sábado, 18 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL


Que este dia e muitos outros sejam muito especiais.
Tenha um próspero Ano Novo e um ano repleto de alegria,amor,paz e tudo o que você desejar e que seus sonhos se realizem...e lembre-se que nada é impossível e sim tudo é possivel.
Que é o Natal, senão um misto de amizade e amor
Amor repartido pela família, pelos amigos, todos aqueles que estão connosco, em todos os momentos da nossa vida, bons e maus, que se regozijam com a nossa felicidade e se entristecem com a nossa desventura.

Natal!




Você existe

Se é Natal...
Porque ficar triste?
Se deixe levar...
Pela magia que no ar existe!

Se o bom velhinho
Vem ou não vem
Só o fato de você existir
Já é um grande bem...

Seja alegre e não triste...
Pelo simples fato
De que “você existe”...

Rico, pobre, gordo, magro...
Baixo, alto, feio, bonito...
Escuta o que te digo...

Você é único...
E a certeza deve sempre ter
Jesus te dá a chance
A grande chance de viver...

Seu Natal não pode ser triste
Pela alegria de que “você existe”
Então não se sinta mal...
Se solte e...” Feliz Natal “...

Celia Piovesan

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ALUNOS AGRESSIVOS QUE NÃO QUEREM APRENDER- O QUE FAZER? QUAL É O PROBLEMA?

Por Karmem

Comportamentos agressivos distanciam aqueles que deveriam ser parceiros no processo educativo: o professor e o aluno. Evidentemente há uma série de situações que facilitam ou dificultam o estabelecimento desta relação saudável entre professor e aluno, como a faixa etária, os recursos materiais e físicos do ambiente, a capacitação do educador e suas condições de trabalho. Mas determinadas orientações podem ser dadas de forma geral.
O professor necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel. O comportamento do professor é referência dentro da sala de aula, mas o profissional necessita da colaboração da família e da instituição de ensino para desempenhar plenamente seu papel.
A socialização e o processo de aprendizagem caminham juntos. Quando uma está comprometida, a outra tende a sofrer prejuízos, pois a motivação, atenção e memória são pré-requisitos para ambas. A socialização do aluno é um processo gradual, que deve ser construído nos diversos ambientes em que as crianças e os adolescentes estão inseridos. Vários fatores são determinantes para que este processo ocorra: educação familiar, acesso à educação formal, convívio com outros grupos sociais - parentes, vizinhos, igreja etc. -, acesso à cultura, entre outros. Fatores biológicos, questões culturais, histórico familiar (hereditariedade e referencial de educação), condição sócio-econômica e condições adequadas de saúde também interferem neste processo. Os fatores biológicos vêm sendo investigados por profissionais de saúde mental e têm forte influência no padrão de comportamento do indivíduo.
Outros fatores que norteiam e promovem o processo de socialização são: as condições de saúde mental da criança e de seus familiares, a construção de vínculo afetivo, a valorização do potencial da criança, o suporte emocional, a referência moral e ética de comportamento, a presença efetiva e adequada das figuras parentais e a segurança física e emocional.
A solução para estes problemas devem ser elaborados por meio da parceria entre educadores, profissionais da saúde, do serviço social, do direito e das demais áreas implicadas na promoção do bem-estar e garantia dos direitos da criança e do adolescente. Esses alunos com comportamentos inadequados para a escola. Já chegam à instituição escolar com desestrutura familiar e social que exige da escola uma postura de planejamento e boa vontade com eles. De nada adianta a expulsão branca, pois não vai resolver a situação. O comportamento inadequado, agressivo, confuso, sem vontade de estudar e o argumento de que todos os recursos pedagógicos foram exaustivamente aplicados só obriga os pais a tentar levar os filhos para dentro do muro da escola mesmo sem aprendizagem para não perder a bolsa-família. Ou então desistirem de vez.
Não concordamos com essa atitude e temos a consciência de que muitos princípios estão sendo postos de lado. Esse recurso discriminatório só mostra a impotência dos profissionais diante de um quadro que reflete toda a dor do aluno. Porque a escola ainda é o único lugar em que a criança vítima de violência física ou psicológica consegue "dar o troco", sendo necessário, portanto, que todos reflitam e mudem as posturas buscando parcerias com diversos profissionais para tentar sanar o problema, com certeza há ainda muito a ser feito.
As pessoas que são muito agressivas têm algum problema que devem se trabalhado, o melhor que se tem a fazer e conversar com ele, se não adiantar, tentar conhecer melhor a vida familiar desse aluno, às vezes ele é agressivo pelo tratamento que ele leva em casa, conhecer de perto os pais e a rotina desse aluno será uma boa forma de ver as dificuldades que ele está passando, tentar conversar em particular e mostrar que o comportamento agressivo deixa todos muito chateados e que seres humanos é o único ser vivo que fala e que raciocina, justamente por isso para resolver seus problemas com conversa e não com brigas, manter calma, mas sempre firme, porque ele tem que saber que quem manda é a professora e não ele, mostrando que ele é importante. Porque às vezes só quer chamar a atenção, então qualquer coisa que ele faça de bom é preciso elogiá-lo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Avaliação Escolar

