vivem na terra são: ___________
20. Antônimo de quente: _______
21. Objeto em que colocamos a comida na hora de comer: _______
22. Penúltimo mês do ano: ____________
23. Brilha no céu a noite: _________
24. Lugar onde se vende livros: _____________
25. Objeto usado para abrir latas: __________
26. Antônimo de forte: __________
Este tipo de exercicio nos faz lembrar que trabalhar com sílabas complexas não é tão complicado assim pois elas fazem parte do cotidiano do aluno. Desculpe insistir, mas como trabalho com muitas crianças que não tem o incentivo para muitas coisas e principalmente para conhecer certos objetos ou nomea-los , como por exemplo, abridor de latas, temos que incentivar , mostrar o novo sem esquecer do conteúdo cultural que eles possuem
Muito bom, adorei! Essa atividade é muito interessante, pois além de enriquecer o vocabulário e a pronúncia usando as letras e palavras adequadas, a criança aprende brincando.

Dicas para a sala de aula com um disléxico:
1. Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na 1ª carteira.
2. Tê-lo sempre perto da professora, que supervisiona seus trabalhos, principalmente na organização e seqüência das atividades.
3. Escrever claro e espaçado na lousa, delimitando as partes da lousa (duas ou três partes no máximo) com uma linha divisória vertical bem forte.
4. Escrever cada parte da lousa com uma cor de giz. Ex.: à esquerda com branco, centro com amarelo e à direita com azul claro.
5. Explicar que estas divisórias são feitas somente na lousa, para facilitar a leitura e não devem ser reproduzidas no caderno das crianças.
6. Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo interrupções e opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora de contexto.
7. Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e “tolerar” as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular, etc. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
8. O disléxico geralmente tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode, sem perceber, pular folhas do caderno, pular linhas indevidamente, escrever na apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
9. O disléxico geralmente tem dificuldade em ficar sentado na carteira por muito tempo seguido. Permitir que levante-se, aponte o lápis, vá até a lousa, ou outro movimento que o relaxe, exigindo que retorne ao lugar em seguida.
10. Ser sempre clara e sucinta nas explicações das ordens dadas oralmente, preferencialmente dando exemplos e mostrando onde quer que faça a atividade. Ex.: do lado direito superior da folha, mostrar o lado e a orientação.
11. Em lugar de dizer o que não deve ser feito, diga sempre o que é esperado que se faça e como é para ser feito. Repetir a ordem se necessário.
12. Elaborar aulas com material visual, claro, criativo, que chame atenção.
13. Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audio-visuais. Ex.: entonação na voz, dramatização, sons, desenhos, texturas, luzes, músicas, descobertas, retroprojetor, data show, etc. além da tradicional memorização de aulas expositivas.
14. Estar sempre em contato com o profissional que atende a criança, sabendo quais as letras que já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
15. Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entrar em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que assistem o disléxico. O stress do professor só piora o quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
16. Trabalhar sempre com o erro como forma de aprendizado e nunca como meio de punição. Ex.: se trocou letras, mostrar o erro, ler o erro, produzir o erro e estimular a classe a corrigi-lo, sem estigmatizar o aluno
17. Produzir erros “de propósito” para que os alunos descubram. Só aquele que aprendeu pode corrigir.
18. Estimular atividades conjuntas, onde um começa, o outro continua e vice-versa. Ex.: troca de cadernos, o aluno é o professor, trocam os lugares, ficam os cadernos, etc.
19. Não dar muitos exercícios repetidos. O disléxico não aprende pela repetição, ao contrário, cansa-se mais facilmente e desmotiva-se.
20. Criar novas formas de ensinar a mesma coisa, pedir que as crianças elaborem exercícios, tornando-se co-autoras do aprendizado.
21. Em um texto espontâneo, valorizar as idéias, o conteúdo. Dar notas separadas para a idéia e para a escrita.
22. Em provas de outras disciplinas, como ciências, história, etc., corrigir pelo conteúdo e não descontar nota por erros de português. Aumentar a exigência à medida que avançam os anos escolares.
23. Em avaliações, sublinhar (se possível) o que se está pedindo, destacando-se do enunciado da pergunta. Ensinar a criança a destacar as palavras-chave do texto.
24. Não exagerar na quantidade de tarefa e sim na qualidade. Não permitir que os pais corrijam a tarefa, para que o professor possa avaliar o nível de aprendizado e reestruturar o conteúdo.
25. Delimitar em colunas os cálculos matemáticos, para que não se confunda na orientação espacial.
26. Aceitar respostas objetivas, diretas, curtas, desde que contenham a resposta solicitada. Aumentar a exigência à medida que os anos escolares avançam.
27. Os textos do disléxico tendem a ser desorganizados, com falhas na seqüência dos fatos e excesso de pronomes. Explicar e numerar os parágrafos.
28. A leitura do disléxico geralmente é muito ruim, porém a compreensão pode estar preservada. Ele pode ler palavras trocadas, de conteúdo semântico semelhante. Ex.: /unir/ por /juntar/; /beber/ por /tomar/. Tolerar, desde que a compreensão seja preservada.
29. Se o professor não entendeu o que o aluno escreveu, a letra, ou o que ele quis dizer, solicitar que ele leia sua escrita, antes de corrigir.
30. Não privilegiar o disléxico em nada, apenas compreender que suas dificuldades são reais e neurológicas, que ele necessita tratamento especializado para evoluir como os demais.
31. O disléxico é tão inteligente ou mais que os outros alunos. Apresenta falhas de percepção de origem neurológica. Ele não erra de propósito, nem dispersa-se porque não está interessado. Necessita de variedade e flexibilidade por parte do professor, além de uma boa dose de paciência e tolerância.
32. Disciplina, organização e criatividade são os fatores chave para que um disléxico tenha sucesso em sala de aula. A rigidez e os modelos pré-concebidos não se encaixam com este aluno.
33. As disciplinas que envolvem memorização são dificilmente assimiladas. Use preferencialmente cartazes com resumos, com cenas, figuras alusivas ao tema, dramatizações, filmes, que facilitem a associação com o conteúdo a ser memorizado.
34. Ensinar o aluno a resumir, extrair as palavras-chave da frase, do parágrafo, do texto.
35. Ensinar o aluno a parafrasear, isto é, dizer com suas palavras o que entendeu, passando para a escrita.
36. Ensinar o aluno a ler, parar e avaliar se compreendeu. Não permitir que leia toda a página para chegar a conclusão, no final, de que não entendeu nada.
Sempre procurar literatura especializada, orientação e metodologia adequadas.