Por Karmem Abreu Amambahy
É o processo que possibilita conhecermos a fundo a qualidade dos serviços, e do ensino. Momento para sabermos dos nossos alunos o que está certo e o que podemos melhorar.
Quando pensamos em avaliação escolar, as primeiras ideias que surgem são: avaliação do aluno (realizada pelo professor), notas, aprovação e reprovação, sucesso e fracasso, premio e castigo. Mas sempre do aluno. Por quê? Será o aluno o único sujeito que merece ser avaliado na escola? Será que ele é a única personagem importante dessa instituição? (E não é a mais importante?) será que na escola é só ele quem deve aprender? Será que, sozinho, ele faz o sucesso e o fracasso escolares?
Vamos buscar, juntos uma maneira de pensar a avaliação escolar para que ela venha a ser, realmente, mais um recurso pedagógico que contribua para que a escola possa desempenhar seu papel na educação e na formação do aluno-cidadão.
Ora, o aluno precisa, sim, aprender, e é uma personagem muito importante, se não a mais importante, no contexto escolar. Mas há outros elementos a considerar. É pensando no aluno, nos seus direitos á educação e á cidadania, que a escola deve se organizar e se estruturar. Essa organização resulta do trabalho de diversas pessoas, em diferentes níveis do sistema educacional. A forma como uma escola se acha organizada é expressão das ideias daqueles que dela participam e daqueles que elaboram as diretrizes para a sua organização seja em nível municipal, estadual, seja federal.
Se a organização da escola envolve tantas pessoas (direta ou indiretamente), tantas normas, diretrizes e parâmetros, na tentativa de assegurar uma boa educação aos alunos, por quês era que, ao pensar em avaliação, penamos em avaliar primeiro ou somente o aluno? E mais: pó que a idéia de avaliação esta sempre associada á idéia de erros, falhas. Limitações, deficiências?
Na avaliação teremos sim o aluno como o principal sujeito do processo ensino-aprendizagem, mas não o único a ser avaliado. Ele será um dos elementos desse processo que participará da avaliação, de diferentes formas e em diferentes momentos. Mas antes de penarmos em avaliar o aluno, é necessário que pensemos na avaliação de uma maneira mais global, envolvendo tudo e todos que participam do processo educacional que acontece na escola. Quando todos participam, todos avaliam e são avaliados.
A avaliação esta presente em nosso cotidiano, escolar ou não. Pois avaliar é refletir sobre uma determinada realidade, a partir de dados e informações, e emitir um julgamento que possibilite uma tomada de decisão.
Infelizmente ainda temos professores que medem a aprendizagem de seus alunos, em vez de avaliar, por que registram os dados obtidos, anotam, e em seguida guardam esses dados.
Medir é apenas descrever uma realidade, ou seja, é obter dados e informações sobre ela. Enquanto avaliar permite fazer sugestões, encaminhamentos, tomar decisões.
Exemplo disso é uma professora que corrige as provas de seus alunos, atribui à nota e comunica o resultado a seus alunos e aos pais. Ou dá a nota e organiza um quadro para expor os cinco melhores.
Outra corrige as provas, identifica as questões que seus alunos não conseguiram responder, procura saber o porquê das dificuldades e depois planeja novas atividades para eles. Ou atividades de recuperação.
Avaliar é mais que medir. A medida limita-se a constatar uma realidade, a obter informações.
A avaliação antecede, acompanha e sucede o trabalho pedagógico, possuindo, pois, funções diferentes conforme o momento em que acontece. É o ponto de partida e ponto de chegada de todo e qualquer trabalho pedagógico. É a reflexão sobre a prática pedagógica da escola, buscando nos dados da realidade elementos que possibilitem a emissão de um julgamento de valor, visando a uma tomada de decisão.
Referencias:
LUCKESI. C.C. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1995.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

“Bullying”: agressividade entre estudantes

Enquanto a sociedade tenta recuperar-se do choque de seguidas notícias de envolvimento de jovens de classe média e alta em brigas e agressões graves nas portas de boates e em festas nas madrugadas, variadas especulações são feitas sobre o que estaria causando tal conduta. Seriam os jovens da atual geração, “piores” do que os das gerações passadas?
Estariam eles sendo mal orientados por suas famílias? A causa poderia ser, talvez, o grande número de famílias desestruturadas? Ou a ausência de ambos os pais, com cargas de trabalho cada vez maiores? Seria, por outro, lado influência da sociedade de consumo, da mídia, dos filmes e jogos violentos? Ou isso tudo, em conjunto? Seria uma forma de resposta à violência da sociedade?
Todo fenômeno social raramente tem apenas uma causa, parece-me que, antes de se achar o(s) culpado(s), mais oportuno seria discutir a ligação entre tais atitudes anti-sociais e o fenômeno do comportamento agressivo entre estudantes, conhecido internacionalmente como bullying.
O bullying compreende todo o tipo de agressões, intencionais, repetidas, e sem motivo aparente, que um grupo de alunos adota contra um ou vários colegas, em situação desigual de poder, causando intimidação, medo e danos à vítima. Pode apresentar-se sob várias formas, desde uma simples “gozação” ou apelido, (sempre depreciativos), passando por exclusão do grupo, isolamento, assédio e humilhações, até agressões físicas como chutes, empurrões e pancadas. Pode incluir também roubo ou destruição de objetos pessoais.
Em geral, os agressores costumam ser pessoas com pequeno grau de empatia, oriundos de famílias desestruturadas, que não trabalham adequadamente a questão dos limites, nas quais não há bom relacionamento afetivo, ou em que a agressão física é comumente utilizada como forma de solucionar conflitos.

Já as vítimas são, em geral, pessoas tímidas, sem muitos amigos, introvertidas e pouco sociáveis, com baixa capacidade, portanto, de reação a esse tipo de situação. São geralmente inseguras, têm baixa auto-estima e pouca esperança de conseguir ajuda por parte dos responsáveis. Costumam ainda ter dificuldades de se integrar aos grupos de colegas
O fato de muitas vezes o bullying passar desapercebido na escola, só reforça a baixa auto-estima e a convicção de menos valia das vítimas. Algumas tendem a aceitar a agressão como se as merecessem. O fenômeno tende a levar à queda no desempenho escolar, à simulação de doenças, a um ainda maior isolamento, e até ao abandono dos estudos. Pode também gerar ansiedade grave, depressão e até suicídio.
A vítima pode passar a agressor em algumas situações, em que encontre, por exemplo, colegas que considere mais fracos ou com menor possibilidade de defesa.
Existem ainda alunos que nem agridem nem são agredidos – são os expectadores, as testemunhas das agressões. Em geral, não tomam partido por medo de serem agredidas no futuro, ou porque não sabem como agir nessas situações. Também os expectadores do bullying podem ficar intimidados e inseguros, a ponto de apresentarem queda no rendimento escolar ou ficarem com medo de ir à escola.
O bullying é mais freqüente entre meninos; entre as meninas assume forma diferente: em geral, a exclusão ou a maledicência são as armas mais comuns.