alguns exercicios para realizar com dislexicos.
O Ratinho e o Leão
Oleãoéoreidasselvasdetodososanimais.Eporissomesmo,émuitorespeitadoportodos.
Enumatarde,oleãodormiaumsonoprofundoeninguémfaziabarulhoparanãoacordá-lo.
Osanimaispesadosnempassavampertodoleãoparanãovibrarochão.Asavestambémfaziamsilêncio,comrespeitototal.
Algunsratinhosbrincavampróximosaorei,masnãosepreocupavamporqueerammuitosilenciososmesmoquandocorriam,ecombinaramnãochiarnemporbrincadeira.Tudoestavadandocerto.
 Ler fazendo a segmentação.
 Separar corretamente o texto.
 Responder perguntas sobre o texto.
Leia atentamente:
Eu sxubxnitinhx, apesar de ser muitxcxmpridx x meu rabinhx. Tenhxquatrx patinhas e meu pelx é macix. X dxnx da casa xndemxrx, sabe que gxstxmuitx, muitxmesmx, de um pedacinhx de queijx. Mas eu nãxsxubxbx! Ali xnde ele pxe x queijx eu nãxvxu,senãx era uma vez um ...
Erxumx vez um coelho que morxvx no meio do mxto. Dormixdurxnte o dia e x noite, sxíxpxrx se xlimentxr.
Certx noite ouviu um Cri, Cri, Cri! O coelhinho ficou muito xssustxdo e sxiu correndo. Chxmou o gxlo, que veio xtésuxcxsx e descobriu, num cxntinho, um pequeno grilo.
Que coelho bobo, tem medo de um grilinho cxntor!
 Ler os textos.
 Descubra a charada: o /x/ está no lugar de qual letra?
 Reescrever os textos.
 Responder a perguntas sobre o texto.

Também acredito que grande parte do sucesso e fracasso da criança ou adolescente que tem qualquer problema de aprendizagem, seja a aceitação e compreensão deste por parte da família e da escola
A dica é bem valiosa, tendo em vista que infelizmente educadores, escola e família muitas das vezes procura "rótulos" levando o discente ao fracasso escolar, pois o mesmo vai interiorizando os "estereótipos" utilizados para se referir a sua dificuldade.


Complete as frases:
1- ..........................................................se não estiver chovendo.
2- ............................................................ficou sem dinheiro.
3- ...............................................................quebrou a xícara.
4- ......................................................que resolvemos ir embora.
5- .......................................................mas, chegamos atrasados.
6- .................................................................como um elefante.
7- ........................................................porque a turma reclamou.
8- ......................................................mas não encontrei ninguém.
9- .........................................................mas não estão cansados.
10-...............................................................quando puder.
11-...............................................................então vamos brindar.
12-.....................................................tanto que nos comoveu.
13-........................................................que até caiu da cama.
14-..............................................................como meu filho.
15-........................................................que saímos correndo.
16-...............................................................que repeti 3 vezes.
17-....................................................não apareceu ninguém.
18-...............................................................como se chega lá.
19-...........................................................como você faz isto.
20-..................................................nos arrependemos de ter ido.
21-..........................................................porque fazia muito calor.
22-.....................................................quando terminar o trabalho.
23-.........................................................mas não se machucou.
24-...........................................................que foi atrás dele.
25-............................................................perdeu os sapatos.
26-.........................................................por causa do vento forte.
27-..................................................estavam sem energia elétrica.
28-...........................................................no aniversário da vovó.
29-...........................................................para o zoológico.
30-.........................................................quase morri de tanto rir.

Gostei da atividade. Também podemos dar o começo e o final e solicitar que eles completem o meio. Faz com que tenham que relacionar o inicio e final com o complemento,promove a interpretação e ainda estimula a escolha de uma frase que melhor possa completar a lógica da mesma.

Quando vamos nos apresentar sempre temos que fazer um pequeno resumo de nos mesmos e assim acabamos falando o nosso nome, uma caracteristica nossa e algo que gostamos de fazer.
Uma atividade legal para isto é: faz-se 3 cartazes.No primeiro escreve-se:nome, no segundo característica e no terceiro, ação que gosta de fazer( dormir, brincar, cantar, passear etc...).
Distribui-se 3 pedaços de papel e se pede que cada um escreva o que foi pedido anteriormente , uma resposta em cada pedacinho.
No final cola-se os nomes no cartaz nome, as características no próximo cartaz correspondente do mesmo e assim por diante.
Estaremos relacioando no final: nomes=substantivos próprios; características= adjetivos e ações = verbos.
É bastante interessante.