Em longo prazo, o bullying – se não combatido de forma eficaz – pode levar à sensação de impunidade e, conseqüentemente, no futuro, a atitudes anti-sociais, dificuldades no relacionamento afetivo, delinqüência ou atos criminosos. Pode também levar a atitudes agressivas no trabalho ou à violência familiar – como as que têm acontecido atualmente nas portas de boates e festas, ou, há poucos anos, na cidade de Colombine, nos EUA, e outras noticiadas recentemente, em várias partes do mundo e no Brasil, nas quais estudantes armados, aparentemente sem causa específica, entram na escola atirando a esmo, matando ou ferindo colegas, professores e outras pessoas, sem um alvo definido. É o ato final de revolta, a tentativa de se inverter uma situação de alto sofrimento, as quais não mais conseguem tolerar.
É importante esclarecer que casos de agressões, chacotas e perseguições contra um ou mais alunos não é um fenômeno novo, embora atualmente venha assumindo características mais violentas dadas a facilidade de aquisição de armas e o exemplo que adolescentes e jovens recebem com freqüência da mídia em geral.
Para os educadores, tanto na família quanto nas escolas, o que realmente importa não é criar um clima de apocalipse, muito menos de desesperança. Ao contrário, quanto mais se estuda o assunto, mais claro fica que devemos agir de forma segura e assertiva. A intervenção dos adultos e atenção ao problema deve ser estimulada em todos os níveis.
De que forma atuar?
Nas escolas são necessárias, entre outras medidas:
•Treinamento para instrumentalizar todos os que lidam com alunos, no sentido de estarem atentos e aptos a perceberem quaisquer tentativas de intimidação ou agressão entre estudantes. Para tanto, é preciso conhecer os sinais, perceber os sintomas e as atitudes que caracterizam vítimas e agressores.
•Saber de que forma intervir;
•Assegurar a todos – através de atitudes, conversas nas turmas e outras iniciativas do gênero – que os alunos vítimas ou expectadores têm, e terão sempre, a proteção dos adultos que os cercam;
•Criar um esquema institucional de responsabilização para os agressores, esquema esse de preferência não excludente, ou seja, o aluno terá que arcar com as conseqüências de seus atos, mas essas conseqüências devem ter cunho educativo, devem reverter em prol da escola e da sociedade – expulsar ou suspender o aluno não forma a consciência, nem transforma agressores em bons cidadãos. Para fortalecer os que sofrem ou presenciam o bullying é mister oferecer canais de comunicação que garantam a privacidade dos que se dispõem a falar;
•A escola deve ter uma forma única e homogênea de agir nesses casos, para que todos se sintam protegidos: corpo técnico, alunos-vítimas e expectadores (só assim o silêncio se romperá)
•Ou mais importante: medidas educacionais formadoras devem ser incorporadas ao currículo e trabalhadas por todos os professores, independentemente da matéria, série ou grupo com os quais trabalhem, dando-se especial ênfase ao desenvolvimento de habilidades sociais tais como: saber ouvir; respeitar diferenças; ter limites; saber argumentar sem discutir ou agredir; ser solidário; ter dignidade; respeitar o limite e o direito do outro, etc.
Quanto à família, é necessário, que, não só apóiem a escola em todas essas iniciativas, mas também e principalmente que, em casa, eles próprios trabalhem a questão dos limites com segurança, a formação ética dos filhos, a não-aceitação firme ao desrespeito aos mais velhos e mais fracos, enfim a família deve reassumir o quanto antes o seu papel de formadora de cidadãos, abandonando a postura superprotetora cega, e a crença de que amar é aceitar toda e qualquer atitude dos filhos, satisfazer todos os seus desejos, não criticar o que deva ser criticado e nunca responsabilizá-los por atitudes anti-sociais. Enquanto é tempo.

Orientação para os filhos

A forma mais segura de educar os filhos para o mundo de hoje é estabelecer uma boa comunicação com eles. para trabalhar a educação emocional é fundamental dar bons modelos em casa. Assim, é importante a maneira como os pais lidam com as próprias emoções e como se apresentam para os filhos são pessoas que erram, sentem, reconhecem suas falhas e enfrentam com maturidade e responsabilidade seus conflitos? É preciso dar modelos reais em contraposição à tendência, em determinadas fases do desenvolvimento, de mitificar os adultos.
O importante é que o diálogo ajude a criança/adolescente a reconhecer o certo e o errado a partir dos conceitos e valores apreendidos durante toda sua vida. Importante também nessas ocasiões é dar ênfase à relação entre atos e consequências, escolhas e responsabilidades.
A avaliação do que é certo ou errado depende de vários fatores, dentre eles o conjunto de regras internalizadas pela criança (ou jovem) a partir do seu relacionamento com a família e com os grupos sociais aos quais ela pertence – e aqui se inclui a escola”. Passado o choque da decepção, vem a compreensão de que certos atos têm conseqüências cuja responsabilidade o autor das ações deve assumir.
Citando Piaget (um estudioso do desenvolvimento cognitivo), a psicopedagoga explica que “crianças de aproximadamente cinco/seis anos têm como característica o absolutismo moral, ou seja, elas consideram as regras estabelecidas de maneira absoluta e inflexível. Assim, as regras de um jogo, por exemplo, são absolutamente fixas. Nesse estágio, uma criança considera que todas as quebras de regras resultam inevitavelmente em punição por parte dos adultos e julga as ações como boas ou más em função de suas consequências e não com base nas intenções de quem as executou. Conclusões do tipo “quem quebra seis copos sem querer é mais malvado do que quem quebra um de propósito” são comuns nesse estágio.
Já em torno dos sete anos, a criança desenvolve uma moralidade autônoma, ou de reciprocidade, na qual as regras são percebidas de forma mais mutável. Regras de jogos podem ser modificadas em comum acordo com os participantes. “A criança passa a notar, então, que violação de regras não resulta sempre em punição e leva em conta no seu julgamento moral as intenções de quem realiza as ações”.
"Então, ao conversar com a criança é preciso levar em consideração as limitações impostas pelo seu estágio de desenvolvimento para que a linguagem esteja adequada e se possa explorar apropriadamente sua capacidade de compreensão."
Se, infelizmente, as crianças estão mais expostas a esse tipo de notícia e de decepção, temos que usar essa mesma fonte para ajudá-las a desenvolver um olhar atento e crítico e reforçar valores fundamentais para que elas se desenvolvam como cidadãos e cidadãs (do bem).